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30 de maio de 2012

Razões e consequências da guerra cultural no Brasil


por Valmir Nascimento 
[Artigo publicado no Mensageiro da Paz - Abril/2012]
 Estamos em meio a uma guerra silenciosa. Não se trata de um embate internacional, civil ou étnico, mas sim cultural. Um conflito travado entre os adeptos dos principais sistemas de ideias que movem a sociedade e que apresentam formas diferentes de ver o mundo, compreender a vida e definir o que é certo ou errado, justo ou injusto.
Por muito tempo, essa tensão social foi representada pelo embate entre o comunismo e o capitalismo, mas depois da queda do muro de Berlim tal disputa perdeu completamente o seu sentido. Como escreveu o ex-professor de Harvard, Samuel Huntington, em seu livro “O choque das civilizações”, no final da década de 80 o mundo comunista desmoronou e o sistema internacional da Guerra Fria virou história passada. Com isso, Huntington previu uma reconfiguração da política mundial seguindo linhas culturais e civilizacionais. Segundo ele, os conflitos mais abrangentes, importantes e perigosos não se dariam entre classes sociais, ricos e pobres, ou entre outros grupos definidos em termos econômicos, mas sim entre povos pertencentes a diferentes entidades culturais e religiosas. Huntington então vislumbrou um conflito entre as civilizações do mundo ocidental e o mundo islâmico.
Ocorre que Huntington não chegou a prever o choque cultural dentro do próprio Ocidente, entre os defensores da ética oriunda do modelo judaico-cristão e os adeptos do liberalismo e do relativismo moral. E é exatamente sobre esta guerra cultural que estamos falando. Mais especificamente sobre o choque entre a cosmovisão cristã e o pensamento liberal.
O epicentro do conflito entre os cristãos e os liberais reside exatamente nas concepções divergentes sobre questões éticas. E esse tipo de discussão tem uma influência decisiva na vida política, econômica e jurídica do país. Os debates que envolvem critérios de justiça, distribuição de renda, se o Estado deve ser mínimo ou de bem estar social, se o aborto, a pena de morte, o casamento homossexual e a descriminalização das drogas devem ser condutas aceitas, são temas que, invariavelmente, passam pelo crivo dos fundamentos ético-morais que norteiam a sociedade.
Hoje, porém, estes fundamentos estão transtornados (Sl. 11.3). O pensamento liberal defende que as pessoas têm o direito de fazer o que quiser com aquilo que lhes pertence, desde que sejam respeitados os direitos dos outros de fazer o mesmo. Outro professor de Harvard, Michael J. Sandel, em seu livro “Justiça”, explica que uma das principais características deste sistema de pensamento é a rejeição da legislação sobre questões morais. Os libertários são contra a aprovação de leis que promovam noções de virtude ou para expressar as convicções morais da história.
Para agravar ainda mais a concepção liberal, o ideal pós-moderno advoga a inexistência de uma verdade absoluta, capaz de estabelecer regras universais para todos os homens. Para eles, “o que é certo para nós talvez não o seja para você” e “o que está errado em nosso contexto talvez seja aceitável ou até mesmo preferível no seu”.
