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28 de dezembro de 2007

E-book para download - RENASCE BRASIL


APRESENTAÇÃO

O livro Renasce Brasil, de Valvim M. Dutra, foi inspirado na ética Bíblica e propõe mudanças culturais, sociais e econômicas. O autor apresenta várias propostas para minimizar o desemprego, a pobreza, a violência, as injustiças, as grandes desigualdades sociais, a ineficiência pública e outros problemas semelhantes. Os primeiros cinco capítulos apresentam os quatro pilares sociais da cultura genuinamente cristã (pilares que sustentam a maioria das grandes nações). São eles: Crer em Deus - Praticar a verdadeira justiça - Conceder liberdade - e Respeitar e amar o próximo. São 18 capítulos expondo esclarecimentos importantes e propondo reformas nas áreas da Educação, Economia, Segurança Pública, Previdência Social, Propriedade Privada e Agrária, relação jurídica e civil entre homens e mulheres, estrutura legislativa, executiva e judiciária.
O livro dá o que pensar, e vale a pena analisar e discutir entre outros irmãos as propostas que o autor apresenta.
Para baixar este e-book, [CLIQUE AQUI].

27 de dezembro de 2007

RECOMENDAÇÕES PARA SE VIVER BEM


O Último Sermão

Em 24 de agosto de 1662, dois mil ministros puritanos do evangelho foram excluídos de seus púlpitos, tendo recebido a ordem de não mais pregarem em público. O Ato de Uniformidade, baixado pelo parlamento inglês, conhecido pelos evangélicos como a Grande Ejeção, pairava por sobre a Inglaterra como uma nuvem espessa. Muitos líderes eclesiásticos da Igreja Anglicana, a religião oficial, estavam forçando os puritanos a cessarem suas prédicas ou a se moldarem à adoração litúrgica decretada por lei. Muitos ministros preferiam o silêncio à transigência.

Com olhos marejados de lágrimas, milhares de cristãos humildes ouviram seu último sermão no domingo imediatamente anterior à data em que o Ato se tornaria lei. E, naquele último domingo de liberdade, os ministros puritanos provavelmente pregaram os seus melhores sermões.

O sermão que passamos a transcrever, de modo um tanto abreviado, foi pregado por Thomas Watson a seu pequeno rebanho.

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Antes que eu me vá, devo oferecer alguns conselhos e orientações para vossas almas. Eis as vinte instruções que tenho a dar a cada um de vós, para as quais desejo a mais especial atenção:

1) Antes de tudo, observa tuas horas constantes de oração a Deus, diariamente. O homem piedoso é homem "separado" (Sl 4.3), não apenas porque Deus o separou por eleição, mas também porque ele mesmo se separa por devoção. Inicia o dia com Deus, visita-O pela manhã, antes de fazeres qualquer outra coisa. Lê as Escrituras, pois elas são, ao mesmo tempo, um espelho que mostra as tuas manchas e um lavatório onde podes branquear essas máculas. Adentra ao céu diariamente, em oração.

2) Coleciona bons livros em casa. Os livros de qualidade são como fontes que contêm a água da vida, com a qual poderás refrigerar-te. Quando descobrires um arrepio de frio em tua alma, lê esses livros, onde poderás ficar familiarizado com aquelas verdades que aquecem e afetam o coração.

3) Tem cuidado com as más companhias. Evita qualquer familiaridade desnecessária com os pecadores. Ninguém pode apanhar a saúde de outrem; mas pode-se apanhar doenças. E a doença do pecado é altamente transmissível. Visto não podermos melhorar os outros, ao menos tenhamos o cuidado de que eles não nos façam piores. Está escrito acerca do povo de Israel que "se mesclaram com as nações e lhes aprenderam as obras" (Sl 106.35). As más companhias são as redes de arrastão do diabo, com as quais arrasta milhões de pessoas para o inferno. Quantas famílias e quantas almas têm sido arruinadas pelas más companhias!

4) Cuidado com o que ouves. Existem certas pessoas que, com seus modos sutis, aprendem a arte de misturar o erro com a verdade e de oferecer veneno em uma taça de ouro. Nosso Salvador, Jesus Cristo, aconselhou-nos: "Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores" (Mt 7.15). Sê como aqueles bereanos que examinavam as Escrituras, para verificar se, de fato, as coisas eram como lhes foram anunciadas (At 17.11). Aos crentes é mister um ouvido discernidor e uma língua crítica, que possam distinguir entre a verdade e o erro e ver a diferença entre o banquete oferecido por Deus e o guisado colocado à sua frente pelo diabo.

5) Segue a sinceridade. Sê o que pareces ser. Não sejas como os remadores, que olham para um lado e remam para outro. Não olhes para o céu, com tua profissão de fé, para, então, remar em direção ao inferno, com tuas práticas. Não finjas ter o amor de Deus, ao mesmo tempo que amas o pecado. A piedade fingida é uma dupla iniqüidade. Que teu coração seja reto perante Deus. Quanto mais simples é o diamante, tanto mais precioso ele é; e quanto mais puro é o coração, maior é o valor que Deus dá à sua jóia. O salmista disse sobre Deus: "Eis que te comprazes na verdade no íntimo" (Sl 51.6).

6) Nunca te esqueças da prática do auto-exame. Estabelece um tribunal em tua própria alma. Tem receio tanto de uma santidade mascarada quanto de ires para um céu pintado. Julgas-te bom porque outros assim pensam de ti? Permite que a Palavra seja um ímã com o qual provarás o teu coração. Deixa que a Palavra seja um espelho, diante do qual poderás julgar a aparência de tua alma. Por falta de autocrítica, muitos vivem conhecidos pelos outros, mas morrem desconhecidos por si mesmos. "De noite indago o meu íntimo", disse o salmista (Sl 77.6).

7) Mantém vigilância quanto à tua vida espiritual. O coração é um instrumento sutil, que gosta de sorver a vaidade; e, se não usarmos de cautela, atrai-nos, como uma isca, para o pecado. O crente precisa estar constantemente alerta. Nosso coração se assemelha a uma "pessoa suspeita". Fica de olho nele, observa o teu coração continuamente, pois é um traidor em teu próprio peito. Todos os dias deves montar guarda e vigiar. Se dormires, aí está a oportunidade para as tentações diabólicas.

8) O povo de Deus deve reunir-se com freqüência. As pombas de Cristo devem andar unidas. Assim, um crente ajudará a aquecer ao outro. Um conselho pode efetuar tanto bem quanto uma pregação. "Então, os que temiam ao SENHOR falavam uns aos outros" (Ml 3.16). Quando um crente profere a palavra certa no tempo oportuno, derrama sobre o outro o óleo santo que faz brilhar com maior fulgor a lâmpada do mais fraco. Os biólogos já notaram que há certa simpatia entre as plantas. Algumas produzem melhor quando crescem perto de outras plantas. Semelhantemente, esta é a verdade no terreno espiritual. Os santos são como árvores de santidade. Medram melhor na piedade quando crescem juntos.

9) Que o teu coração seja elevado acima do mundo. "Pensai nas coisas lá do alto" (Cl 3.2). Podemos ver o reflexo da lua na superfície da água, mas ela mesma está acima, no firmamento. Assim também, ainda que o crente ande aqui em baixo, o seu coração deve estar fixado nas glórias do alto. Aqueles cujos corações se elevam acima das coisas deste mundo não ficam aprisionados com os vexames e desassossegos que outros experimentam, mas, antes, vivem plenos de alegria e de contentamento.

10) Consola-te com as promessas de Deus. As promessas são grandes suportes para a fé, que vive nas promessas do mesmo modo que o peixe que vive na água. As promessas de Deus são quais balsas flutuantes que nos impedem de afundar, quando entramos nas águas da aflição.

11) Não sejas ocioso, mas trabalha para ganhar o teu sustento. Estou certo de que o mesmo Deus que disse: "Lembra-te do dia de sábado, para o santificar", também disse: "Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra". Deus jamais apoiou qualquer ociosidade. Paulo observou: "Estamos informados de que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vida alheia. A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranqüilamente, comam o seu próprio pão" (2 Ts 3.11-12).

12) Ajunta a primeira tábua da Lei à segunda, isto é, piedade para com Deus e eqüidade para com o próximo. O apóstolo Paulo reúne essas duas idéias, em um só versículo: "Vivamos, no presente século... justa e piedosamente" (Tt 2.12). A justiça se refere à moralidade; a piedade diz respeito à santidade. Alguns simulam ter fé, mas não têm obras; outros têm obras, mas não têm fé. Alguns se consideram zelosos de Deus, mas não são justos em seus tratos; outros são justos no que fazem, mas não têm a menor fagulha de zelo para com Deus.

13) Em teu andar perante os outros, une a inocência à prudência. "Sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas" (Mt 10.16). Devemos incluir a inocência em nossa sabedoria, pois doutro modo tal sabedoria não passará de astúcia; e precisamos incluir sabedoria em nossa inocência, pois do contrário nossa inocência será apenas fraqueza. Convém que sejamos tão inofensivos como as pombas, para que não causemos danos aos outros, e que tenhamos a prudência das serpentes, a fim de que os outros não abusem de nós nem nos manipulem.

14) Tenha mais medo do pecado que dos sofrimentos. Sob o sofrimento, a alma pode manter-se tranqüila. Porém, quando um homem peca voluntariamente, perde toda a sua paz. Aquele que comete um pecado para evitar o sofrimento, assemelha-se ao indivíduo que permite sua cabeça ser ferida, para evitar danos ao seu escudo e capacete.

15) Foge da idolatria. "Filhinhos, guardai-vos dos ídolos" (1 Jo 5.21). A idolatria consiste numa imagem de ciúme que provoca a Deus. Guarda-te dos ídolos e tem cuidado com as superstições.

16) Não desprezes a piedade por estar sendo ela perseguida. Homens ímpios, quando instigados por Satanás, vituperam, maliciosamente, o caminho de Deus. A santidade é uma qualidade bela e gloriosa. Chegará o tempo quando os iníquos desejarão ver algo dessa santidade que agora desprezam, mas estarão tão removidos dela como agora estão longe de desejá-la.

17) Não dá valor ao pecado por estar atualmente na moda. Não julga o pecado como coisa apreciável, só porque a maioria segue tal caminho. Pensamos bem sobre uma praga, só porque ela se torna tão generalizada e atinge a tantos? "E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as" (Ef 5.11).

18) No que diz respeito à vida cristã, serve a Deus com todas as tuas forças. Deveríamos fazer por nosso Deus tudo quanto está no nosso alcance. Deveríamos servi-Lo com toda a nossa energia, posto que a sepultura está tão perto, e ali ninguém ora nem se arrepende. Nosso tempo é curto demais, pelo que também o nosso zelo de Deus deveria ser intenso. "Sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor" (Rm 12.11).

19) Faze aos outros todo o bem que puderes, enquanto tiveres vida. Labuta por ser útil às almas de teus semelhantes e por suprir as necessidades alheias. Jesus Cristo foi uma bênção pública no mundo. Ele saiu a fazer o bem. Muitos vivem de modo tão infrutífero, que, na verdade, suas vidas dificilmente são dignas de uma oração, como também seu falecimento quase não merece uma lágrima.

