24/02/2012

10 razões porque a pregação da Palavra deve ser o centro dos nossos cultos

O reformador francês João Calvino via a pregação do evangelho como o centro da vida e obra da igreja. Ele cria que a pregação era central na igreja porque ela era o modo de Deus salvar o Seu povo, até o ponto dele se considerar também um ouvinte: "Quando eu subo ao púlpito não é para ensinar os outros somente. Eu não me retiro aparte, visto que eu devo ser um estudante, e a Palavra que procede da minha boca deve servir para mim assim como para você, ou ela será o pior para mim. ", dizia ele.

Para Calvino a pregação da Palavra era um meio de graça para o povo de Deus - “Quando nos reunimos em nome de Deus”, ele dizia, “não é para ouvir meros cânticos" (diferentemente da nossa geração que valoriza extravagantemente o momento de louvor). Para Calvino, os que desenvolviam tais práticas se alimentavam exclusivamente de vento. Além disso, Calvino cria que a pregação deveria ser “sem exibição”, para que o povo de Deus pudesse reconhecer nela a Palavra de Deus e para que o próprio Deus, e não o pregador pudesse ser honrado e obedecido.

A luz deste background gostaria de trazer 10 razões porque a pregação das Escrituras deve ocupar o centro do nosso culto:

1- Cristo é exaltado. As Escrituras quando pregadas exaltam o nome do Senhor. É impossível expor a Bíblia sem que o nome do Eterno seja glorificado.

2- O homem é humilhado. A Exposição das Escrituras aponta para o estado de miserabilidade do homem. A pregação da Bíblia revela quem somos, nossas incongruências, idiossincrasias e pecaminosidade, revelando-nos que fora de Cristo todos estão mortos em seus delitos e pecados.

3- Somos reanimados no Senhor. As Escrituras quando pregadas trazem sobre a finitude humana, o poder infinito de um Deus Soberano proporcionando com isso o reascendimento da chama da esperança.

4- Nossa psiquê é envolvida por graça. A Palavra de Deus quando pregada traz remédio para a alma cansada, refrigério para o abatido, alento para o desesperançoso.

5- A Igreja é edificada. Quando a Bíblia é proclamada nossas igrejas são edificadas. A exposição das Escrituras, ao contrário dos movimentos vazios contemporâneos, fazem com que o povo de Cristo cresça no conhecimento do Senhor.

6- Somos protegidos dos erros doutrinários. Calvino costumava dizer que as Escrituras Sagradas é o escudo que nos protege do erro. A Bíblia quando pregada nos traz orientações importantíssimas que se aplicadas em nosso cotidiano nos protegem das heresias e distorções teológicas propagadas pelos falsos profetas.

7- Nos tornamos pessoas mais comprometidas com Cristo. As Escrituras quando pregadas nos desafiam a viver como Cristo viveu. A Bíblia quando proclamada nos leva a desejarmos viver a vida cristã de forma santa, pura e abnegada.

8- Vivemos para a glória de Deus. A Bíblia quando pregada leva-nos a querer viver exclusivamente para a glória de Deus.

9- Ansiamos pela volta do nosso Redentor. As Escrituras quando proclamadas nos levam a ima santa ansiedade pelo glorioso dia em que o Rei dos reis e Senhor dos Senhores voltará para a sua igreja.

10- Somos reavivados. A Bíblia quando pregada reaviva nossa alma, aquece os corações, desperta-nos para oração, desafia-nos a intercessão enchendo nossos corações com o santo desejo de estar continuamente em sua santa presença.

Pense nisso!