A partir deste cenário, não é difícil entrever os motivos para a guerra cultural. Ao contrário da pós-modernidade e do liberalismo, a cosmovisão cristã é alicerçada em uma verdade absoluta, revelada por Deus por meio das Escrituras Sagradas.  A verdade é o fundamento do pensamento cristão; a viga mestra das suas doutrinas. E se há uma verdade absoluta, há também um padrão ético universal a ser seguido por todos os homens (Rm 2.14-15). Foi baseado neste padrão ético que o cristianismo influenciou decisivamente a sociedade, sendo responsável pelos principais fundamentos de justiça, igualdade e liberdade.
O secularismo que varre a Europa e os Estados Unidos tem contribuído ainda mais para o avanço desta guerra cultural. Sob o pretexto do laicismo (separação entre Estado e religião), os defensores da visão bíblica estão sendo hostilizados por defenderem valores tradicionais históricos. No Brasil este conflito também existe. Durante palestra realizada no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, em janeiro deste ano, Gilberto Carvalho, atual secretário-geral da Presidência da República, disse que o Estado deve fazer uma disputa ideológica pela “nova classe média”, que estaria sob hegemonia de setores conservadores. “Lembro aqui”, continuou Carvalho, “sem nenhum preconceito, o papel da hegemonia das igrejas evangélicas, das seitas pentecostais, que são a grande presença para esse público que está emergindo”. Embora tenha pedido desculpas posteriormente, em razão de várias manifestações dos evangélicos, o pronunciamento de Gilberto Carvalho descortina o atual embate cultural dentro da sociedade brasileira.
            O crescimento dos evangélicos e a saída da esfera privada para discutir assuntos de interesse público, como o aborto, a união homossexual e a descriminalização das drogas, por exemplo, são alguns dos fatores que tem desencadeado o embate. Isso porque gera uma contrapartida dos liberais que, incomodados com o avanço do “conservadorismo”, tentam de todo modo neutralizar os debates sobre questões éticas, rotulando-os de puramente religiosos.
A tentativa dos liberais de frear a manifestação dos evangélicos não é um golpe somente contra os religiosos, mas contra a própria Constituição Federal, que estabelece que todos são iguais perante a lei e que ninguém  será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política. Um Estado Democrático de Direito pressupõe a possibilidade de debates e discussões livres pelos vários grupos que compõem a sociedade. Abafar a voz dos “conservadores” constitui-se na instauração de um Estado totalitário, que tenta impor coercitivamente uma ideologia liberal.
O argumento de que em um Estado laico os religiosos não podem ter espaço no ambiente público é um grande embuste; uma verdadeira deslealdade intelectual. A discussão do que é justo ou injusto, certo ou errado, são questões que não dizem respeito apenas à maneira como os indivíduos devem tratar uns aos outros. Elas também dizem respeito a como a lei deve ser e como a sociedade deve se organizar. E essa discussão parte do debate sobre a Ética, também chamada de filosofia moral. E assim como as várias teorias existentes (liberalismo, utilitarismo, relativismo) o pensamento cristão também tem a sua própria concepção, e como tal necessita ter lugar à mesa de discussões públicas.
Ao não reconhecer esse direito, o Estado corre o risco de voltar a praticar a perseguição contra os cristãos do século I. Uma perseguição ideológica, sem derramamento de sangue, mas igualmente perigosa.