20) Medita todos os dias sobre a eternidade. Pois talvez seja questão de poucos dias ou de poucas horas - haveremos de embarcar através do oceano da eternidade. A eternidade é uma condição de desgraça eterna ou de felicidade eterna. A cada dia, passa algum tempo a refletir a respeito da eternidade. Os pensamentos profundos sobre a eterna condição da alma deveriam servir de meio capaz de promover a santidade. Em conclusão, não devemos superestimar os confortos deste mundo. As conveniências do mundo são muito agradáveis, mas também são passageiras e logo se dissipam. A idéia da eternidade deve ser o bastante para impedir-nos de ficar tristes em face das cruzes e sofrimentos neste mundo. A aflição pode ser prolongada, mas não eterna. Nossos sofrimentos neste mundo não podem ser comparados com nosso eterno peso de glória. Considerai o que vos tenho dito, e o Senhor vos dará entendimento acerca de tudo.

Thomas Watson

Fonte: www.mhorizontes.org.br

23 de dezembro de 2007

ALERTA - Filme ateu para crianças estréia nos EUA e Brasil


Em dezembro estréia um novo filme para crianças intitulado "The Golden Compass" (A Bússola de Ouro). Este filme já foi descrito como "ateísmo para crianças" e é baseado no primeiro livro de uma trilogia intitulada "His Dark Materials" escrito por Phillip Pullman.

Pullman é um ateísta militante e humanista secular que despreza C.S. Lewis e as "Crônicas de Nárnia". Sua motivação por escrever esta trilogia foi contrapor-se aos simbolismos de Cristo que Lewis retrata na série de Nárnia.

É claro que o objetivo principal de Pullman é atacar o Cristianismo e promover o ateísmo. Pullman deixou claras suas intenções quando disse numa entrevista em 2003 que "meus livros tratam de matar a Deus". Ele afirmou que quer "matar a Deus na cabeça das crianças". Tem sido dito a respeito de Pullman que ele é "o escritor que os ateístas vem rezando por ter, se os ateístas rezassem". Enquanto o filme "The Golden Compass" é mais suave e inocente, os livros são muito diferentes. Na trilogia, uma jovem, com vivência das ruas, se envolve numa luta épica para derrotar as forças opressivas de um Deus senil.

Outro personagem, uma ex-freira, descreve o Cristianismo como "um erro convincente e muito poderoso". No último livro, personagens representando Adão e Eva eventualmente matam a Deus que é chamado de Yahweh. Cada livro piora progressivamente de acordo com o ódio de Pullman a Jesus Cristo.

O filme "The Golden Compass" deve estrear em 7 de dezembro (nos EUA) durante a época de Natal, (estrelando Nicole Kidman), e deverá ter forte publicidade. As pessoas promovendo este filme esperam que os pais, sem suspeitar do conteúdo, levem seus filhos para assisti-lo. Esperam que as crianças gostem e que queiram comprar os livros para o Natal.

Por favor, considerem um boicote ao filme e livros.

Peço que passem esta informação a todos seus conhecidos (inclusive nas Igrejas). Isto ajudará a educar os pais sobre o conteúdo deste filme.

www.cpr.org.br

19 de dezembro de 2007

NATAL


Nesse Natal, se você tem um vizinho pobre, mas muito pobre mesmo, cuidado para não se machucar na cerca do individualismo que os separou até agora nem correr o risco de se atropelar nos espinhos do egoísmo. Do lado de cá mesmo, ofereça-lhe algum momento de ternura, ajudando-o a amenizar as carências do seu Ano Velho. Dê-lhe pão e, se você se esquecer de dizer Feliz Natal, ele não vai notar, porque a felicidade da mesa farta o fará lembrar-se de Jesus Cristo.

Nesse Natal, se você não teve tempo de mandar um cartão de Boas Festas para seus pais velhinhos, não faz mal. Ajoelhe-se, peça perdão a Deus pela péssima conduta de filho e proponha uma ajuda efetiva, de mais conforto, mais atenção e mais presença, junto de sua família, sempre.

Nesse Natal, se ainda se lembra de alguém sozinho que um dia você abandonou: seu filho, seu irmão, seu amigo, seu namorado, não chore de arrependimento, somente. Vá a pé, de ônibus, de carro, de avião ou pegue o telefone e diga-lhe, com o maior carinho: Você é muito importante para mim. No Ano Novo, estaremos sempre juntos, Feliz Natal!

Nesse Natal, se você entregar-se aos prazeres da carne e perder-se na embriaguez de vinhos, da mentira, de ilusões, não se desespere, Jesus Cristo não precisa de festas para você lembrar-se Dele. Levante a cabeça, aprenda a lição e tenha a capacidade de abrir os cadeados enferrujados do coração.

Nesse Natal
, ilumine-se de compreensão, resplandeça de alegria, enfeite a vida de perdão, acende a lâmpada do seu melhor propósito, dê o braço amigo aos que o cercam e não tenha medo de ser bom. Afinal de contas, tudo na vida perece, você passa e outros natais virão, porém a estrada reta ou tortuosa vai em frente e nenhum momento repete-se exatamente igual: Feliz Natal!

Ivone Boechat

17 de dezembro de 2007

Devocional do Hagton

“Para vencer a competição vocês precisam renunciar a muitas coisas que os impediriam de fazer o melhor que podem. Um atleta faz todo esse sacrifício só para ganhar uma faixa azul ou uma taça de prata, porém nós fazemos por uma recompensa celestial que nunca perecerá”
I Coríntios 9.25 Viva

I Carta de Paulo aos Coríntios (Convicto e Fiel)

“Quem sai sem ter aonde ir, acaba chegando onde não quer!”. Você tem convicção das coisas que faz? Admito que nem sempre conseguimos vislumbrar todas as etapas de um processo que gostaríamos de implantar. Mas em minha opinião aquele que não é convicto no que faz é “Indeciso”. Você se considera indeciso?

Você não deve confundir convicto com ignorância. E “Indeciso”, você sabe o significado? É aquele que é “Duvidoso, incerto, incapaz de tomar uma resolução, fraco, hesitante”. É uma clara demonstração de falta de fé. Mas a Bíblia define muito bem o indeciso! Uma passagem em especial, que trata do “ímpio”, diz: “(...) Eles vivem sem direção e sem segurança, como um pedaço de palha soprado pelo vento” (Salmos 1.4b).

Paulo já sabia dessa condição e ressaltava sua convicção em Deus dizendo: “Portanto corro, não como indeciso; combato, não como batendo no ar” (I Coríntios 9.26). É assim que podemos perceber que havia no mínimo duas preocupações na vida deste apóstolo e que serve de exemplo para nós. Ele primeiramente mostra que ele tem a maior de todas as profissões, a de divulgar o Evangelho da Salvação Eterna. É tão convicto nisto que coloca a própria vida à disposição. E em segundo lugar, ele está sempre atento à sua vida com Deus. O próprio modo de vida tem que colaborar com esse ministério a fim de ter autoridade naquilo que se prega. Enfim, o verdadeiro vencedor precisa concluir a corrida obedecendo às regras. Precisa ser convicto e fiel!

Não sei o que você anda fazendo de sua vida, mas talvez você esteja considerando outras verdades ao invés da Única que liberta. Há uma música que diz: “O acaso vai me proteger, enquanto eu estiver distraído”. Será que você não tem vivido segundo orientações assim? O inimigo de nossas almas busca de dia e de noite, alguém a quem possa tragar, o “distraído”! Talvez você esteja correndo, lutando, se esforçando, mas para quê? “Quem sai sem ter aonde ir, acaba chegando onde não quer!”. Você já parou para ouvir de Deus o que Ele tem preparado para você? Seguramente isso vai exigir esforço, coragem, força, mas pelo menos você tem em vista o prêmio que é sobre todo o prêmio, a Salvação Eterna em Cristo Jesus. Não seja indeciso. Cuidada com os “ventos”, pois eles podem te fazer perder a vida. Pense nisto.


Hagton

Visite: www.umbet.org.br
11.3358.6238 (Mensagem por Telefone)

12 de dezembro de 2007

E-BOOKS



COMO A BÍBLIA EXPLICA OS DINOSSAUROS?
Autores Diversos



E-book contendo uma série de artigos coletados da web sobre o tema, trazendo teorias sobre a vida desses grandes animais e sua extinção, com destaque para a posição do Cristianismo sobre o assunto.

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[Categoria: Evangélico/PDF Zipado/1,51Mb/82pgs]

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BÍBLIA E UFOLOGIA
Autores Diversos



E-book contendo uma série de artigos coletados da web sobre o tema, trazendo teorias sobre a existência ou não de seres extra-terrestres, com destaque para a posição do Cristianismo sobre o assunto.

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[Categoria: Evangélico/PDF Zipado/1,20Mb/93pgs]

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QUAL O SENTIDO DO NATAL?
Autores Diversos



Você comemora o Natal?
Claro que sim! ‘Sou cristão’, você dirá!
‘É o aniversário de Jesus certo?’

Hummm, será?
E quanto às origens do Natal. Você as conhece?

Este e-book traz a maior celebração do ano para um debate, questionando a validade desse feriado mundial.

Independente se você é contra ou a favor do Natal, é inquestionável que essa época é muito boa para alcançar corações para Jesus Cristo!

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[Categoria: Evangélico/PDF Zipado/2,33Mb/120pgs]

11 de dezembro de 2007

Pedido de Perdão da Ana Paula

Queridos irmãos, escrevo estas palavras depois de algum tempo do ocorrido em uma ministração do Diante do Trono em Anápolis, Goiás, onde andei como um leão no palco. Logo após o evento as imagens deste ato foram colocadas na internet e tenho recebido inúmeras palavras de apoio e também de repúdio ao que as pessoas assistem no pequeno vídeo. Somente agora tive paz em meu coração para escrever explicando o que aconteceu, pois temia estar agindo errado ao tentar me defender. Apenas respondi às pessoas que me procuraram pessoalmente ou que escreveram e-mails para o nosso ministério. Mas hoje, depois de algum tempo, decidi trazer um texto a público.

Desejo começar pedindo perdão aos irmãos que se sentiram ofendidos com o que fiz, pois de maneira alguma meu desejo foi esse. Eu acredito e me esforço pela unidade do Corpo de Cristo e anseio por ser sempre uma voz que inspire a comunhão e a união entre os crentes no Senhor Jesus. Jamais faria algo propositadamente que pudesse causar divisão, escândalo, ferindo esta unidade em favor da qual tenho orado e trabalhado.

Dentro do ministério que recebi do Senhor, que é o louvor, acredito que podemos experimentar esta unidade de uma maneira como nenhum outro ministério pode, pois todos os cristãos, independente da sua denominação, podem estar unidos cantando louvores a Jesus e exaltando o Seu santo nome. Portanto, inicio pedindo perdão por ofensas causadas por este ato que fiz e que tenham trazido qualquer divisão em nosso meio.

Agora, se o leitor me permite, gostaria de tentar explicar o que aconteceu. Se serei aceita ou não, depende de quem lê, pois muitas vezes nossos pressupostos teológicos são tão diferentes que nenhuma explicação seria suficiente para que todos concordassem com minha atitude. Mas tentarei ser o mais clara possível em minhas posições.

Quando nos preparávamos para ir a Anápolis, considerada uma das cidades com maior população evangélica do país, passei a buscar do Senhor algo específico que deveria ser ministrado ali.

Procuro em cada evento ter a direção de Deus em meu coração para que não seja apenas um show, mas sim, algo relevante para as pessoas que estarão presentes, alcançando a Igreja e a cidade como um todo. São canções que entronizam Jesus, são orações que acreditamos que podem muito em seus efeitos, tanto na vida das pessoas presentes, como na vida de pessoas distantes, e até mesmo de toda a cidade, que está sendo coberta por nossas intercessões enquanto adoramos e oramos juntos.