Fonte: Pr Renato Vargens em seu blog

02/02/2012

CHOMSKY, LEVY-STRAUSS E MAUSS - Pensadores e antropólogos reconhecem: é necessário que exista um Deus




Ronaldo Lidório



     A filosofia antropológica é uma das minhas áreas de interesse, sobretudo as teorias que giram em torno das formas normativas para agrupamentos sociais. Nos últimos tempos tenho lido pensadores contemporâneos que, em algum instante de suas conclusões teóricas, propuseram a não existência de Deus. Já estudava Chomsky há algum tempo e recentemente interessei-me por outras mentes brilhantes que igualmente iniciaram suas carreiras acadêmicas tentando dispensar teoricamente a existência do Eterno na formulação social humana. Minha pequena pesquisa pessoal tinha como alvo avaliar as conclusões finais em seus estudos já que todo pensador possui valores ainda inconclusivos ao longo da pesquisa. Como interessado na antropologia sinto-me atraído pelo que podemos chamar de ‘acuo filosófico’. Um momento dialético em que o pensador (ou uma sociedade pensante) conclui, mesmo com amargura e não raramente revolta acadêmica, a necessidade do Eterno sem o qual a humanidade torna-se empírica e filosoficamente inviável. Reconheço como leitor da Palavra que não há aí nenhuma luz que os conduza a Deus. Somente a Graça o faz. Entretanto há certamente uma escuridão que faz compreender o vácuo existencial sem a concepção de Deus. 
     Lendo o pensamento científico destes pensadores torna-se quase facilmente perceptível a sua divisão conclusiva em dois grupos. Aqueles que se frustram existencialmente e inconcluem suas teorias como Nietzche com seu niilismo onde se torna "negador de Deus" (1) e posteriormente (como seria diferente?) negador da vida sendo claramente influenciado pelo trauma da morte do pai, ministro luterano, já por algum tempo enlouquecido, quando ainda era criança. Ou por Kafka em seu ceticismo disfuncional onde jamais chegou a conceber sentido para a vida e vendo o mundo como "uma sociedade esquelética sem qualquer fim" (2) e sem conseguir detectar ‘a fonte da formulação deste cenário socio humano que chamamos de vida’ (3) que aparentemente era seu alvo inicial. Seguem-se a estes, outros como Derrida, Freud, atualmente Goleman e quase todos à sombra de Darwin sem mencionar Kant com seu racionalismo irônico onde diz ter "destruído Deus para depois o reinventar, apenas em benefício da necessidade teísta de Lampe, seu criado". (4) 


     O segundo grupo é formado por aqueles que, ao fim, conseguem achar humildade de espírito suficiente para concluir que, mesmo não defendendo cientificamente a existência de Deus, a vida (especialmente a humana) não poderia ser concebida sem a presença interventora do Eterno. Rendem-se, não à adoração a Deus, mas à sua necessidade, para eles próprios existirem. Dentre eles encontramos Levy-Strauss, Chomsky, Mauss e o próprio Kant, em seus arroubos de iluminação. 


     Gostaria inicialmente de destacar Noam Chomsky, um dos mais respeitados lingüistas do século XX, conhecido por sua busca axiomática das estruturas de comunicação e influente no mundo acadêmico e filosófico. Judeu, filho de um estudioso da língua Hebraica, tentou ele explicar racional e empiricamente as raízes de comunicação socio-humana quando, desenvolvendo seus principais estudos em Harvard foi tomado pela síntese teórica, óbvia ao seu ver, da ‘cognição inata’. Em poucas palavras trata-se da compreensão de que a comunicação socio-cultural foi desenvolvida antes dos agrupamentos sociais. Ou seja, toda a estrutura de comunicação humana, verbal ou semiótica, foi criada antes do ser humano se agrupar. Ele afirma que ‘a liberdade lingüística e a criatividade não são adquiridas, mas sempre existiram de forma apriorística" (5) e finalmente sucumbe reconhecendo que usuários de linguagem jamais poderiam compreender novas estruturas gramaticais sem jamais as ter encontrado na prática, o que torna a linguagem inata, e primeira, antes da dispersão social. Chomsky concluiu a necessidade do Eterno para que a humanidade pudesse se comunicar. 


     Chomsky trata também em outros estudos da aquisição da linguagem e a sua competência pressupondo a criatividade como sendo algo nascido do "estímulo/resposta" (6). Entretanto mais uma vez conclui que a linguagem, por sua estrutura socio-comunicativa, não poderia ter sido assimilada. Antes precisaria ter sido criada pré-homem. Afirma que ‘a linguagem não possui, como muitos imaginavam, um status autônomo, ..... mas sim a expressão do sujeito psicológico’ (7). Segundo o lingüista Saussure (8) ‘primeiro surgiu a parole (fala), depois a langue (estrutura gramatical)’. Garnins reconhece que ‘a fala surgiu com o primeiro homem, portanto não evoluiu com as escalas pré-humanas, e indica o dedo de Alguém que, antes do homos, já se comunicava’ (9). Mais uma vez não podemos entender aqui qualquer apologia teológica mas ver tão somente pensadores e filósofos reconhecendo a necessidade de Deus. Um acuo filosófico. 