28 de novembro de 2011

A atual luta pela moralidade


José Dirceu critica Movimento de Combate a Corrupção 

O Estadão de 14.11.2011 publicou a opinião do militante José Dirceu, ex-ministro e réu cassado no processo do mensalão, com relação a manifestações anticorrupção, que vem crescendo nos centros urbanos. Afirmou ele que as atuais manifestações pela ética e honestidade na vida política, bem como no trato dos recursos da Nação, não passam de uma “luta moralista”.
O dicionário Aurélio define a moral como o “conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, quer para grupo ou pessoa determinada”. As palavras do ex-ministro da Casa Civil do governo Lula parecem tentar impingir uma conotação negativa, tanto para com o movimento como para o moralista, isto é cidadãos que escrevem sobre moral, preconizam idéias e preceitos morais e defendem uma práxis existencial baseada na moralidade.
O que é moralidade? A palavra diz respeito ao conjunto das nossas faculdades morais; brio, vergonha; o que há de moralidade em qualquer coisa. Todo cidadão e todo político, partidário ou não, deve ver com bons olhos o atual movimento pela moralidade. Afinal, quem não deve, não teme! Toda Democracia tem base na liberdade de opinião e critica – sem ela a decadência avulta, contaminando a mentalidade e abalando os fundamentos de um País que anela a civilidade e a decência
Há aqueles que consideram a moral como algo ultrapassado, coisa dos nossos avós, que honravam sua palavra, cumpriam suas promessas e não trafegavam em biografias marcadas pela afirmativa de que “o fim justifica os meios”.
Saudamos e apoiamos o atual movimento anticorrupção. Todo cidadão, de alguma forma, honesto, trabalhador, brioso da própria consciência, exige a moralidade como paradigma. A corrupção no Brasil consome bilhões anuais do erário público enquanto que grande parcela da população sobrevive precariamente com a ausência dos benefícios preconizados na Constituição Brasileira – seja na saúde, no saneamento, segurança, etc. Ela é tão nociva quando um cidadão tenta corromper um guarda de trânsito quanto um fiscal que aceita suborno para fazer vista grossa ao contrabando, como ao político que legisla em causa própria, aumentando os próprios salários de forma despudorada e cínica frente a milhões de crianças desnutridas ou a aposentados que morrem em filas do SUS.
A culpa pesa nos ombros – ou devia pesar – dos poderes legislativo, judiciário e executivo – e em outros setores da sociedade. Não há paz, nem verdadeiro progresso social e espiritual em uma Nação se os maus exemplos vem daqueles que deviam portar-se de forma exemplar, por ocuparem posição privilegiada. Devem ser responsáveis ou responsabilizados! Até mesmo nossa Presidenta vem sendo criticada por demitir ministros envolvidos em desvio de recursos públicos!
O que o Brasil tem visto, passivamente, é uma roteiro maquiavélico e mesquinho de transgressões e falcatruas, desrespeito a lei escrita e a lei moral, que devem nortear uma verdadeira civilização. Não sejamos mesquinhos, porém, em atribuir a corrupção às últimas décadas - ela é uma doença centenária que precisamos expurgar, de nós mesmos em primeiro lugar - pautando a vida em valores espirituais e costumes sociais que toda boa consciência aconselha.
Cada brasileiro tem o direito e o dever constitucional de zelar pela moralidade no trato do que pertence a todos, seja nas questões ambientais, econômicas, sociais ou políticas. O povo exige que toda denúncia, respaldada na verdade documental, deve ser levada aos tribunais. As leis de exceção, que privilegiem classes – políticas, jurídicas ou executivas – sejam caducadas por uma Legislação que honre a afirmativa constitucional de que “todos são iguais perante a Lei”. O eleitor deve ser educado na cidadania e os meios de comunicação tem o dever de contribuir para ensinar de forma didática e imparcial a cidadania – em vez de apresentar o circo deprimente de modismos exigidos por anunciantes – que vêm rebaixando o nível da dignidade juvenil.
A atual onda, o despertar da apatia para as ruas, em um clamor pelo fim da impunidade e pelo triunfo da justiça sobre a parcialidade, não é uma luta partidária – nem deve ser porque a atual epidemia imoral, informada pela imprensa, tem raiz num fazer político que se articula numa ética peculiar – alastrada em prefeituras, câmaras municipais, assembléias legislativas e até no Ministério Público - capaz de agravar o desequilíbrio social, sempre prejudicial aos menos letrados, de menos posses, menos informados e mais expostos ao avanço de toda espécie de injustiça favorecida por leis e jurisprudências que aviltam os mais pobres, seja nas favelas – impostas pela grilagem centenária de terras públicas – seja no campo, com o avanço dos latifúndios – seja nas regiões de floresta, onde o papel com carimbo de cartório – legal mas imoral – ou ilegal e imoral – desterra povos indígenas, agricultores familiares, expondo-os ao exílio nas cidades ou a semi-escravidão. Chega dessa imposição aviltante imposta por certa parcela da elite, que considera a moral e a hombridade algo fora de moda. Está na hora de reafirmar valores universais pelos quais a consciência grita!
O Brasil muda para melhor, de cima para baixo. Muitas vezes a voz do povo é a voz de Deus.