Em Anápolis o que me veio ao coração era que a Igreja do Senhor Jesus precisava de encorajamento. Havia depressão, medo, intimidação, angústia e desejo até mesmo de morte no coração de muitos cristãos. Essa impressão foi confirmada por vários testemunhos que recebi antes e depois da ministração.

Realmente o índice de suicídio era altíssimo naquela cidade, e muitos crentes, com histórias terríveis dentro das igrejas evangélicas, passavam por esse tipo de aflição. Havia também a confirmação de que a igreja, muitas vezes misturada ao mundo, precisava ser despertada para ter mais ousadia para pregar o Evangelho, para sair das paredes dos templos e fazer diferença na sociedade. Sei que esta parece uma mensagem que pode ser pregada em qualquer cidade, mas a cada evento tenho buscado algo específico de Deus para Seu povo, e todas as vezes a ênfase é diferente. Ali em Anápolis esta foi a direção, ou seja, uma ministração de força e ânimo para o povo de Deus.

Enquanto eu falava sobre isso naquela noite, um cântico espontâneo veio ao meu coração que dizia: "Como um leão, um cordeiro e um leão".

Falei sobre como devemos ser fortes no Senhor para resistir o inimigo, suas tentações, suas intimidações. Falei sobre como as portas do inferno não prevalecerão contra uma Igreja ousada, que evangeliza, que é sal desta Terra e luz deste mundo. Falei sobre uma postura de resistência e ousadia ao invés de uma passividade e comodismo em que muitos crentes vivem hoje. Disse que Jesus é o Leão da tribo de Judá, forte, vencedor, e Ele está em nós para nos fortalecer. Também falei que devemos ser como Jesus, o Cordeiro de Deus. Assim como Ele é, devemos ser mansos, humildes, com coração quebrantado diante da vontade do Pai, e mudo perante seus acusadores. Disse essas coisas e celebramos com muita alegria e intensidade esta realidade que vemos em Cristo e que podemos viver em nossas vidas. Estava bem claro diante de nós que o Espírito Santo era quem havia trazido esta mensagem, de maneira tão espontânea, e as pessoas respondiam celebrando conosco e recebendo esta ministração em seus corações.

Foi então que eu, crendo hoje assim como naquele momento, senti em meu coração a direção de me agachar e andar como um leão. Eu antes estava celebrando e pulando bem alto, e sentia uma leveza especial. Mas de repente minhas pernas faltaram com a força e me vi no chão sem conseguir me levantar. Agachar e engatinhar foi um reflexo rápido, e eu, que já estou acostumada a obedecer aos ímpetos que creio que o Espírito Santo me traz, obedeci àquela direção. Enquanto representava um leão ali no palco, eu pensei: "Minha reputação está indo embora. Deus, o que as pessoas vão pensar de mim?". Mas eu ouvia no mais profundo do meu coração que eu O estava obedecendo e que não era para me preocupar com a opinião das pessoas.

Agi crendo que o Espírito Santo estava me movendo, e obedeci ao que ouvi dentro do meu coração. Assim faço quando preciso escolher um cântico que será entoado em um culto, seja anteriormente enquanto oro e faço a lista de músicas ou seja durante o evento, em momentos em que o plano é mudado e algo espontâneo nasce, ou uma música não planejada encaixa-se perfeitamente no que o Senhor está fazendo naquele instante. Não planejei andar como um leão, mas cri estar agindo, obedecendo a um ímpeto do Espírito Santo em meu coração.

Agi assim, com tanta liberdade, por estar em um evento do Diante do Trono. Apenas depois do evento é que tomei conhecimento de que estávamos em um lugar cedido pelos irmãos das denominações históricas, e isso trouxe preocupação ao meu coração, pois não queria ofendê-los. Jamais agiria assim dentro de um lugar onde claramente este tipo de atitude seria incompreendido. Em nossos eventos, as pessoas geralmente já nos conhecem e sabem que somos batistas renovados, com características pentecostais, e não se escandalizam com as manifestações dos dons do Espírito Santo através de nós. Sabia que andar como um leão era muito diferente e poderia ser polêmico, mas agi crendo que tinha liberdade para isso e também baseada no que vejo na própria Palavra de Deus.

Na Bíblia encontramos diversos exemplos de mensagens de Deus que foram entregues ao Seu povo através de encenações ou recursos visuais.

Ezequiel, por exemplo, abriu um buraco na parede e fugiu com uma "mochila" nas costas avisando do cativeiro babilônico (Ez 12); em outra ocasião, ele construiu uma "maquete" da Jerusalém sitiada (Ez 4); e também, em outro momento, Deus o proibiu de chorar a morte de sua esposa amada (Ez 24:15-18). Jeremias, um outro profeta, por ordem de Deus, colocou um jugo sobre si e passou a andar pela cidade dessa maneira (Jr 27); noutra ocasião, ele enterrou um cinto de linho junto ao rio e depois de algum tempo, pegou-o apodrecido (Jr 13:1-11). E o que dizer de Oséias, que, em obediência a Deus, se casou com uma prostituta e por diversas vezes a perdoava e a recebia de volta apensar de suas traições (Os 1 e 3)?

Estes e muitos outros atos dos profetas (ou atos proféticos) carregavam uma mensagem para o povo de Deus. Até mesmo o próprio Deus, em algumas ocasiões, usou de recursos áudio visuais para trazer a Sua mensagem, de modo a fixá-la mais firmemente na memória das pessoas. Isso aconteceu, por exemplo, na visão que Pedro teve de um lençol que descia do céu com toda sorte de animais, representando o propósito de Deus em alcançar os gentios com o Evangelho (At 10: 9- 16).

Sei que não sou nem Jeremias, nem Ezequiel, nem Oséias, nem Isaías, nem Pedro, e reconheço que apenas as Escrituras Sagradas devem ser vistas sem julgamento ou crítica, mas aceitas plenamente porque são a Palavra inspirada, inerrante e infalível de Deus. Minha atitude pode e deve ser julgada por todos. Mas desconhecendo o contexto em que aconteceram os fatos, é difícil uma pessoa, por mais justa que seja, chegar a uma conclusão correta. Acredito que andar como um leão naquele momento era uma mensagem que o Senhor estava passando para o Seu povo naquela cidade. Mensagem essa que falava de força, resistência, ousadia, encorajamento e poder do Espírito Santo em nós.

Muitos se esqueceram dos dez anos de ministério Diante do Trono, em que tenho servido ao meu Senhor e à Sua igreja com toda integridade do meu coração, e se apegaram a alguns minutos, desconectados do seu contexto e sentido, e passaram a me acusar de trazer heresia e bruxaria. Toda sorte de adjetivos ferinos foram usados contra a minha pessoa.

Há poucos dias li um artigo escrito por um pastor que participou da "Bênção de Toronto". Ele disse que várias pessoas andavam como leão e agiam como outros animais. Ele afirmou que tudo o que viveu não veio do Espírito Santo de Deus, pois nos bastidores havia intrigas, problemas familiares, corrupção na vida dos líderes envolvidos. Mas eu posso testemunhar, e comigo se levantam todos os membros do grupo, minha família e minha igreja local, que vivemos em comunhão com Deus e uns com os outros. Temos um testemunho de seriedade em nossa busca por Deus e em nossos relacionamentos familiares e ministeriais. Acredito que toda uma vida não pode ser desprezada por alguns minutos fora do contexto, minutos esses que infelizmente encontraram portas abertas em muitos corações: alguns ansiosos para difamar e outros sinceros para guardar-se de qualquer engano.

Minha oração e pedido é para que toda divisão causada por este ato no Corpo de Cristo seja curada, e que a unção, ou seja, a capacitação divina para vivermos como Jesus, o Cordeiro e o Leão, realmente esteja sobre cada um de nós: ousados e fortes nEle; e mansos e humildes diante dos nossos ofensores.

Crendo que mesmo nas aparentes derrotas nesta vida há um brado de vitória ecoando nos céus; acreditando no Reino que é de ponta cabeça, pois: quando somos fracos é que somos fortes; quando parece que perdemos tudo, aí é que ganhamos; quando damos a outra face, aí é que triunfamos; quando nada temos é que possuímos tudo; e mesmo entristecidos estamos sempre alegres. Ou, como escreveu Rubem Amorese no seu livro "Meta-história", que muito me consolou nos últimos dias, somos ovelhas-leão.

Muito obrigada a você que lê pela oportunidade que me dá de esclarecimento, e mais uma vez, perdão se ofendi ou feri seu coração.

No Senhor,

Ana Paula Valadão Bessa.

Música Secular

Queridos, Vejam, mas vejam mesmo esse testemunho. é Super rápido. Leiam !!

Miquéias Castreze



De: rose gomes pereira
Enviadas: Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007 11:38:07
Assunto: EXPERIÊCIA COM MÙSICA NÂO EVANGÈLICA


