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17 de fevereiro de 2018
18 de maio de 2017
A você que está cansado de se decepcionar
Estou cansado de me decepcionar
A decepção é bastante desagradável. Ela nos deixa subitamente tristes e abatidos, e pode levar ao álcool, às drogas, à agressão, e em casos extremos, até ao suicídio. O dicionário define decepção como: Desilusão, desengano, desapontamento, surpresa desagradável. Nos decepcionamos com a sociedade, a política, a religião, o progresso, a prosperidade, a ciência, as pessoas e acontecimentos. Somos complicados nessa questão: O homem se decepciona quando não encontra o que busca e quando não se realiza com o que encontra. O pior de tudo é quando se decepciona consigo mesmo. Pense na decepção de Adão e Eva com o fruto proibido (Gênesis 3). A decepção de Davi quanto ao adultério (2Samuel 11). A decepção de Pedro ao negar Jesus pela terceira vez (Marcos 14).
A decepção é uma armadilha perigosa, nos deixa subitamente vazios, e pode nos levar a fazer coisas terríveis conosco e com os outros. Mas há alguém que nunca nos decepciona. Seu nome é JESUS, e onde Ele está não há decepção. Deus jamais perde o controle. Ele só escreve com linhas retas e sabe o que faz. Algumas questões não têm respostas fáceis e outras nem mesmo possuem respostas. Não se deixe enganar por Satanás dizendo que Deus é injusto e não sabe o que faz. Ele sabe se e quando podemos ou não ganhar certas coisas (Jeremias 29:11).
O remédio mais seguro contra a decepção é seguir à risca as placas de sinalização que Deus coloca à margem da estrada da vida. Ouça o que o Espírito diz, a Palavra revelada que está na Bíblia, não deixe faltar sobre sua cabeça o óleo que afasta as moscas (Salmos 23:5). Vigie, ore sempre e lembre-se: Se você se colocar na posição de filho, Deus lhe será por Pai, e Ele é fiel e nunca decepciona. Não possui duas palavras, mas apenas uma; não possui dois rostos, mas é o mesmo desde sempre e para sempre. É a rocha em quem você pode se firmar (Salmos 78:35).
Charles José Kloc (adaptado)
22 de setembro de 2016
"Me Chame Apenas de Jesus” - Max Lucado
Max Lucado
__Muitos dos nomes na Bíblia que se referem ao Senhor são imponentes e augustos: Filho de Deus, Cordeiro de Deus, Luz do Mundo, A Ressurreição e a Vida, Estrela da Manhã, Aquele que Devia Vir, Alfa e Omega.
Essas são frases que esticam os limites da linguagem humana num esforço para capturar o que é incapturável, a grandeza de Deus. E por mais que tentem elas nunca satisfazem. Ouvi-las é quase que ouvir uma banda do Exército de Salvação tocar na esquina o "Messias" de Handel por ocasião do Natal. Uma boa tentativa, mas não funciona. A mensagem é majestosa demais para o meio de comunicação.
O mesmo acontece com a linguagem. A frase "Não há palavras para expressar..." é a única que pode ser honestamente aplicada a Deus. Nenhum nome lhe faz justiça.
Mas existe um nome que recorda uma qualidade do Mestre que confundiu e compeliu aqueles que o conheceram. Ele revela um lado dele que, quando reconhecido, é suficiente para fazer com que você se prostre.
Ele não é pequeno nem grande demais. E um nome que se ajusta como o sapato se ajustou ao pé de Cinderela.
Jesus.