José Julio de Azevedo

22 de maio de 2011

O PIOR TIPO DE DESVIADO

O PIOR TIPO DE DESVIADO

Muitos cristãos se feriram em virtude dos mandos dos coronéis da fé
Por: Renato Vargens

     Certa vez ouvi do Dr. Shedd a afirmação de que em nosso país existem aproximadamente trinta milhões de pessoas que um dia frequentaram nossas igrejas, e que por motivos diversos já não o fazem mais. De fato, é extremamente comum observarmos por todos os lugares deste país, ex-cristãos que distantes da comunhão com Deus, do relacionamento da igreja, e do convívio dos irmãos, mergulharam novamente no pecado.
     Bom, antes de qualquer coisa, vale a pena ressaltar que ao escrever este texto não o faço com o desejo de discutir se os crentes em Jesus podem ou não cair da graça, isso fica para uma outra oportunidade. Na verdade, a minha proposta é tratar de forma específica daqueles que pelos motivos mais diversos abandonaram a fé.
     Caro leitor, dentre aqueles que outrora frequentaram os nossos templos, encontramos individuos que voltaram a se drogar, a se prostituir, além é claro de cometer do tipo de pecado. No entanto, na minha perspectiva este não é pior tipo de desviado, mesmo porque, tais individuos, reconhecem que estão longe de Deus, chorando em virtude de suas transgressões, sentindo saudades dos momentos que estavam em comunhão com Pai.
Isto posto, ouso afirmar que o pior tipo de desviado não é pecador “descarado”, mais sim aquele que vestido pela roupagem da religiosidade comporta-se como fariseu, criticando tudo e todos, botando em xeque a igreja, tornando-se assim um desigrejado.

     Ora, como já escrevi anteriormente bem sei que alguns verdadeiramente se afastaram porque não eram dos nossos, (I Jo 2:19) outros, porque se decepcionaram ou se feriram na igreja, entretanto, ouso afirmar que existe uma outra parcela dos denominados“desigrejados” que se afastaram por não desejarem se submeter a qualquer tipo de governo. Para estes a livre interpretação da Bíblia, prevalece sobre o livre exame, a espontaneidade sobre a organização, as reuniões caseiras sobre as reuniões no templo.

     Tais individuos repudiam qualquer tipo de liderança eclesiástica, abominam rótulos e titulos, fazendo o que bem entendem da vida interpretando a graça de Deus de acordo com suas conveniências e interesses demonstrando que estão desviados da fé.

     Lamentavelmente é nessa perspectiva, que tem surgido neste país, os caminhos da graça barata, da liberdade sem responsabilidade e de tantos outros mais, cuja mensagem principal é de uma evangelho light onde objetivo final é a satisfação do freguês.

     Para piorar a situação boa parte dos “desigrejados”, não desejam nenhum tipo de compromisso cristão. Em geral, essa atitude é gerada por pessoas que cometeram seus deslizes e depois se recusaram a submeter-se ao devido tratamento, pregando um novo “evangelho” onde a graça de Deus foi transformada em álibe para uma vida desprovida de compromisso e santidade.
     Caro leitor, entendo perfeitamente que muitos dos cristãos se feriram em virtude dos mandos e desmandos dos coronéis da fé, que com extrema arbitrariedade impuseram sobre o povo de Deus doutrinas absolutamente anti-bíblicas. Entretanto, isso em hipótese alguma justifica o crente em abandonar a “communion Sanctos”.
     Prezado amigo, a Igreja foi criada por Cristo. Ela é composta de gente falha, pecadora e cheia de limitações, todavia, continua sendo de Cristo.
     Diante do exposto, afirmo sem titubeios que continuo crendo na Igreja do Deus vivo como a única coluna e baluarte da verdade.

via http://www.creio.com.br

16 de maio de 2011

A Igreja Evangélica nas campinas do Jordão

João Cruzué


Cada ato de omissão produz dois resultados. Enquanto de um lado aumenta a passividade e mina os ânimos, do lado adversário é um estímulo para continuar avançando e falando mais alto até calar a voz dos fracos e medrosos. O mal se agiganta ocupando os espaços deixados com o silêncio dos omissos, o descaso dos negligentes e a avareza dos religiosos.