     Claude Levy-Strauss é um dos mais renomados, e citados, antropólogos em nossos dias. Filho de pais artistas, intuitivo e acadêmico, completou sua agregation em filosofia na Sorbonne nos anos 30 e até mesmo teve uma rápida passagem por São Paulo como professor de antropologia. Sua obra clássica (As Estruturas Elementares do Parentesco) possui clara e forte influência de Mauss (que alías chegou próximo das suas conclusões chamadas ‘místicas’). Em sua tese inicial Levi-Strauss estuda o agrupamento humano em uma perspectiva evolutiva e assim esperava-se encontrar ao longo das pesquisas etnológicas uma paralela evolução dos valores humanos. Entretanto, para surpresa do racionalismo e existencialismo reinantes na época, Levy-Strauss analisa os agrupamentos humanos históricos e presentes sob a ótica de uma pesquisa empírica e conclui que os valores sócios culturais sem sombra de dúvidas eram pré-estabelecidos. Em outras palavras, o valor moral existiu antes dos agrupamentos humanos se dispersarem para a formação de grupos maiores. Utilizando o estudo antropológico de alguns axiomas gerais como o incesto ele concluiu que tais valores existiam antes da formação da sociedade alvo. Se o homem ainda não havia tido ‘história’ suficiente para, ele mesmo, desenvolver seu padrão moral e transmiti-lo a grupos posteriores, qual a raiz do padrão moral ? Não há resposta fora da pessoa de Deus. Levy-Strauss menciona que ‘...o princípio da vida não pode ser unicamente explicado por uma versão do funcionalismo (vive-se para um fim) nem tampouco empiricamente por fatos condenados a falares por si mesmos... De fato, sistemas de parentesco mantêm a natureza em xeque pois o incesto, a priori, não é um fenômeno natural, evolutivo, mas sim axiomático, pré-existente’ (10). 


     Curiosamente passei a ler um pouco mais de Mauss, que fortemente influenciou Levy-Strauss. Apesar de não possuir conclusões tão expressivas ele expõe exaustivamente o conceito de ‘mana’. ‘Mana’ para Mauss é uma inexplicável sobrenaturalidade sem a qual as sociedades tornar-se-iam inviáveis. A conclusão nesta fase inicial de Mauss foi a de unicidade. A humanidade é uma pois vivemos sob a sombra de um só ‘mana’. Chegou a esta conclusão após o estudo exaustivo etnográfico de três grupos, os Potlatch na América, os Kula no Pacífico e os Hau da Nova Zelândia. Afirmou, ao fim, que ‘passo a crer em meios necessariamente biológicos de se entrar em comunicação com Deus’ (11). Não pensemos entretanto que ‘comunicação com Deus’ provém de uma concepção teológico/revelacional. Ele jamais chegou perto disto. Entretanto reconhece que sem ‘mana’, a existência autônoma do Eterno interventor, a sociedade como existe hoje seria inconcebível pois ‘todos os grupos culturalmente definidos concordam, buscam e reconhecem submissão do invisível sobre a natureza humana’ (12). Mais uma vez enfatizo que não há apologia teológica mas sim reconhecimento da necessidade de conceber Deus, sem o qual invibializaria a própria transmissão cultural. 


     Temos aqui, portanto, uma tríade de conclusões filosóficas as quais, distintas e teóricas, desembocam na expectativa por Deus. Chomsky reconhece a necessidade de Deus para justificar a existência da comunicação pré-social e pré-evolutiva. Levy-Strauss o faz para conseguir explicar a existência de um padrão moral na raiz dos agrupamentos sociais e Mauss torna-se quase obcecado pelo ‘existente espiritual‘ que chama de ‘mana’ sem o qual a transmissão de cultura se tornaria inviável. 