Amados, A paz do senhor Jesus!!
Esse relato é de uma irmã de uma das nossas igrejas maranata, ela me enviou pelo hotmail, por isso não ficou boa a transferência, mais espero que valha a pena.
Gostaria que servisse de exemplo para todos nós.
pois existe "crente" que tem a mania de dizer: AH! tem nada a vê, erra , peca, se compactua com as coisa do mundo e depois diz; tem nada a vê.
E no dia do juízo final? vai ter tudo a vê.
Por isso vamos orar e vigiar, pois estamos neste mundo, mais não somos do mundo.
Rose Gomes Pereira / Vitória -Espírito santo
Vamos ao relato da irmã.
Quero aqui relatar uma experiência que tive na área musical, e espero que sirva de alerta para nossos jovens, que são como eu fui antes desse fato acontecer em minha vida. Sou evangélica desde meu nascimento, filha de um Pastor que o tenho como exemplo em minha vida, e atuo no ministério do louvor. E sempre fui aquele tipo de jovem que ouve muita música, (evangélica), não me importava com o estilo, bastava falar o nome de Cristo que estava valendo!
Certo dia estava trabalhando numa residência de uma senhora que havia feito uma cirurgia, sendo forçada a ouvir música profana (mundana) o dia todo, pois minha patroa não ficava sem o som de rádio nenhum minuto e isso me incomodava muito. Nunca gostei de músicas profanas e isso me deixava chateada. E um dia ao chegar do trabalho, reclamei com meu irmão esse fato, mas também disse que havia gostado de uma canção que escutava sempre e cantei um trecho da música pra ele ouvir.
Naquela noite, Deus me despertou através de sonhos. Nesse sonho um personagem muito sujo de lama, como quem tinha acabado de cavar um poço. Esse estranho personagem chegava perto de mim e estendia-me sua mão me parabenizando, e disse que eu cantava muito bem. Imaginei que fosse uma pessoa que me viu cantar em alguma igreja, mas ele disse-me que havia gostado da música que eu havia cantado pra ele, achei estranho e disse que eu nunca cantaria pra ninguém, cantava apenas pra Jesus, mas o atrevido afirmou que eu cantei quando eu estava conversando com meu irmão e cantei aquela música e repetiu o trecho da música. Disse-me também que gostava muito de música e que cantassem pra ele, e que escravizava as pessoas em frente ao rádio e à televisão, ele não estava lá de fato, mas tudo que ele gostava e queria estava lá, e todos que ouviam ou assistiam estavam adorando a ele. Disse que até nos nossos hinos evangélicos ele havia conseguido que adorassem a ele, pois alguns cantores estão usando músicas que fizeram muito sucesso no meio secular, músicas que serviam para satisfazer os desejos carnais, e tanta coisa que não agradam a Deus, então esses mudavam a letra e ofereciam pra Jesus, ou seja, ofereciam o "resto" do que foi oferecido antes para o "adversário". Disse a ele que contaria pra todos meus amigos, mas ele desafiou-me que era pra eu ficar em silêncio porque um dia eu ia cantar de verdade pra ele. Teimei com ele que jamais aquilo iria acontecer, pois meu louvor é só para o Senhor Jesus, então me lembrou que eu havia cantado pra ele naquele dia. Quando acordei, a primeira coisa que fiz foi contar pra minha família e para uma amiga que estava no momento e que por coincidência é idolatrada por música profana, mesmo sendo filha de cristãos, ao ouvir sentiu temor.
Naquela mesma semana, tive um novo sonho que me levantava de noite e via uma criança no meio de nossa sala chorando muito, e ao perguntar o motivo do choro, ele simplesmente me disse que eu havia estragado tudo pra ela. Não entendi e por receio que o choro dela acordasse minha família que estava dormindo, mandei ela sair de minha casa, e como ela insistia, eu tive que enxota-lá para fora de casa. Mas ao cair no chão ela começou a espernear e transformou-se num cachorro... e naquele momento Deus falou comigo que aquela criança era "ele" novamente, e que ao contar o sonho para aquela jovem eu havia estragado os planos dele. Então pensei, se contando apenas
para ela eu estraguei os planos dele, imaginem se eu disser para várias pessoas? Foi o que fiz, com a ajuda de meu irmão, publicamos na internet, mandamos uma cópia deste para amigos...
Sei que existem jovens que se iludem nessa onda de hinos copiados de músicas, eu era assim, e sem saber cantam em suas igrejas achando que estão adorando a Deus, mas na verdade não é assim, porque Deus não recebe esse tipo de louvor e quem está se dando bem é "ele". Hoje eu costumo selecionar tudo o que ouço e canto em minha igreja, procuro saber os fundamentos das canções que ouço antes de oferecer a Jesus. Temos que ter muito cuidado, pois nestes tempos nosso repertório musical está muito confuso, muito misturado e temos que saber o que temos dado ao Senhor Jesus. Em João 4, 24, está escrito que Deus está procurando verdadeiros adoradores que O adorem em Espírito e em verdade. Você em verdade não é obrigado a acreditar no que está lendo, mas também não espere "ele" vir felicitar-te por isso! Não espere que ele te diga que estás adorando a ele com suas canções...tenho enfrentado dificuldades depois disso, ele sabe que adoro cantar então ele tem tentado impedir de todas as maneiras, mas não me importo nenhum pouquinho com ele.
Mesmo com tantos problemas tenho oferecido o meu louvor como forma de gratidão a Deus por tudo o que Ele tem me feito (Salmos 116 - 12). Creio que o Espírito Santo pode e quer nos dar inspiração para compormos canções cheias de unção para que ofereçamos o perfeito louvor ao nosso Deus, basta que interessamos por isso e buscamos esse dom. Se quiser, leia este testemunho para seus amigos ou em sua igreja, como preferir, ore e Deus te esclarecerá melhor sobre este assunto.
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E o que você tem cantado por aí, hein ?!!
DA NOSSA BOCA NAO PODE SAIR DOIS TIPOS DE "ÁGUA".
OU JORRAMOS "VIDA", OU JORRAMOS "MORTE".
o que tem jorrado da sua boca ??

10 de dezembro de 2007

Para sua reflexão...


"As vontades fracas traduzem-se em discursos; as vontades fortes, em ações."
Gustave Le Bon

O Espírito revolucionário

Ariovaldo Ramos

“Eu vos tenho batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo.” Mc 1.8

João chamou os seus contemporâneos a acertar a vida com Deus, reassumindo o compromisso para com Ele.

Jesus trouxe o poder para que o compromisso assumido não seja mera formalidade.

o Espírito Santo é a pessoa que revoluciona a vida da gente, tornando-nos aptos a viver segundo o compromisso assumido com o Pai.

o Espírito Santo, assim, nos torna revolucionários, nos dando as condições necessárias para sermos agentes de mudança na sociedade em que vivemos.

como fomos mudados, trabalhamos pela mudança de tudo com o que nos relacionamos. E nos relacionamos com tudo.

aliás, isso faz parte do compromisso que assumimos com o Pai: sermos agentes de mudança.

mergulhados nessa pessoa que nos torna agentes do Reino de Deus, saíamos a enfrentar tudo o que se opõe à libertação do ser humano; que é o grande propósito do Reino.

www.ariovaldoramos.com.br

7 de dezembro de 2007

NEGANDO A SI MESMO

Meus muito amados,

Em Gálatas 5.16-17, Paulo escreve: “Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam.”
Quando perguntaram ao nosso Senhor como deveríamos orar, Ele deu uma resposta simples: “Pai nosso, que estás no céu, santificado seja o Teu Nome.” Nós repetimos esta oração, mas o repeti-la não é suficiente. Ele pronunciou estas palavras com uma certa entonação, com um certo ardor em Seu coração. Seus olhos brilharam. Você podia ver o Seu amor pelo Pai. É desta forma que o “Pai nosso que estás no céu” deveria ser orado.
Por cerca de 60 anos, eu tenho tentado encontrar a entonação correta. O apóstolo Paulo escreve: “Falo como embaixador de Cristo.” Suplico como se fosse Deus quem suplicasse. Eu lhes imploro. Acreditem que eu ponho todo o meu coração no que eu tenho a lhes dizer. Eu estou com 88 anos e esta pode ser a minha última mensagem, portanto vou tentar lhes dar o melhor de mim.
Como muitas outras pessoas, durante muitos anos estive sozinho numa cela, cerca de 10 metros debaixo da terra. Eu não via mais o sol, a lua, a neve, as flores, as estrelas ou a chuva. Houve um tempo em que cheguei a esquecer que estas coisas existiam. Eu não via mais as cores – azul, verde, amarelo, violeta. Foi um tempo em que esqueci que existiam cores. Para mim, o mundo era cinza.
Na prisão, eu não podia ter uma Bíblia ou qualquer outro livro. Houve uma época em que recebíamos só uma fatia de pão por semana. Ou, então, uma sopa de casca de batata. Nunca mais vimos um vegetal fresco. Os comunistas comiam as batatas, nós, as cascas. Em 14 anos eu não vi uma fruta sequer, a não ser uma vez em que um guarda comeu uma fatia de melão e me deu a casca para eu comer.
Em vez de lhes contar os detalhes de dor e sofrimento, eu quero lhes contar sobre uma das coisas mais importantes que eu aprendi lá.
Em Gálatas 5.17, a Bíblia fala sobre uma luta interna. Vocês já ouviram falar em gêmeos siameses. É quando duas crianças nascem grudadas uma à outra. Elas podem ter quatro mãos, quatro pernas, mas estão grudadas, muitas vezes, pela cabeça.
Atualmente, os médicos têm tido sucesso em separar algumas dessas crianças. Mas, essa possibilidade não existia quando eu era jovem. Era uma aflição! Elas tinham de viver juntas. Nunca chegaram a ficar separadas, nem um minuto sequer. Se tivessem qualquer desentendimento, brigavam. Brigavam consigo mesmas, porque uma e outra eram a mesma pessoa. Não eram corpos distintos.
Bem, nós somos como esses gêmeos siameses. Eu creio que sou uma pessoa, embora ninguém seja uma pessoa. Todo mundo tem, pelo menos, duas naturezas, segundo a Bíblia – a carne e o Espírito. Ambos são a mesma pessoa. A carne luta contra o Espírito e o Espírito luta contra a carne. A carne deseja uma coisa; o Espírito deseja outra coisa. A carne deseja matar o Espírito. O Espírito deseja impedir que a carne faça todas as coisas más que deseja. A Bíblia usa palavras diferentes como o homem exterior e o homem interior, mas o homem exterior e o homem interior são o mesmo homem.
Na prisão, cada um de nós em confinamento solitário podia observar a si mesmo. Não tínhamos nada mais a observar. Não havia TV. Não havia rádio. Não havia um irmão ou irmã a quem você pudesse visitar. Ninguém para abraçar. Ninguém com quem brigar. Estávamos sozinhos.
Era como se estivéssemos em um cinema, observndo duas pessoas discutindo uma com a outra. Acontece com cada um de vocês. Sabemos que todos os dias, de um modo ou de outro, essas duas pessoas na terra discutem uma com a outra. Uma diz: “Seja pura. Seja fiel ao seu cônjuge, ao seu noivo, à sua noiva”. A outra responde: “Mas, um caso com uma outra pessoa ia ser ótimo”. Uma diz: “Seja honesto”. A outra responde: “Com honestidade, você vai continuar pobre”. Uma diz: “Brigue com essa pessoa e diga-lhe isto e isto”. A outra diz: “Seja bom, perdoe-lhe”. Todos nós temos essas duas vozes dentro de nós – a voz da carne e a voz do Espírito.
Nós podemos vencer. Se diariamente, tivermos a consciência: “Pai nosso que estás no céu, seja feita a Tua vontade, não a minha”. A vontade Jesus era santa, boa e perfeita. Entretanto, no jardim do Getsêmani, Ele disse a Deus, Seu Pai: “seja feita não a Minha, mas a Tua vontade”. Esta vontade era que, dentro de poucas horas, Ele iria ser açoitado até sangrar, iria ser coroado com uma coroa de espinhos e eles iriam trespassar as suas mãos e pés com pregos. Ele iria ver a Sua santa mãe chorando ao pé da cruz. Deve ter moído o Seu coração. Ainda assim, a vontade de Deus iria ser feita, incondicionalmente! Se você quer vir após Ele, Jesus diz que a primeira condição para segui-lO é: “Qualquer que quiser vir após Mim, a si mesmo se negue”. Uma agenda pessoal que muito poucos gostariam de seguir atualmente. O “si mesmo” não deseja nada. Você renuncia a sua vontade. Você preencheu esta única condição imposta por Cristo. Se você quer Me seguir, negue-se a si mesmo.
Paulo não vive. Ele diz em Gálatas 2.20: “não sou eu mais quem vive, mas Cristo vive em mim”. Ele sacrifica os seus desejos pessoais a Deus. Ele renuncia a sua própria identidade com “seja feita a Tua vontade”.
É deste modo que podemos entrar no gozo da paz, que podemos nos tornar frutíferos. De outra forma, a maior parte da nossa vida vai ser vivida nessa luta interna de gêmeos siameses – a carne que quer uma coisa; o Espírito que quer outra coisa. Algumas vezes, o Espírito vence, mas depois de um dia, pode ser o contrário. O outro lado vai vencer. Você vai continuar nessa contenda, até que venha a dizer de uma vez: “Deus, entre nós vai ser assim. Seja feita a Tua vontade. Eu renuncio a minha vontade”.
Isto é tudo o que tenho a lhes dizer. Foi uma grande alegria estar com vocês no Espírito, meus queridos filhos. Deus abençoe a vocês todos.

Sinceramente em Cristo,

Wurmbrand

www.vozmartir.org

3 de dezembro de 2007

Multiplicação de Pães

Jesus produziu o milagre da multiplicação de pães, ou causou apenas efeito psicológico? Vejam o que o Espiritismo diz...

Princípios éticos e permanentes no antigo concerto!

(1) Dignidade da vida humana

O direito à vida é garantido (Ex 20.13).



(2) Dignidade da mulher

Apesar do papel submisso da mulher na sociedade, a lei lhe conferia direitos fundamentais (Ex 21.7-10).