Resumindo; quando alguém aceita o cabresto, depois vai aceitar os arreios, os freios de boca e por último as esporas. O mal ocupa os espaços deixados pelo recuo do bem.

Vivemos em uma sociedade que está relativizando todos os conceitos. Aceitando todas as mudanças e racionalizando sua indiferença. Exemplos: "Alguém se corrompe, mas alega que todo mundo também se corrompe. Abandona a esposa, casa-se com outra, porque todos os ministros da Igreja também estão se divorciando. Eu votei em uma senadora, assumidamente defensora do casamento gay, porque ela concedeu dois cargos de gabinete para meus parentes. Eu não vou me envolver em assuntos de PLC 122, porque a Igreja não tem nada a ver com isso. A política é do diabo mesmo, por isso minha Igreja não se preocupa com eleição de políticos." E muitos outros (maus) exemplos.

Cristãos precisam ter uma consciência viva. Alerta. Olhos espirituais abertos para ver o avanço do inimigo, por atrás do movimento humano. O que acontece no plano físico, pode ser consequência de ações desenhadas e travadas no plano espiritual.

O que está por trás do movimento gay? Sabemos que ele não é circunscrito ao Brasil nem à América. Ele é um fenômeno mundial. Há uma força espiritual agindo na penumbra, poderosa o bastante para agitar demônios nos quatro cantos da terra. É um movimento admiravelmente organizado e bem sucedido que avança por todas nações, sem que encontre resistência à altura. Sua força e seus exércitos se movimento no plano espiritual. Nossa luta não é contra o que é aparente e vemos. Vai além de protestos e manifestos; vai ser preciso dias de jejum e muita oração.

Como cristãos temos três responsabilidades básicas para agradar a Deus. Cristo já definiu isto muito bem quando disse: Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. O Espírito desta norma vai além do dinheiro. A primeira responsabilidade é com nossa família. Sem família não há Igreja nem Estado. Para destruir tanto a Igreja quanto o Estado, o mal ataca com ímpeto a instituição da família por todos os lados.

Cristãos precisam estar atentos aos torpedos e mísseis que miram a família. De onde tem vindo os ataques que tem minado a família nos últimos 20 anos?

1. Da aceitação de programas de TV que despejam esgoto continuamente dentro dos lares cristãos. Não faz mal! Todo mundo assiste! É só de faz de contas! É de mentirinha. Resultado, uma sensualidade e hedonismo desenfreados tem açoitado e feito soçobrar muitos lares cristãos.

2. O evangelho da "prosperidade" pregado pelos falsos profetas tem produzido o entristecimento do Espírito Santo. Sofismaticamente este "evangelho" antropocêntrico está substituindo o Cristocêntrico, da mesma forma que o coelhinho da páscoa substitui o cordeiro e o papai noel o Natal de Cristo.

3. Como consequência ao abandono da santidade e o humanismo balaônico, os cananeus bateram à porta da Igreja cristã, que à semelhança da família de Ló, armou suas tendas às portas de Sodoma e Gomorra. O desfecho disso pode ser fatal para a família cristã, que de tanto ver novela tem enfraquecido sua consciência diante dos maus costumes, a tal ponto que aceita como normal o que para Deus é repugnante.

Há algo que possa ser feito, para reverter o curso desta situação?

Sim! há.