     Como temos a Revelação Bíblica, que expõe um Deus existente e redentor a busca do homem não precisamos de conclusões filosóficas para fundamentar nossa fé. Entretanto faz bem à alma perceber que, mesmo na escuridão anti-teísta, homens, imagem de Deus, não conseguem parar de buscar no Eterno o Ser iniciador e mantenedor social. E isto me faz pensar que, no vácuo existencial do pecado, sob a escuridão da incredulidade e ante as hostes do inferno, a existência de Deus é a único alento perante o desespero de um homem a procura do sentido da vida, qualquer vida. Não há vida sem Deus. 


     Notas 
(1) Human All Too Human, Cambridge Univ. Press 1986 
(2) The Diaries of Franz Kafka, Peregrine 1964 
(3) Literature and Evil, G. Bataille, 1973 
(4) Crítica da Razão Prática – Grandes Filósofos, Ed. Globo 1952 
(5) Do Estruturalismo à pós modernidade, John Lechte, Difel 1994 
(6) Chomsky: Selected Readings, J. Allen, Oxford University Press. 1971 

(7) Language and Problems of Knowledge, Cambridge, MIT Press 1988 
(8) Ferdinand de Saussure, chamado de "pai da lingüística e do estruturalismo" nos círculos de Genebra no início do sec XX 
(9) Signs and System, Holdcroft, Cambridge Univ Press 1991 
(10) The Bearer of Ashes, D. Pace, Boston 1983 
(11) As técnicas do corpo, Marcell Mauss, Editora da Univ de São Paulo 1974. Na verdade Ele aqui se referia a Pascal quando afirmou instruiu: "Ajoelhe-se, mova os lábios em oração e você acreditará em Deus". 
(12) Do Estruturalismo à pós modernidade, John Lechte, Difel 1994 

17/01/2012

Canadá inclui defesa de liberdade religiosa em sua política exterior

O assassinato de Shahbaz Bhatti, Ministro de Minorias paquistanês, de fé cristã, motivou aos líderes políticos canadenses.
     Os líderes do Partido Conservador de Canadá afirmam que estão comprometidos a impulsionar a defesa da libertade religiosa como um objetivo importante da política exterior de seu país. Em consequência, o governo está estabelecendo um escritório da libertade religiosa em seu departamento de assuntos exteriores.
    Em parte, a iniciativa se deve ao assassinato de Shahbaz Bhatti em 6 de março de 2011. Bhatti, um cristão que ocupou o cargo de Ministro de Minorías de Paquistão, foi assassinado por islamitas por causa de sua oposição à lei da Blasfemia e sua defesa de Asia Bibi, uma cristã condenada a morte.

O IMPACTO DE UMA ATITUDE
     O primeiro ministro canadense Stephen Harper e outros funcionários do Partido Conservador estiveram reunidos com Bhatti em Islamabad, poucas semanas antes de sua morte, e ficaram impressionados por sua determinação de lutar pela liberdade religiosa apesar das ameaças contra sua vida.
     O assassinato de Bhatti, cometido por militantes de Tehrik-i-Taliban, esteve precedido de cinco insensatos pedindo sua morte e ameaças telefônicas de decapitação . Tais ameaças não lhe persuadiram nem lhe fizeram calar: “A lei da Blasfêmia é uma ferramenta de violência contra as minorías, especialmente contra os cristãos. Me pode custar a vida, mas seguirei trabalhando para modificar uma lei que se usa para saldar assuntos pessoais”, declarou Bhatti diante as amenaças . O cumprimento de seu dever como Ministro de Minorías e seu compromisso pessoal no apoio as vítimas da intolerância dos islamitas radicais terminaram convertendo-o em um mártir.
     "O primeiro ministro (de Canadá) se viu profundamente afetado por isto, igual que todos os que tiveram a oportunidade de reunir-se com ele", disse o ministro de Imigração, Jason Kenney.
     "Sua visita a Canadá pouco antes de ser assassinado ajudou a visão dentro do governo da realidade deste tipo de perseguição", agregou Kenney.