(3) Dignidade pessoal

A ninguém era facultado o direito de maltratar, explorar ou oprimir o seu próximo, pois a fraternidade era o ideal da lei divina (Lv 19.13-17).



(4) Castigo proporcional à falta cometida

O castigo imputado ao réu não podia ser excessivo, para que este não viesse a se sentir aviltado (Dt 25.1-5).



(5) Propriedade e herança

A lei garantia o direito à propriedade, e a transmissão desta como herança aos descendentes legais (Lv 20.15; Ex 21.33-356; 22.1-15).



(6) Trabalho

Todos tinham direito a receber justa remuneração pelo trabalho executado (Lv 19.13).



(7) Proteção aos desamparados

Havia provisão necessária para se assistir o órfão, a viúva, o estrangeiro e o que havia caído na miséria (Lv 19.10; 23.22).



(8) Descanso

Todos deviam observar, semanalmente, um dia de repouso (Ex 23.12).



(9) Ecologia

Os recursos naturais eram protegidos, sendo designada à terra um descanso específico (Ex 23.12).



(10) A família e o matrimônio

Os mandamentos, como um todo, protegiam os vínculos familiares, e mantinham inviolável o recesso do matrimônio (Ex 20.12,14; Dt 5.18; 20.10-22).



Conforme se pode ver, tais princípios continuam a vigorar na dispensação da graça. As culturas influenciadas pela tradição hebraico-cristã refletem em suas leis os mesmos princípios. O valor, respeito e respaldo oriundos desse embasamento religioso-jurídico vêm preservando a raça adâmica da anarquia e da degenerescência. Os princípios bíblicos nascidos da natureza moral e imutável de Deus são a melhor garantia para se ter uma sociedade estável, segura e eticamente responsável.

Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal

Dê-me lágrimas...




"Dê-me lágrimas. (Jo 11.35)"

Põe lágrimas em meus olhos, Senhor amoroso, peço-te.

Dá-me lágrimas quando intercedo. Dá-me lágrimas quando me ajoelho junto ao teu trono a cada dia. Dá-me lágrimas até que aprenda a suplicar. Senhor crucificado, quebranta este meu coração frio como pedra; derrete o meu coração com o teu fogo santo. Enche minha alma com a paixão do amor divino; que eu anseie com teu desejo! Remove novamente toda a insensibilidade do meu coração até que eu sinta fome, sede e desejo, até que o anelo pelas almas dos homens destruídos pelo pecado queime consumidor dentro de mim. Enche meu coração com as suas lágrimas; revele nele a tua cruz até que tudo mais neste mundo tenha desaparecido, até que tudo mais no mundo eu considere como refugo, salvo a cruz crucificado. Que meu coração seja sempre um coração crucificado, que ele sangre pela alma dos homens. Possa o fardo pelas almas abrandar meu coração a cada dia até que eu compartilhe teu labor novamente. Dá-me lágrimas quando prego sobre teu amor imorredouro; dá-me lágrimas quando olho para o teu trono lá do alto.

Amor de Deus, quebrante novamente o meu coração.


Wesley L. Duewel

1 de dezembro de 2007

09 de Dezembro - Dia da Bíblia


A Bíblia é o livro dos paradoxos: é o livro mais lido e o mais desconhecido. É o mais amado e o mais odiado. É o livro mais obedecido e o mais escarnecido. É o mais pregado e o mais combatido.

A Bíblia tem sido o farol de Deus na escuridão da história. Ela é o farol que orienta o nauta. Ela é o mapa que norteia o caminhante. A Bíblia é o coração de Deus aberto. É o braço de Deus estendido. É a vontade de Deus declarada. Na Bíblia, os céus e a terra se abraçam. O infinito toca o finito. O eterno invade o temporal. O divino e o humano se encontram.

A Bíblia é a espada do Espírito – poderosa arma de combate contra as hostes inimigas que conspiram contra nós, que com sutilezas vis tentam nos arrastar na correnteza do pecado e nas seduções do mundo.

A Bíblia é o bisturi de Deus que corta e amputa os tumores infectos da alma e os abscessos do coração. A Bíblia é o fogo que consome os entulhos da nossa vida e queima a pragana que suja a nossa alma. É o martelo que quebra as nossas resistências e a dureza pertinaz do nosso coração.

A Bíblia é o livro de Deus. É o livro do céu. É o livro dos livros. É o livro acorrentado que tem trazido livramento. É o livro queimado nas fogueiras que tem tirado vidas das chamas do inferno. É o livro odiado que tem ensinado o perdão. É o livro que aponta para a salvação.

Fonte: Revista Vida Cristã, n° 217

27 de novembro de 2007

TRINTA MILHÕES DE CRENTES FERIDOS ESTÃO ESQUECIDOS NAS TRINCHEIRAS

Luiz Montanini

A igreja talvez seja hoje o único exército do mundo cujos soldados não voltam para buscar seus feridos no campo de batalha. Ao contrário, substitui-os rapidamente no batalhão e segue em frente, esquecendo-se de que muitos soldados de valor ficaram à beira da morte pelas trincheiras.

Caso o último censo do IBGE tivesse incluído questão sobre o número de "desviados" no Brasil, o resultado seria assustador.

Calcula-se que, hoje, existam no País entre 30 milhões e 40 milhões de "desviados". Por "desviados" entenda pessoas que um dia tiveram seu nome no rol de membros de algum grupo cristão, mas que hoje estão à margem da vida da igreja.

Essas pessoas - cuja boa parte povoa hospícios e presídios ou, saco às costas, vaga errante à beira de estradas - um dia confessaram alegremente a Jesus Cristo como seu Salvador e Senhor e no outro se viram literalmente jogados na sarjeta espiritual.

Nesse contingente de desviados há casos para todo tipo de pessoas. Do endurecido ao desprezado, do chafurdado na lama pelo engano do pecado ao desesperado para sair dele, mas sem ninguém para lhe estender a mão.

É dessa classe de pessoas que trata esta edição. De pessoas desesperadas por uma nova chance, mas sem ter a quem recorrer porque, sabem, o único lugar onde encontrariam novamente a paz para sua alma é a igreja, mas ali, pensam, há santos demais para admitir o retorno de um filho pródigo como ele.

Afinal, com ou sem motivo, um dia foram expulsos sumariamente. Seja porque, inadvertidamente, cortaram os longos cabelos ou caíram em erros considerados "sem volta" por sua igreja, como o adultério; seja porque foram disciplinados, escrachados, alijados da comunhão e, não raro, se excluíram ou foram excluídos. Como Satanás, foram expulsos do paraíso. Como Caim, receberam uma mancha na testa e foram condenados a andar errantes pelo mundo pelo resto de sua vida miserável. O problema é que em seus casos específicos, não foi Deus o autor do juízo sumário.
Com tamanha carga sobre as costas, voltar é passo difícil; em algumas situações, impossível.

- A própria igreja discrimina os desviados - constata Sinfrônio Jardim Neto, líder do ministério "Jesus não Desistiu de Você", de Belo Horizonte, dedicado à restauração da vida dos desviados.

- A igreja vê o desviado como se fosse Judas Iscariotes, que traiu a Deus e a igreja. E o trata como se fosse lixo que precisa ser retirado daquele ambiente. Mal sabe que o desviado é como o ouro de Deus que se perdeu na lama podre. Está perdido na lama, mas ainda é ouro e precisa de gente interessada, garimpeiros que estendam a mão e vasculhem até encontrá-lo.

Uma igreja de 200 membros perde outros 400 em 10 anos. Na próxima vez em que for a um culto, pare um instante e olhe à sua direita e esquerda. Agora, saiba que, daqui a dez anos, é possível que a senhora, o jovem sorridente e o austero senhor que estão em cadeiras ou bancos próximos a você cantando louvores estejam completamente afastados da igreja, amargurados com Deus e entristecidos por algum motivo.

De acordo com estatística do pastor mineiro Sinfrônio Jardim Neto, uma igreja de 10 anos de funcionamento, que tenha mantido média de 200 membros, viu passar por seu rol, ao longo dessa década, o dobro desse número. Uma evasão como essa explica a conta fictícia do parágrafo anterior.
Segundo as contas que têm feito ao longo de suas inúmeras campanhas em igrejas brasileiras desde 1994, quando começou a trabalhar com desviados, 400 pessoas que passaram por uma igreja que tem média de 200 membros estão desviadas hoje.

Em português claro e chocante: a igreja permanece com sua média de 200 membros, substituindo-os naturalmente. Mas essa rotatividade, originada na dificuldade de "fechar a porta dos fundos", resulta, ao final de 10 anos, em perda de 200% no número de pessoas.

Esses números, destaca Sinfrônio Jardim, são relativos apenas a desviados. Aqui não estão incluídos outros itens, como mudança de membro para outra igreja.

Expulso da igreja porque não usava chapéu:

As causas para o chamado desvio de pessoas na igreja são variadas, explica Sinfrônio Jardim Neto. Desde o abandono da fé em razão da volta voluntária ao pecado até a exclusão, pela liderança da igreja, em decorrência de coisas pequenas mas consideradas pecado por eles.

Em suas viagens, Sinfrônio Jardim diz que encontra situações de exclusão que seriam hilárias se não fossem tão perniciosas à vida das vítimas. Pessoas que foram excluídas por causa do legalismo exacerbado de igrejas cujos líderes zelosamente disciplinaram, com exagero, pequenas contravenções. Na ânsia de limpar o pecado, jogaram fora o "pecador" junto com a água suja.

- Vejo gente sofrendo, afastada da igreja por causa de coisas pequenas, como ter cortado o cabelo, ter deixado a barba e até, pasme, por ter sido visto andando de bicicleta. Uma vez, em Campos, no Rio, conheci um homem que foi expulso da igreja porque não usava chapéu, como ordenava o estatuto da igreja.

Falsas profecias levam muitos ao desvio:

Outra causa para o apartheid espiritual de muitos é a decepção com lideranças. O membro procura alguém para confessar uma fraqueza ou pecado e, em vez de perdão e ajuda para vencer o mal, recebe maior condenação.

As profecias falsas são também causa importante de desvio da fé. Inúmeras pessoas naufragam depois de receber profecias falsas. A pessoa tem o filho doente, por exemplo, e recebe uma "palavra de Deus" de cura. Pouco tempo depois a criança morre. Ela fica desesperada. Ou então ouve que deve se casar com alguém porque é vontade de Deus. Obediente, casa-se e, algum tempo depois, percebe que a voz ouvida não era da parte de Deus. Em vez de se decepcionar com o homem, decepciona-se com Deus e sai da comunhão, explica o pastor Sinfrônio Jardim.

E há, claro, grande número de pessoas que se aproxima de Deus seduzidas por propaganda enganosa. Chegam porque alguém lhes prometeu prosperidade aqui e agora, mas não percebem as implicações do discipulado a Cristo. Querem as bênçãos do cristianismo, mas nada de porta estreita e caminho apertado. Querem sair do mundo, mas levar o pecado a reboque. "Querem a salvação, mas não querem largar o pecado", resume Sinfrônio Jardim.

Por último, a decepção contra o próprio Deus é causa de afastamento de muitos. A pessoa é uma crente fiel e, de repente, alguém a quem ela ama morre, por exemplo. Nesse caso, se não tiver alicerces firmes em Deus, ela culpa a Deus pelo infortúnio. Age como se Deus tivesse sido ingrato com ela, sempre tão fiel, e, portanto, a seus olhos, merecedora de recompensa.