Quando uma mudança é produzida em uma família, também acontece uma mudança no todo, no Estado e na Igreja. O pecado que Deus não perdoou ao Sacerdote Eli, foi a brandura com que ele tratava os pecados de prostituição dos filhos. Eli não confrontava os erros dos filhos com a veemência necessária. O sagrado aos olhos de Eli, não era tão sagrado assim. Ele se acostumou e depois ficou indiferente à quantidade de prostituições dos dois filhos.

É preciso repreender, sem agredir. É preciso confrontar o pecado, para mostrar os limites. Quando nenhuma voz se levanta para contradizer, qualquer coisa se parece lícita. O tempo dos profetas já se foi, mas a verdade continua. A palavra de Deus escrita, está aí ao alcance de Todos.

É preciso ter uma consciência viva e um entendimento renovado para saber que o significado de AMOR é muito diferente de relações sexuais ou abraçar alguém para dizer "Eu te amo". O amor verdadeiro abraça, mas no tempo de repreender, confronta. Amar, às vezes é dizer NÃO! quando todo mundo diz sim. Quem ama diz a verdade, quando todos preferem manter silêncio. Quem ama de verdade, fala palavras certas no tempo que é preciso falar.

homossexualismo já levantou sua bandeira e pretende hasteá-la em toda sociedade brasileira, a partir das escolas. Até agora, poucas pessoas tiveram a coragem de confrontar este movimento cara a cara. Nos programas de TV aberta aos sábados, não vi o Pr. José Wellington, nem o Pr. Samuel Câmara, nem qualquer outro, a Não ser o Pr. Silas Malafaia e os Bispos da Igreja Católica a confrontar as mudanças pretendidas pelos movimentos gays, que no momento tem mais simpatia da sociedade que a Igreja.

Se há um caminho para decidir isto é por uma ampla consulta popular. A sociedade brasileira deve decidir no voto se a família, casamento e adoção de filhos devem ser formados por homem e mulher ou por par de homossexuais.

Todo cuidado é pouco, porque a Igreja evangélica brasileira escolheu ficar nas campinhas do Jordão, quando devia ter ficado nos montes.

19 de março de 2011

Cisne negro: porque há tantos crentes loucos?


Assisti ao filme Cisne Negro. Confesso que o longa não me encantou, apesar da atuação extraordinária de Natalie Portman (que inclusive levou o Oscar de melhor atriz de 2011). Mas, algumas reflexões me vieram à mente após o fim.
A trama gira em torno de Nina Sayers (Natalie Portman), uma bailarina que se vê diante da chance de interpretar o papel principal em uma montagem de “O Lago dos Cisnes”, de Piotr Ilitch Tchaikovsky. Nina é perfeita tecnicamente, o que a qualifica para interpretar o cisne branco, porém, não apresenta a espontaneidade necessária para vivenciar o cisne negro, que exige uma postura de sedução e desprendimento.
Diante desse desafio de superação, insegura e sem amigos, a bailarina ingressa numa espiral psicótica de busca pela perfeição e na tentativa de mostrar para seu coreógrafo que é capaz de expor seu lado mais selvagem, culminando então numa indefinição entre o sonho e a realidade e uma duplicidade de comportamento. Desse modo, seu lado negro passa a se sobrepor sem que ela possa controlá-lo.
A reflexão que faço sobre o filme é exatamente sobre a duplicidade de personalidade de Nina: o cisne branco e o negro que se enfrentam. De um lado, a perfeição, o controle e a pureza e do outro a sedução e a sensualidade.
Paulo falou de certa luta no âmago do nosso ser. Ele dizia:
“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está.Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim”. (Rm 7.18-20).
Essa é a batalha interior do cristão; entre o homem natural e o espiritual; entre o cisne branco e o cisne negro.
Naturalmente, essa luta por si só não poderia levar o cristão a uma dupla personalidade psicótica. Isso porque, conscientes de nossas falhas deveríamos viver pela graça de Cristo, aquele que perdoa nossas falhas e nos afasta do erro.
Entretanto, de forma inevitável muitos ingressam na mesma espiral lunática de Nina por uma razão mais ou menos simples: buscam a perfeição sozinhas tendo o legalismo como parâmetro. E quando percebem que são incapazes de agir unicamente como o cisne branco, por sua própria força, enveredam-se para o outro lado obscuro.
Mas, o que é pior: apresentam-se como cisnes brancos na igreja, porém, agindo como cisnes negros em outros lugares.
Isso me faz lembrar a existência de muitos crentes em tratamento em manicômios. Pessoas que se enveredaram para a loucura, psicose, esquizofrenia etc. Sem desprezar os diversos fatores que podem levar a tal situação, penso que um dos elementos que pode provocar esse desvio mental é exatamente a postura de busca da perfeição por meio do legalismo. Afinal, quando a pessoa observa o elevado padrão moral do cristianismo e, desprezando a graça de Deus, percebe que não consegue atingi-lo, se vê num beco sem saída; quando então a mente entra em colapso.
Guardadas as devidas proporções, o coreografo da bailarina disse algo que merece consideração: “Perfeição não é só sobre controle; é também saber abandonar-se” . Para nós: Perfeição não é só sobre controle; é também saber abandonar-se nos braços e na graça de Deus”.
Por Valmir Nascimento - http://comoviveremos.com