DIREITO PARA TODOS
     O ex líder do Partido Liberal, Michael Ignatieff também apoia a criação do novo escritório da liberdade religiosa. "É uma boa coisa, sempre e quando defende a todos os casos de perseguição religiosa", disse a The Globe and Mail. "Não somente os que estão irritando aos grupos nacionais no país".
     "E isso não passa por cima outras violações dos direitos humanos, que costumam acompanhar a perseguição religiosa", acrescentou Ignatieff, referindo-se a "os limites a liberdade da imprensa, a negação dos direitos democráticos e a perseguição".

10/01/2012

O que penso sobre o BBB, poema do Pr. Ciro Zibordi


Ciro Sanches Zibordi - http://cirozibordi.blogspot.com

Vou lhe confessar uma coisa, caro leitor.
E espero que não fique decepcionado.
Mas lhe digo isso diante do Senhor.
Por BBB estou apaixonado.

Durmo pensando em BBB.

Acordo com BBB na mente.
BBB é tudo o que eu quero ver.
Afinal, eu sou crente!

Com BBB, não vejo o tempo passar.

É melhor do que estar com os amigos.
BBB me ensina a amar.
Afasta-me dos perigos.

Penso que BBB também é bom para você.

Sabia que pode mudar a sua história?
Mas cuidado com certo programa de TV.
Não perca a sua vitória!

Aliás, dizem que agora o programa é especial.

E abrirá a cabeça de muita gente.
A maioria da casa é homossexual.
Mas ela também conta com duas crentes!

Nosso Deus, que grande efervescência!

Isso para mim é jugo desigual.
Fujamos dessa tele-excrescência!
Ai dos que ao bem chamam mal.

Dizem que haverá evangelização.

Mas, como se dará isso?
Para mim, evangélicas ali é uma aberração.
Com essa mistura Deus não tem compromisso.

Então, por que disse que gosto de BBB?

Porque o meu programa é para salvo.
É big; e é para brothers de todo o Brasil, inclusive você.
Ele nunca nos faz errar o alvo.

Portanto, amigo leitor, não seja bobo!

Deus quer abençoar a sua vida!
Esqueça essa armadilha da Globo!
E pense em Bíblia, Bíblia, Bíblia!


05/01/2012

2012: chegamos mesmo ao fim do mundo?


Pr.Geremias do Couto

Uma rápida olhada na história da Igreja revela que ela tem sido marcada por ênfase doutrinárias distintas ao longo de sua peregrinação. Os cristãos primitivos, por exemplo, tinham em alta conta a esperança do segundo advento de Cristo e muitos nutriam essa expectativa para aqueles dias.

Até mesmo quando Paulo trata das questões do casamento, em sua primeira carta aos coríntios, pressupõe o segundo advento (e fatos conexos) como algo que os interessados em contrair matrimônio não deveriam jamais relegar ao plano secundário, mas tê-lo em devida consideração em suas decisões conjugais, 1 Co 7.29-31.

A tônica das duas cartas de Paulo aos tessalonicenses é justamente sobre o segundo advento. Ao mesmo tempo em que mantém viva a esperança, o apóstolo corrige alguns equívocos em relação a essa doutrina singular do cristianismo, posto que, para muitos, ali, parecia que este evento teria sido já consumado.

Diferente das observações feitas aos coríntios, que pareciam pôr as questões da vida material como prioridade, o propósito paulino aqui era evitar que aqueles crentes, de um lado, se perdessem na vã idéia de que o evento se consumara, e de outro, adotassem postura alienada quanto a outros aspectos importantes da vida cristã, como se nada mais restasse senão aguardar o glorioso momento, 1 Ts 3.13-18; 2 Ts 2.1-3 (ARA). Mesmo assim, na primeira carta aos tessalonicenses, na forma em que escreveu, Paulo admite a possibilidade de estar entre os vivos por ocasião do segundo advento.

O fato é que outras ênfases doutrinárias surgiram nos séculos seguintes. O período posterior à ascensão de Constantino ao trono imperial foi marcado pela discussão trinitariana. Por cerca de 100 anos o tema ocupou as lides teológicas até que ficasse bem estabelecido o dogma da Trindade.