Poucas visitas ao desviado resultam em maior condenação:

Depois que experimentam a expulsão do paraíso, poucos conseguem encontrar lugar de arrependimento. Pior é que, se forem depender de boa parte da igreja para isso, já terão na mão o passaporte para o inferno.

Na pesquisa de Sinfrônio Jardim Neto, entre 60% e 70% dos desviados não recebem qualquer visita de líderes ou membros após sair da igreja. São simplesmente descartados ou substituídos por outros membros.

O restante dos desviados (entre 40% e 30%) recebe de uma a três visitas, que se revelam infrutíferas, porque, na maioria das vezes, a visita é de cobrança ou condenação. Em vez de amar o pecador e odiar o pecado, os visitantes lançam ambos na cova profunda do inferno. Jogam pedra, condenam. Decretam o inferno-já para o pecador. "É como bater de vara sobre a ferida de alguém... o ferimento e a dor só vão aumentar", compara Sinfrônio Jardim.

Hospícios e presídios estão lotados de ex-crentes:

Ainda segundo a pesquisa de Sinfrônio Jardim, existem três lugares onde sempre vão se encontrar desviados: nos hospícios, nos presídios e na mendicância:

- Vá a um hospício e, ali, você encontrará muita gente internada que recita versos bíblicos e canta canções cristãs. Essas, um dia se afastaram, caíram em pecado e os demônios tomaram conta de sua vida. Ficaram endemoninhadas.

- Depois visite um presídio e você encontrará inúmeros Josués, Elias e Samuéis. Detentos de nome bíblico, que demonstram o berço cristão. Ali você começa a conversar com um deles e descobre que é filho de presbítero de igreja.

- Por último, passe próximo a rodoviárias e estações de trem ou tente conversar com um andarilho de beira de estrada. Pelo menos três, entre dez dessas pessoas que andam bebendo errantes, sacos de bugigangas às costas, já participaram de uma igreja cristã. Ali, não raro, você encontra homens que um dia ocuparam solenes púlpitos e pregaram o evangelho.

E por que não voltam? Sinfrônio Jardim entende que a falta de perdão a si próprio e da própria igreja e o entendimento errado de que o que fez é imperdoável por Deus afastam-nas ,cada vez, mais do ponto de retorno.

- Mais da metade dos que se desviaram tem problemas sérios com o ressentimento e falta de perdão. Não voltam porque não conseguem perdoar, ou não querem perdoar ou acham que não merecem perdão.

O peso que está sobre a pessoa fica insuportável às vezes, explica Sinfrônio Jardim. Há denominações, por exemplo, que pregam que quem pratica adultério jamais será perdoado. Ora, com um decreto como esse na cabeça, o pecador desiste de qualquer tentativa de reconciliação com o Deus irado que lhe foi pintado e se transforma em um monstro na terra. Passa a praticar os mais baixos pecados, porque, pensa, se já está condenado ao inferno por toda a eternidade, resta aproveitar seus dias na terra.

Poucos saem em busca da ovelha extraviada:

Hoje, a maioria das igrejas não possui qualquer trabalho específico para trazer suas ovelhas desviadas de volta ao aprisco. Ninguém pensa em deixar suas noventa e nove ovelhas e sair atrás da centésima, extraviada. Sinfrônio Jardim também tem explicação para esse fenômeno. Afirma que, na visão expansionista de muitas igrejas hoje, é pouco lucrativo deixar noventa e nove ovelhas e sair por lugares ermos atrás de uma ovelhinha extraviada que nem sabe se está viva ou que talvez esteja tão ferida que não tenha chance de sobreviver.

- Muitos acham que não vale a pena tamanho esforço, que vão perder tempo. E, para aliviar a consciência, usam o argumento de que a pessoa já conhece a Palavra.
Outros chegam a usar versos bíblicos para justificar o esquecimento. "Saíram de nós porque não eram dos nossos..." é um dos mais recitados.

A falta de visão de restauração descrita por toda a Bíblia é ignorada nesses casos. "Buscar ovelhas perdidas é visão
antipática em muitas igrejas", lembra Sinfrônio Jardim. "Isso porque, quando o membro sai, geralmente sai falando mal da igreja ou do pastor. Acaba ficando malvisto dentro da própria igreja que, em vez de amá-lo e lhe perdoar, passa a tratá-lo como ovelha negra. Dessa forma, quando alguém se dispõe a ir atrás dessa ovelha perdida, torna-se também impopular e corre risco de ser também malvisto. E poucos estão dispostos a isso".

Igreja Batista da Lagoinha foi buscar três mil desviados:

O retorno, com sucesso, dos desviados à igreja depende, basicamente, da atitude da igreja. "A porcentagem de desviados que retorna à igreja não passa de 10% no Brasil, mas se a igreja toma uma atitude de ir buscá-los, consegue até 80% de sucesso", afirma o pastor Sinfrônio Jardim.
Bons exemplos não faltam: a Igreja Batista da Lagoinha, de Belo Horizonte, já reagrupou três mil pessoas ao seu rebanho de trinta mil pessoas em pouco mais de dois anos. Ali, o pastor César Teodoro dirige o ministério "A centésima ovelha", junto com o líder principal da igreja, Márcio Valadão.

A igreja Assembléia de Deus em Brasília, dirigida pelo pastor Elienai Cabral, também tem obtido sucesso no resgate aos seus desviados. Outra Assembléia de Deus, dirigida por Daniel Malafaia, em Campo Grande (MS), tem obtido sucesso semelhante.

"Fomos amados. Apenas amados. E isso fez toda a diferença"

O casal Valmir Soares e Alina é exemplo perfeito de filhos pródigos restaurados. Conheceu a Deus, resolveu seguir seus próprios caminhos, reconheceu o estado em que estava, conseguiu forças para voltar, foi recebido com festa e experimentou a restauração em suas vidas, nesta ordem:

A primeira experiência de Valmir e Alina com Cristo aconteceu em 1987. Por um ano e meio eles se relacionaram com Deus e com a igreja local que freqüentavam, em Campinas, SP. "O problema é que não abri totalmente o coração naquela época. O resultado é que, ao longo do tempo, fui esfriando, as coisas foram ficando difíceis e eu acabei tomando duas decisões erradas, que resultaram no meu afastamento da comunhão".

- Aí não tem jeito, você entra mesmo no pecado e fica até pior. Comecei a praticar coisas horríveis e a mentir para minha esposa. Quando pensava em voltar, havia sempre a voz acusadora do diabo, dizendo que eu era indigno, que ninguém iria me receber; enfim, que já não tinha volta. Eu me lembrava dos irmãos, da alegria e do amor que desfrutávamos, mas o pecado me impedia de voltar.

- Outra coisa que me impedia de voltar era a presunção, lembra Valmir. "Dizia para mim mesmo: tenho o Senhor na Bíblia... não preciso voltar. Eu não tinha o entendimento de que é o corpo quem nos sustenta".

- Mas, aí, Deus usou a vida do próprio casal que nos falara inicialmente de Jesus, os irmãos Hélcio La Scala Teixeira e Isabel, hoje pastores em São José dos Campos, SP.
Valmir relembra: "Um dia, depois de uma conversa franca com eles e de novo convite, eu e minha esposa resolvemos visitar a igreja novamente. Enchemo-nos de coragem e fomos. Era um domingo de setembro, em 1992. Fomos recebidos, literalmente, como filhos pródigos. A maioria dos irmãos nos abraçou, orou conosco e, pela graça de Deus, fomos tocados novamente. Fiquei mais de uma hora chorando num canto, arrependido".

Hoje o casal está restaurado e integrado na vida normal da igreja.

- "O melhor de tudo, diz Valmir, é que, em tempo algum, recebemos o menor olhar de acusação dos irmãos. Nem mesmo por parte daqueles que nos tinham aconselhado anteriormente e a quem não tínhamos dado ouvidos. Ninguém disse: 'Eu te avisei.' Fomos amados. Apenas amados. E isto fez toda a diferença".

UM DESVIO MONSTRUOSO

• Há hoje, apenas no Brasil, entre trinta e quarenta milhões de pessoas que um dia freqüentaram alguma igreja evangélica.

• Uma igreja de dez anos, que manteve média de duzentos membros, viu passar, por seu rol, o dobro desse número. Isto é, quatrocentas pessoas que passaram por essa igreja estão desviadas hoje.

• A porcentagem de desviados que retorna à igreja não passa de 10% no Brasil.

• Entre 60% e 70% dos desviados, estes não receberam qualquer visita de líderes ou membros quando decidiram sair da igreja.

• Entre 40% e 30% receberam de uma a três visitas, que se revelaram, na maioria das vezes, de cobrança ou condenação.

• Hospícios e presídios são os lugares de destino de boa parte dos desviados.

• De cada dez andarilhos, três deles freqüentaram alguma igreja um dia.

• A maioria dos desviados (acima de 50%) é afetada pelo ressentimento com sua liderança

Livros de Sinfrônio Jardim Neto, que tratam do assunto "desviados":

Jesus não desistiu de você (1 e 2)
Voltei Agora
Onde está o seu irmão?
Editora Betânia

A reconquista
Editora Vida

Outros livros:
Além do perdão
Don Baker
Editoria Betânia

Disciplina na Igreja
Russell Shedd - Edições Vida Nova

Decepcionado com Deus
Phillip Yancey
Editora Vida (?)

Para entrar em contato com o "Ministério Jesus não Desistiu de Você", ligue (31) 3452-1840
E-mail: daria@prover.com.br
www.jesusnaodesistiudevoce.com.br

22 de novembro de 2007

Como Tirar o Máximo da Sua Leitura Bíblica


01) Remova obstáculos:
a) remova o amor por cada pecado ;
b) remova as distrações concernentes a este mundo, especialmente a cobiça (Mt. 13:22);
c) não brinque com e sobre a Escritura .

02) Prepare seu coração (1 Sm. 7:3)
a) reunindo seus pensamentos;
b) purificando sentimentos e desejos impuros;
c) não achegando-se a ela apressada ou descuidadamente.

03) Leia-a com reverência, considerando que em cada linha Deus está falando diretamente para você.


04) Leia os livros da Bíblia por ordem.

05) Adquira verdadeiro entendimento da Escritura (SI. 119:73) . O melhor meio de conseguir isto é através da comparação de partes relevantes das Escrituras, umas com as outras.

06) Leia-a com seriedade (Dt. 32:47) . A vida cristã é para ser levada a sério, visto que isto exige esforço (Lc. 13: 24) e não falhar (Hb. 4:1).

07) Persevere em lembrar o que você leu (Sl. 119: 52) . Não permita que seja roubado de você (Mt. 13: 4, 19). Se ela não permanecer na sua memória, é improvável que seja de muito proveito para você.

08) Medite no que você lê (SI. 119:15 ) . A palavra hebraica para meditar, significa "ser intenso de mente". Meditação sem leitura é errado e um pulo para o engano; ler sem meditar é infrutífero e sem proveito. Significa avivar os sentimentos, ser aquecido pelo fogo da meditação (SI. 39: 3).

9) Leia-a com um coração humilde . Reconheça que você é indigno para que Deus revele a Si mesmo a você (Tg. 4:6).

10) Creia que toda ela é a Santa Palavra de Deus (2 Tm. 3:16) . Sabemos que nenhum pecador poderia ter escrito, por causa do modo que ela descreve o pecado. Nenhum santo blasfemaria de Deus pretendendo ser sua, a Palavra de Deus. Nenhum anjo poderia a ter escrito pela mesma razão (Hb. 4: 2).