12 de agosto de 2009

DA ARTE DE PREGAR ATRAVÉS DAS ILUSTRAÇÕES - Leia este livro online


Recebemos a dica da própria autora, a missionária Alzira Esterque: Leia gratuitamente online o excelente livro DA ARTE DE PREGAR ATRAVÉS DAS ILUSTRAÇÕES, escrito pela irmã Alzira juntamente com o Pr. Alek Sandro Batista Dias.


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Interessante também conhecer este novo serviço de publicação online, o Bookess.

Admiro muito a liberalidade da irmã Alzira. Enquanto uns fazem questão de um simples poema, outros publicam livros inteiros liberalmente... Estou com estes últimos, com absoluta certeza. Num mundo moldado por Cristo simplesmente não haveria o que se chama
direitos autorais, pelo menos não da forma atual, que a lógica do lucro impôs e nós, 'cristãos', aceitamos como coisa natural. Simplesmente não consigo associar isso a cristianismo - e estranho é ver que a liberalização de informação (vê a Wikipédia?) partiu em maior escala do mundo secular, e não dos cristãos. Não apóio descaradamente a pirataria - por que creio que ela, no caso cristão, pura e simplesmente não deveria existir - pois a boa informação cristã deveria ser disponibilizada gratuitamente, como Jesus faria, para quem quiser. Me parece que é o que Jesus faria - você pode visualizar algo diferente? Mas quem afinal ainda se faz essa pergunta, 'o que Jesus faria?', quem ousa contextualizá-la para hoje, para si? Alguém pode argumentar, 'mas o obreiro não é digno de seu salário?', mas devemos como cristãos buscar o meio-termo. O acesso à verdade e à capacitação da igreja não pode ficar mesquinhamente condicionado ao 'cadê o meu $?', 'quem não paga não leva'. Fale, por exemplo, aos tele-proponentes da Teologia da Prosperidade sobre disponibilizar pelo menos UM livro de seu catálogo, gratuitamente, como fiz a alguns anos, quando de minha conversão: serás exconjurado!
Mas muitos já pensam diferente, graças a Deus. São muitos os pastores , escritores e ministérios que disponibilizam grande quantidade de informação (e-books, cursos, gráficos, etc) na internet, no Brasil e principalmente no exterior, de forma gratuita.

O panorama geral está a mudar, e creio que em breve futuro assistiremos a uma revolução nunca vista nesta questão de direitos autorais e acesso à informação. Quem viver verá! Só gostaria que tal revolução partisse macissamente dos cristãos - seria um grande, um mega testemunho para esse mundo da informação que avança.

Sammis Reachers

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