Esses diferentes enfoques, de uma época para outra (e de um lugar para outro, com frequência), podem ser explicados à luz das peculiaridades de cada momento histórico e de outras situações motivadoras que ensejam aos cristãos apegar-se a algum valor doutrinário que interaja com as expectativas próprias de cada período.

Essa é, portanto, a forma pela qual pode ser vista a crença firmemente arraigada entre muitos cristãos primitivos de que Cristo voltaria em sua geração. Era fruto, em primeiro lugar, de estarem próximos da época em que o Mestre viveu entre os homens. Os seus ensinamentos ainda estavam bem vívidos na mente dos fiéis. A promessa de que voltaria outra vez não estava num horizonte distante. Ainda podiam ouvi-la ressoar em seus ouvidos.

Outra razão tinha a ver com as intensas perseguições experimentadas pelos cristãos. Eles alimentavam a esperança de que o aguardado encontro com o Salvador fosse o glorioso desfecho para aquele inimaginável sofrimento. Tinham como certo que o segundo advento os livraria da tormenta. Tal como os heróis do Antigo Testamento, que morreram sem ver consumada a promessa da redenção, mas nem por isso perderam a fé, assim eram os crentes primevos: a esperança da restauração de todas as coisas estava cimentada em seus corações.

Já o enfoque trinitariano, nos idos do terceiro para o quarto século, foi o resultado da progressiva sistematização da ortodoxia teológica com o propósito de conter o avanço dos ventos heréticos. Era preciso dar consistência aos ensinamentos da Igreja, que alcançara as fronteiras do império romano e entrara numa era de ampla liberdade. Em contrapartida, deixara para trás uma fé simples e centrada na esperança do segundo advento.

A questão escatológica entrou outra vez em cena com cores fortes por volta do ano 1000. A expectativa da virada do milênio, aliada a interpretações distorcidas de algumas passagens bíblicas, levou muitos a acreditarem que estava prestes o fim do mundo. A mesma ênfase repetiu-se a partir do século XIX e tornou-se mais frequente à medida que se aproximava o ano 2000. A prova disso é que as três últimas décadas do século XX foram pródigas em literatura escatológica, na legítima tentativa de se interpretarem os sinais do fim dos tempos.

Mas houve muitos equívocos. A vinda de Cristo chegou a ser marcada algumas vezes pelas seitas apocalípticas e até mesmo um pseudo-versículo encontrou eco entre os desavisados: “De mil passarás, mas a dois mil não chegarás”. Houve até quem, baseado numa interpretação esdrúxula da visão que teve Daniel dos quatro animais, construiu um acróstico, com a primeira letra em português do nome de cada um deles, para afirmar que Lula era o anticristo.

A chegada do terceiro milênio trouxe outros enfoques, como fruto do labor teológico, para responder os desafios da pós-modernidade. É necessário, todavia, que uma coisa fique bem clara: nenhuma doutrina pode ser tratada de forma isolada do contexto das demais doutrinas bíblicas sob pena de perder o seu verdadeiro foco e gerar toda sorte de distorções.

Agora mesmo, o ano de 2012 traz uma série de expectativas desse gênero, como resultado da interpretação desastrada da “profecia” dos maia de que neste ano ocorreria o fim do mundo. Há diversos movimentos, ditos cristãos, mas de natureza heterodoxa, com previsões alarmantes para os próximos meses.

O “Creciendo em Gracia”, cujo fundador, José Luís de Jesus Miranda, considera-se a encarnação do Messias e, ao mesmo tempo, o anticristo, afirma que 2012 é o ano da transformação, em que o mundo se tornará “num autêntico paraíso", com data prevista para acontecer: 30 de junho. Já o movimento “Salvai Almas”, que se diz católico, fala de colapsos devastadores, que teriam início a partir de 23 maio, com a morte de mais da metade da população mundial antes do advento de Cristo, enquanto o Lar Lokkon Shôjo anuncia que “um tsunami irá inundar todas as cidades litorâneas do mundo... com dois terços da terra debaixo d’água” (veja aqui).

Como nos portarmos diante de “profecias” tão alarmantes, sem cair no ceticismo em relação à própria revelação bíblica, ou, por outro lado, sem nos tornarmos paranoicos em relação à própria vida?