11 ) Tenha em alta estima a Bíblia (SI. 119:72) . Ela é sua corda para salvação; você nasceu através dela (Tg. 1 : 18) e precisa crescer por ela ( 1 Pd. 2: 22; Jó. 23:12).

12) Ame a Bíblia ardentemente (SI. 119:159).

13) Leia-a com um coração honesto (Lc. 8:15) :
a) desejando conhecer toda e completa vontade de Deus;
b) lendo com o objetivo de ser mudado e feito melhor, por ela (Jo. 17:17).

14) Aplique a si mesmo tudo o que ler , tomando cada palavra como sendo falada para você. A condenação que ela faz do pecado, como sendo a condenação dos seus pecados; os deveres que ela requer, como sendo o dever que Deus requer de você (2 Rs. 22: 11 ).

15) Preste cuidadosa atenção aos mandamentos da Palavra, tanto quanto nas promessas . Pense em quanto você precisa de direção, tanto quanto de conforto.

16) Não se deixe levar por detalhes menores, antes certifique-se de atentar para as grandes coisas
(Os. 8:12).

17) Compare-se com a Palavra . Como você se compara? Seu coração é algo daquilo que é transcrito dele, ou não?

18) Preste especial atenção àquelas passagens que falam para sua individual, particular e presente situação:

a) aflição (Hb. 12:7, Is. 27:9, Jo, 16:20, 2 Co. 4:17);
b) senso da presença de Cristo e indignação (Is. 54:8, Is. 57:16, SI. 97:11);
c) pecado (GI. 5:24; Tg. 1:15, 1 Pd. 2:11, Pv. 7:10 e 22-23, Pv.22:14);
d) incredulidade (Is. 26:3, 2 Sm. 22: 31, Jo. 3:15, 1 Jo. 5:10, Jo. 3:36).

19) Preste especial atenção para os exemplos e vidas das pessoas na Bíblia , como sermões vivos:
a) punições (Nabucodonosor, Herodes, Nm. 25: 3-4, 9; 1 Rs. 14: 9-10; At. 5:5,10; 1 Co.10: 11; Jd. 7);
b) misericórdia e libertação (Daniel, Jeremias, e os três jovens na fornalha ardente)

20) Não pare de ler a Bíblia até que ache seu coração aquecido (SI. 119:93). Deixe que ela não apenas lhe informe, mas também lhe inflame (Jr. 23:29, Lc. 24:32).

21 ) Ponha em prática o que você lê
(SI. 119:66; SI. 119:105, Dt, 17:19).

22) Cristo é para nós Profeta, Sacerdote e Rei . Use Seu ofício de Profeta (Ap. 5:5, Jo. 8:12, SI. 119:102-103). Permita que Cristo não só abra as Escrituras diante de você, mas abra diante de sua mente e entendimento (Lc. 24:45).

23) Certifique-se de colocar-se sob os cuidados de um verdadeiro ministro da Palavra, que exponha a palavra fiel e completamente (Pv. 8:34); seja zeloso e ávido em atender seu ofício .

24) Ore para que você tire proveito da leitura (Is. 48:17, SI. 119:18; Ne. 9:20).
Você pode ultrapassar obstáculos naturais da leitura mesmo quando:
1) Você não pareça tirar proveito tanto quanto outros. Lembre-se da produção diferente (Mt. 13:8); embora a produção não seja tanto quanto a dos outros, ainda assim é produção verdadeira e vantajosa.
2) Você pode se sentir lento de entendimento (Lc. 9:45, Hb. 5:11);
3) Sua memória é má.
a) lembre-se que você ainda está apto a ter um coração bom, a despeito disto;
b) você ainda pode lembrar-se das coisas mais importantes, mesmo que não possa lembrar-se de tudo. Seja encorajado por Jo. 14:26.

Autor: Thomas Watson
Abreviado e modernizado por Matthew Vogan
Tradução Livre para a Língua Portuguesa
Extraído do site: www.geocities.com/athens/delphi/7162

18 de novembro de 2007

Totalitarismo Norte-Coreano E Direitos Humanos

Aldir Guedes Soriano - Correio Braziliense, 22 de outubro de 2007

Com o termino da Segunda Grande Guerra Mundial, em 1945, a Coréia foi dividida em Coréia do Norte e Coréia do Sul. Esta seguiu a orientação democrática estadunidense enquanto aquela seguiu a orientação marxista-leninista da União Soviética e se tornou um Estado totalitário. O cientista político Rudolph J. Rummel, em seu livro Death by Government, estima que 800 mil coreanos escaparam da coréia comunista para a democrática logo após a cisão do País, prevendo o iminente desastre. O pânico da população não era indevido, porquanto a revolução comunista na Coréia do Norte cobraria o saldo de 1 milhão e 600 mil vítimas assassinadas, segundo a moderada estimativa de Rummel. Os contra-revolucionários eram enviados para os campos de trabalhos forçados ou executados. Como se não bastasse, em 1955, a Coréia do Norte invadiu a Coréia do Sul provocando a morte de aproximadamente 2 milhões e 550 mil pessoas em batalhas. Durante a ocupação de 4 meses, os anticomunistas eram sistematicamente executados.

Kim Il Sung assumiu o poder da República Coreana como Premier e promoveu uma intensa estatização ou intromissão do Estado na vida privada dos coreanos. Assim, do nascimento à morte os indivíduos passaram a ser controlados pelo regime comunista e totalitário. Em sua própria homenagem, o Premier mandou contruir uma estátua de 18 metros de altura, totalmente coberta de ouro. Honra e lealdade a Kim Il Sung era uma exigência que não podia ser negligenciada sob pena de prisão e, por vezes, morte.

A situação atual na Coréia do Norte é dramática, em face da tirania perpetrada pelo governo de Kim Jong Il. Os norte-coreanos são privados dos mais elementares direitos humanos, como o direito à liberdade religiosa. De acordo com uma classificação publicada em fevereiro de 2007 no site Portas Abertas, a perseguição na Coréia do Norte é severa. Esse país ocupa o primeiro lugar da lista em termos de perseguição religiosa.

As religiões contrárias ao totalitarismo norte-coreano foram peremptoriamente proibidas. As igrejas passaram a ser dominadas pelo Estado. Os religiosos e inimigos do Estado são enviados para campos de trabalhos forçados. Segundo R. J. Rummel, 265 mil pessoas foram assassinadas nesses campos de concentração. Em um vídeo produzido pelo Ministério Portas Abertas, a norte-coreana Soon OK Lee conta a sua experiência. Por razões políticas, ela foi encarcerada em um campo de trabalhos forçados para mulheres, supostamente doentes mentais. Com o tempo, contudo, pôde verificar que se tratava apenas de cristãs, que eram submetidas a terríveis maus tratos. Pouquíssimo alimento era oferecido para as prisioneiras. Durante o seu encarceramento, observou que as prisioneiras grávidas eram espancadas brutalmente até que abortassem. Lee conseguiu fugir para a Coréia do Sul, mas a maioria dos fugitivos é capturada e executada publicamente, como relata Rummel. Os prisioneiros são colocados em um regime de 16 horas por dia de trabalhos forçados e 2 horas de doutrinação ideológica. Além das execuções, muitos morrem em razão da desnutrição ou de doenças. Seria difícil para uma mente humana imaginar cenário tão desolador quanto à realidade dos campos de concentração norte-coreanos.

Segundo Christopher Hitchens, a Coréia do Norte embora seja comunista não é propriamente um Estado ateu, uma vez que o líder atual, Kim Jong Il, e o seu pai Kim Il Sung – no contexto confucionista – são cultuados como deuses. Assim, tratar-se-ia de um Estado religioso ou confessional. Paradoxalmente, como observa Hans Küng, o confucionismo – supostamente a religião do Estado norte-coreano – tem como regra áurea os seguintes dizeres: “O que não desejas para ti mesmo, isso também não faças aos outros”, antecipando em 500 anos o ensinamento de Cristo no Sermão da Montanha. Tal regra parece ter sido olvidada pelo Partido Comunista norte-coreano ou, então, o que é mais provável, a Coréia do Norte tenha se tranfomado em Estado ateu e totalitário, sob a influência da orientação soviética: marxista-leninista.


ALDIR GUEDES SORIANO, advogado no Estado de São Paulo, membro da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-SP (seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil) e autor do livro "Liberdade Religiosa no Direito Constitucional e Internacional" Site do autor: www.aldirsoriano.com.br

Mais informações sobre a Coréia do Norte e a igreja perseguida: www.portasabertas.org.br

16 de novembro de 2007

Os tambores de Nietzsche


Recentemente, através do Youtube, deparei-me com uma cena, no mínimo, inusitada: uma famosa cantora gospel brasileira, em um show (que insistem em chamar de “ministração”) começou a afirmar que, ao som dos tambores que seriam tocados pelos seus músicos, as potestades do mal seriam destronadas em nosso país, Satanás e seus asseclas seriam eternamente envergonhados, e o nome do Senhor seria exaltado. Infelizmente, não sei se isso ocorreu antes do recrudescimento da violência no Rio pré-PAN ou antes da avalanche de escândalos morais no Congresso Nacional. Porém, vi que, ao serem tocados os tambores, houve um frenesi, tanto na platéia como no palco: a cantora, sem muita intimidade com instrumentos de percussão, começou a “surrar” um gongo chinês, atravessando todo o ritmo, repetindo a todo tempo os mantras “o Brasil é de Jesus” e “diabo, você está derrotado”.

Sinto-me meio sem rumo. Em minha conversão, há 19 anos, nunca esperaria ver um ritual de macumba gospel palatável à burguesia divulgado pela internet. Ao formar-me no seminário e assumir uma igreja como pastor, há dez anos, não pensava em concordar tão prontamente com a banda de hip hop “Apocalipse 16”, na música “Meus inimigos estão no poder”, uma citação da composição “Ideologia”, de Cazuza.

É triste pensar no cristianismo evangélico atual no Brasil. Tornamo-nos pastiche de uma religiosidade irrelevante — e, o que é pior, tornou-se prato cheio para uma mídia com má vontade e sedenta de escândalos. Afinal, em dois dos mais recentes escândalos no país, evangélicos estão envolvidos de forma negativa: a recente acusação contra um deputado federal, líder de uma denominação, que pagou para um pistoleiro matar outro deputado, também pertencente à sua denominação; e, no caso do senador Renan Calheiros, Mônica Veloso, a repórter que não sabe fazer planejamento familiar e engravidou de um poderoso senador meio sem querer, afirmou ser, de acordo com entrevista à “Folha de S. Paulo”, “evangélica, batista, do Vale do Amanhecer”.

Friedrich Nietzche é um nome que causa arrepios entre nós, nem tanto por sua colaboração filosófica vital ao nazismo, mas mais por sua virulência contra o cristianismo protestante, atacando sem dó nem piedade a moral e os valores cristãos. Para ele, a figura de Jesus é o retrato mais bem acabado do fracasso e da derrota. Esta moral deveria ser suplantada por uma outra. Para tanto, ele propunha a nova moral, a nova ética, a partir do super-homem. Mas, para que tal intento tivesse sucesso, era necessário ter a consciência de que Deus, a fonte da moralidade cristã, morreu. Ele mesmo escreveu, em um de seus textos: “Deus morreu e nós o matamos! Sinta o cheiro da putrefação divina!”