Nos evangelhos é o seu nome mais comum — usado quase 600 vezes. E era mesmo um nome comum. Jesus é a forma grega de Josué, Jesua e Jeosua — todos nomes familiares no Velho Testamento. Houve pelo menos cinco sumo sacerdotes conhecidos como Jesus. Os escritos do historiador Josefo se referem a cerca de vinte pessoas chamadas Jesus. O Novo Testamento fala de Jesus, o Justo[1], amigo de Paulo, e o feiticeiro de Pafos é chamado Bar-Jesus[2]. Alguns manuscritos dão Jesus como o primeiro nome de Barrabás. "A quem quereis que eu vos solte, a Jesus Barrabás ou a Jesus, chamado Cristo?"[3]
Qual é o ponto? Se Jesus viesse hoje, o seu nome poderia ser João, Beto ou Carlos. Se ele estivesse aqui hoje, é duvidoso que se distanciasse com um nome elevado como Reverendo Santo Divindade Angelical III. Não, quando Deus escolheu o nome que seu filho teria, ele escolheu um nome humano.[4]Preferiu um nome tão típico que aparecesse duas ou três vezes em qualquer chamada de escola.
"O Verbo se fez carne", disse João, em outras palavras.
Ele era palpável, acessível, alcançável. E, mais ainda, ele era comum. Se estivesse aqui hoje você provavelmente não o notaria quando estivesse em meio a uma multidão fazendo compras. Ele não faria as cabeças se voltarem por causa das roupas que usava ou pelas jóias com que se adornava.
"Me chame apenas de Jesus", quase se podia ouvi-lo dizer.
Ele era o tipo de pessoa que você convidaria para assistir um jogo de futebol em sua casa. Ele brincaria no chão com seus filhos, cochilaria no seu sofá, e faria churrascos em sua grelha. Ele riria das suas piadas e contaria algumas das dele. E quando você falasse, ele ouviria como se tivesse todo o tempo da eternidade.
Uma coisa é certa, você o convidaria de novo.
Vale a pena notar que os que o conheciam melhor se lembravam dele como Jesus. Os títulos, Jesus Cristo e Senhor Jesus só aparecem seis vezes. Os que andaram com ele, não se lembravam dele com um título ou designação, mas com um nome — Jesus.
Pense nas implicações. Quando Deus decidiu revelar-se à humanidade, qual o meio que usou? Um livro? Não, isso foi secundário. Uma igreja? Não. Isso foi uma conseqüência. Um código moral? Não. Limitar a revelação de Deus a uma lista fria de "faça" e "não faça" é tão trágico como olhar para um mapa rodoviário e dizer que você viu as montanhas.
Quando Deus decidiu revelar-se, ele fez isso (surpresa das surpresas) através de um corpo humano. A língua que ressuscitou os mortos era humana. A mão que tocou o leproso tinha sujeira debaixo das unhas. Os pés sobre os quais a mulher chorou eram calosos e empoeirados. E suas lágrimas... oh, não se esqueça das lágrimas... elas vieram de um coração tão quebrantado como o seu ou o meu jamais o foram.
"Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas"[5] (Heb 4:15)
As pessoas se aproximavam então dele. Puxa, como o procuravam! Elas surgiam à noite; tocavam nele quando caminhava pelas ruas; seguiam-no até o mar; convidavam-no para suas casas e colocavam seus filhos aos pés dele. Por quê? Porque ele se recusou a tornar-se uma estátua numa catedral ou um sacerdote num púlpito elevado. Ele escolheu em vez disso ser Jesus.
Não há sequer uma sugestão de alguém que temesse aproximar-se dele. Havia alguns que o ridicularizavam. Havia outros que o invejavam. Outros ainda que não o compreendiam. E outros que o reverenciavam. Mas não havia ninguém que o considerasse santo demais, divino demais, ou celestial demais para ser tocado. Não houve uma pessoa sequer que relutasse aproximar-se dele com medo de ser rejeitada.
Lembre-se disso.
Lembre-se disso da próxima vez que ficar surpreso com suas próprias falhas.
Ou da próxima vez em que acusações ácidas fizerem buracos em sua alma.
Ou da próxima vez em que olhar para uma catedral fria ou ouvir uma liturgia sem vida.
Lembre-se. É o homem que cria a distância. É Jesus quem constrói a ponte.
"Me chame apenas Jesus."
[1] Colossenses 4.11
[2] Atos 13.6
[3]Mateus 27.17 William Barclay, Jesus As They Saw Him (Grand Rapids, Mich: Wm. B. Eerdmans).
[4] Mateus 1.21
[5] Heb 4:15
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