Cabe ressaltar que o segundo advento continua sendo a maior esperança da Igreja  o ápice de sua peregrinação histórica. É o coroamento de sua marcha desde o Pentecostes como agente do Reino de Deus na Terra. Isto não significa valorizar o segundo advento acima de outras verdades das Escrituras. Quem poderá, por exemplo, ter a garantia do encontro face a face com Cristo sem que primeiro passe pelos rudimentos da doutrina da salvação?

Mas o segundo advento não pode ser tomado como instrumento de pavor e alienação. Não pode ser instrumento de opressão religiosa. Não pode ser tratado com o sensacionalismo com que muitos escatólogos o tratam. Não pode tornar-se meio para servir aos interesses comerciais da hora em que filigranas teológicas são alçadas à condição de verdade absoluta e se perde o cerne da própria mensagem: a promessa de que, com a intervenção de Cristo, a história chegará ao ápice, com a restauração de todas as coisas.

O segundo advento é, portanto, certeza de descanso e segurança, e não instrumento para impor medo e manipular os fiéis. É mensagem positiva, e não negativa. É assegurar-se de que não é necessário entrar em pânico quanto ao amanhã. É ter como certo não precisar sair atrás de sensacionalismo, da especulação escatológica, à procura de “chifre em cabeça de cavalo”, com achados absurdos que não passam de fruto da imaginação criadora das pessoas. É ter a tranquilidade de não se alienar do mundo e viver segundo a mesma perspectiva de Cristo, que disse: “Meu pai continua trabalhando até hoje, e eu também estou trabalhando”.

Embora Eliseu ouvisse os filhos dos profetas anunciarem que Elias logo seria arrebatado, ele não se moveu atrás, mas seguiu em sua jornada até o rio Jordão. Ao retornar pelo mesmo caminho, após a singular experiência que presenciou, os mesmos filhos dos profetas lhe disseram que procuraria nas montanhas o "espírito" de Elias. Eliseu outra vez não se moveu. Ele estava seguro em sua fé e tinha a dimensão exata do que acontecera.

Em outras palavras, quem vive sob essa perspectiva, está seguro de sua fé, não se alarma com prognósticos sombrios ou mirabolantes, mas está de “malas prontas” para encontrar-se com Cristo no dia que se chama hoje.

Se esse dia ocorrer em 2012, não terá sido por causa de nenhuma profecia de qualquer um desses aventureiros. Terá sido em cumprimento à Palavra de Deus. Se não, também não perderemos a esperança: o dia chegará, segundo o que o Pai determinou em sua própria agenda.

31/12/2011

2012 SE APRESENTA - MUITA TERRA PARA SER CONQUISTADA



MUITA TERRA PARA SER CONQUISTADA

Como pode o que fazemos ser medido?
E o que somos, como pode ser pesado?
Há espaço que ainda não foi possuído?
Há trabalho que ainda não foi completado?

Deus tem sido, com alegria, obedecido?
Como Cristo, é que de fato, tenho andado?
Que nenhum detalhe seja esquecido,
Tudo seja amplamente analisado,

Pra que eu chegue ao Senhor arrependido
E confesse, sem temor, todo pecado;
E que seja, em minha vida, refletido

O caráter de Jesus, Senhor Amado;
E que seja dois mil e dez percorrido
De tal modo que Deus seja exaltado!

Gilberto Celeti


"Era Josué, porém, já idoso, entrado em dias; e disse-lhe o Senhor: Já estás velho, entrado em dias, e ainda muitíssima terra ficou para se possuir" (Josué 13.1).

Visite os blogs do autor: http://gilceleteopoesia.blogspot.com
http://criparacristo.blogspot.com/

19/12/2011

Nasceu o Menino - Pregação do Pr. Sidnei Kauer para download

Vamos celebrar o Natal? Enfim, que podemos ou não nessa data? Honre ao Senhor e dê a Ele muito mais do que a manjedoura...

Baixar mp3: via mediafire ou 4shared



Conheça e baixe muitas outras pregações do Pr. S.B. Kauer no site: http://newsbkauer.blogspot.com

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