Será que Nietzche está, afinal, certo? Será que Deus realmente morreu? Afinal, qual a relevância de Deus para o movimento evangélico de hoje? Qual a relevância dos valores do Evangelho do Reino, reduzidos a um mero exorcismo com tambores em um “show gospel” mal tocado? Aquilo que aprendemos nos domingos, em nossas comunidades, é praticado no dia-a-dia? Aquilo que aprendemos é mesmo aquilo que está na sua Palavra? Deus é relevante, ou se torna figura de retórica, pedra de toque, fetiche religioso para manipulação mágica do mundo espiritual, como o temos reduzido ultimamente?

Se não retornarmos (ou melhor, nos convertermos) ao Evangelho do Reino, abandonando o falso evangelho da macumba gospel, infelizmente, seremos obrigados a imaginar Nietzche, com aquele bigodão de vassoura, dando folgadas gargalhadas no inferno e gritando em alemão: “Eu venci!”. Que sejamos sal em um mundo apodrecido e luz no meio das trevas religiosas. Que o Senhor tenha misericórdia de nós.

Autoria:Rodrigo de Lima Ferreira.

www.panoramateologico.blogspot.com

10 de novembro de 2007

ARTIGO SECULAR (escrito por um ateu) - O "renascimento" de Deus

INTERNACIONAL - Sob o sugestivo título de "As Novas Guerras de Religião", a revista britânica "The Economist" dedicou o número da semana passada aos crescentes enfrentamentos inter-religiosos. São várias reportagens recheadas de números e informações. É leitura obrigatória para os que se interessam pelo fenômeno. Como não dá para abordar tudo, vou me restringir na coluna à questão do "revival" religioso.
Aqui é necessário começar com uma espécie de "erramos". Não, ainda não me converti. O "erramos" não diz respeito a meu ateísmo, mas ao fato de que boa parte da elite branca ocidental julgou ao longo dos últimos 150, 200 anos que a morte de Deus e o advento do secularismo eram favas contadas. Estávamos redondamente enganados.
De fins do século 18, com o Iluminismo, até bem recentemente, parecia de fato crível que o mundo caminhava para tornar-se menos religioso. Afinal, Darwin, Marx, Freud e Einstein provaram duas ou três coisinhas bastante interessantes. Mostraram que o homem, um bicho como qualquer outro, não comanda a história nem mesmo a psique humana. Pior, o próprio Universo funciona sem Deus, que pôde enfim ser reduzido a uma simples metáfora. Só que daí a concluir que a humanidade estava pronta para a emancipação foi um passo maior que a perna.
Tudo parecia seguir o "script". Grupos religiosos mais proeminentes se retraíam. Nos EUA, evangélicos caíram numa espécie de ostracismo após o fiasco da Lei Seca (1920-33) e do julgamento de Johns Scopes (1925), no qual as idéias criacionistas foram humilhadas e judicialmente rechaçadas.
Na Europa, as coisas pareciam seguir o mesmo rumo. Ideologias fascistas e comunistas rapidamente tomaram o lugar das religiões tradicionais. Mesmo no Terceiro Mundo, igrejas pareciam ceder terreno a líderes secularistas como Kemal Ataturk (Turquia, anos 20), Jawaharlal Nehru (Índia, anos 50).
Também o islamismo dava indícios de que sucumbiria diante do pan-arabismo de Gemal Abdel Nasser nos anos 60. Ao que consta, até o Estado judeu não era tão judeu assim. A "Economist" sugere que David Ben Gurion, o fundador de Israel, um secularista convicto, só concordou que a lei rabínica fosse adotada para regular casamentos e divórcios no país porque estava certo de que os ortodoxos estavam com seus dias contados.

"Time" e "The Economist"
Em 1966, a bem-comportada revista "Time" estampou em sua capa a pergunta "Deus está morto?". Em 1999, a própria "Economist" publicou em sua edição do milênio o obituário de Deus. Foi precipitada. A ex-secretária de Estado dos EUA, Madeleine Albright recorda-se de uma ocasião em 1990 em que um diplomata que negociava a paz na Irlanda do Norte se queixou: "Quem vai acreditar que, no fim do século 20, ainda estamos lidando com um conflito religioso?".
Também nos anos 90, nós da imprensa relatamos o conflito na antiga Iugoslávia como uma disputa étnica entre sérvios, croatas e bósnios. Não está errado, mas também é possível descrevê-lo como uma guerra entre cristãos ortodoxos, católicos e muçulmanos. Tudo depende de querermos enfatizar os componentes políticos ou os religiosos da contenda.
Mas veio o 11 de Setembro e a idéia de um futuro secular ruiu. Olhando retrospectivamente, é fácil encontrar sinais de que as coisas não caminhavam exatamente como nós pensávamos. Para sermos rigorosos, era o avanço do laicismo especialmente na Europa (e nas comunidades acadêmicas do Ocidente em geral) que se afigurava como uma exceção à regra religiosa - uma coisa de elite.
Nos EUA, a freqüência da população a cultos não chegou nem mesmo a experimentar uma queda importante. No Terceiro Mundo, apesar das iniciativas de um ou outro líder nacionalista, a religião jamais esteve seriamente ameaçada. Às vezes nos esquecemos da força da demografia.
A China, apesar de no papel comunista e atéia, será muito em breve a maior nação cristã do planeta. E a maior muçulmana também, sem mencionar, é claro, que sempre reuniu o maior número de adeptos do confucionismo, taoísmo etc. Só não será a maior nação hinduísta, e isso porque a Índia é uma outra potência populacional.

Guerras de religião
O que mudou então, que nos fez passar da previsão de um futuro sem religião para as novas guerras de religião? Certamente não foi apenas a nossa percepção após o 11 de Setembro.
A tese da "Economist" que eu acompanho é a de que são as variedades mais virulentas de religião que estão prosperando e ganhando adeptos. O catolicismo, por exemplo, perde fiéis para grupos pentecostais que praticam o exorcismo e fazem com que o praticante receba ordens diretas de Deus, entre outras manifestações psiquiátricas.
Também vão muito bem no mercado da fé os fundamentalistas muçulmanos que atiram aviões em edifícios ou que se explodem diante de creches no Iraque. Para o bom e verdadeiro muçulmano sunita da escola wahabita, afinal, uma criança muçulmana xiita está em imperdoável erro teológico e não pode ser salva. Melhor que morra de uma vez abrindo as portas do paraíso a seu executor. O problema é o islamismo que é violento?
Talvez o Alcorão instile mais pensamentos mórbidos em seus seguidores do que outras fés, mas o fato é que qualquer religião ou sistema de crenças dogmáticas (aí incluo marxismo, fascismo nazismo etc.) pode levar a sandices semelhantes. Afinal, foram os adoráveis Tigres Tâmeis, que praticam o pacífico hinduísmo, que inventaram a tecnologia dos homens-bomba, rapidamente exportada para outras partes do mundo.
Parece estar operando aqui algum mecanismo de "feedback positivo". Uma série de reações e contra-reações entre grupos que interagem deflagrou uma espécie de corrida armamentista. Israel, por exemplo, para combater a OLP de Iasser Arafat, estimulou jovens palestinos a freqüentarem as mesquitas. Estava ajudando a criar o Hamas.

Núcleos fundamentalistas
De modo análogo, a resposta dos EUA ao 11 de Setembro, a invasão do Afeganistão e do Iraque, está levando a uma maior radicalização dos núcleos fundamentalistas islâmicos, que ganharam ainda campos de treinamento onde aperfeiçoam suas técnicas assassinas. O terror islâmico também tornou mais hostis e violentas as milícias hinduístas na Caxemira.
No Paquistão, o general Pervez Musharraf acaba de dar um golpe de Estado, com o apoio dos EUA, para não ser derrubado por grupos muçulmanos que o recriminam justamente por receber apoio dos EUA. É difícil dizer onde termina esse tipo de movimento.
A receita para combatê-lo, entretanto, é conhecida e permanece a mesma desde o século 18: Estado laico e democracia. Praticar uma religião é perfeitamente legítimo. Trata-se, afinal, de atividade que pode proporcionar prazer a seus adeptos e oferecer-lhes oportunidade de reforçar vínculos sociais. É como pertencer a um círculo literário, fazer esporte ou freqüentar sites pornográficos --cada um sabe o que é melhor para si.
Embora sempre vá existir uma certa tensão entre crenças religiosas distintas, as diferenças podem ser mantidas em níveis civilizados, desde que todos os grupos renunciem a impor sua verdade aos demais.
É claro que não o tão é fácil, pois o eleitor religioso tende a levar suas convicções espirituais para a urna o que, dependendo do perfil demográfico do país, pode fazer com que uma maioria religiosa se aproprie do Estado quebrando a frágil trégua. Daí a importância de inscrever o laicismo como uma garantia fundamental, ao lado dos direitos universais do homem.
Embora difícil, a tarefa não é impossível, dado que todas as religiões são minoritárias em alguma parte do globo.
Quanto ao ser humano, num ponto ele de fato difere dos outros animais. Insiste em prestar reverência a uma hipótese implausível, que se provou desnecessária e, nos dias de hoje, tem-se mostrado mais destrutiva do que agregadora.

O artigo foi publicado no dia 8/11, no Uol.

Hélio Schwartsman, 42, é editorialista da Folha. Bacharel em filosofia, publicou "Aquilae Titicans - O Segredo de Avicena - Uma Aventura no Afeganistão" em 2001

Fonte: Folha de São Paulo

A defesa da fé


por Ariovaldo Ramos

Na maioria das vezes que se fala sobre defesa da fé, vem à mente a luta pela verdade, a necessária reflexão apologética. Porém, há uma outra defesa da fé que se faz necessária, a sugerida por Tiago 2:18: “Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé”. A fé pessoal tem de ser defendida como real, e, segundo o irmão de Jesus de Nazaré, o que demonstra a realidade da fé pessoal é o tipo de obras que ela provoca como estilo de vida. E, lembremo-nos, autor está falando de prestar serviço ao outro: “Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?” (2.15,16).

A ação social, portanto, é uma demonstração natural da fé, daí é de se esperar que todo cristão a esteja praticando, ou seja, esteja deixando claro que tem fé. Ter fé é ter as convicções que o Espírito coloca em nossos corações, as quais nos comunicam que ser gente é ser como Jesus de Nazaré, que, segundo Pedro: “... andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele.” (At 10.38)

Cristo viveu entre nós como exemplo de como deve viver um súdito de seu reino, logo, fazer o bem é o comportamento natural de quem está integrado ao Reino de Deus, até porque este é caracterizado pela justiça, pelo resgate do oprimido, por uma nova sociedade marcada pela solidariedade e pela fraternidade. Portanto, não é mera questão de fazer o bem, é a prática de uma visão de mundo, de uma filosofia de vida marcada pelo compromisso com a igualdade entre os seres humanos, pela consciência da dignidade intrínseca ao ser humano, pelo conhecimento do propósito de Deus, qual seja: o de resgatar mais do que um punhado de seres humanos, recuperar a noção de humanidade.

Encaremos a ação social nesta perspectiva, como braço da Igreja no cumprimento da grande comissão que implica na pregação e na prática das obras do Reino, resgatando vidas e praticando a justiça. Nosso foco deve ser, prioritariamente, a criança, tudo o que fizermos deve ter como objetivo o resgate das mesmas, uma vez que são elas as principais vítimas do processo de injustiça que o sistema rebelde a Cristo campeia na sociedade humana. Trabalhemos junto às comunidades ajudando-as a deflagrar um processo de desenvolvimento transformador sustentável. Defendamos a nossa fé!

Visite: www.ariovaldoramos.com.br
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