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31 de outubro de 2007

PORQUE ORAR PELAS NAÇÕES

Porque a intercessão é uma das formas mais elevadas de oração porque trata com uma das coisas mais preciosas que existem: as almas dos homens e mulheres.
Atualmente, a igreja cristã está enfrentando um desafio espiritual - o desafio do Islamismo, Budismo e Hinduísmo, que tem se espalhado em cada continente da terra. George Otis Jr. escreveu: "Enquanto o igreja avança para o ano 2000... multidões ainda esperam no vale da decisão; a questão é quem vai alcançá-los primeiro. Nunca antes a igreja teve que enfrentar tal diversidade de rivais comprometidos com os princípios do ativismo". (O Último dos Gigantes). Enquanto Deus escolhe seus vasos, e Seu sacerdócio real, não podemos ignorar nossa responsabilidade para com esta geração de pessoas, desde a África até a Ásia, da Europa até o Oriente Médio. Devemos entrar na batalha. É surpreendente a evidência de como a oração é efetiva e faz uma diferença no destino de pessoas e nações.
Certamente Deus está disposto a responder orações. Resta aos homens e mulheres que se agarrem as vastas promessas que Sua palavra contém sobre a oração. E.M. Bounds declara que "oração é a linguagem de um homem carregado com um sentido de necessidade... Não orar não é apenas declarar que nada é necessário, mas admitir a não realização dessa necessidade".
Por razões além do nosso entendimento, parece que Deus se fez dependente de nossas orações. Isso é particularmente verdade em como Deus depende da oração intercessória para preparar os não salvos para a salvação. Andrew Murray disse: "O intenso desejo de Deus de abençoar parece que de alguma maneira está limitado a Sua dependência em intercessão como a mais elevada expressão da disposição de Seu povo em receber e submeter-se totalmente ao exercício de Seu poder. "Além disso, R.A. Torrey escreveu: "... tem havido reavivamento sem muita pregação, mas nunca houve avivamento sem oração poderosa".
Necessitamos agora que Deus mova as nações da JANELA 10/40. Felizmente, é para esses momentos que Ele prometeu através do profeta Joel "derramar Seu Espírito sobre toda carne". Joel 2:28
Quando participamos em orar pelos países da Janela 10/40 podemos estar seguros de que Jesus estenderá Seu Reino através de nossa intercessão. Enquanto chegamos a Sua presença com corações limpos e cheios de fé sabemos que Ele prometeu: "Pede-me e te darei as nações por herança e os fins da terra por tua possessão". Sl.2:8.

VOCÊ CONHECE AS 62 NAÇÕES DA JANELA 10/40?

Conheça um pouco sobre as nações da Janela 10/40. Incentivamos você a participar de maneira mais direta no alcance destas nações...através da intercessão, ou até mesmo indo. A nossa oração é que ao ler essas informações, Deus esteja falando ao seu coração e te chamando para um compromisso verdadeiro e profundo para orar pelos povos menos evangelizados do mundo.

AS 62 NAÇÕES:

- ÍNDIA Evangélicos 1% - MAURITÂNIA Evangelicos 0 % - SUDÃO Evangélicos 3% - AFEGANISTÃO Evangélicos 0,02% - JAPÃO Evangélicos 3% - GUINÉ-BISSAU Evangélicos 1,2% - KUWEIT Evangélicos 0,5 % - BANGLADESH Evangélicos 0,2 % - BUTÃO Evangélicos 0,03 % - ARÁBIA SAUDITA Evangélicos 0,007% - GUINÉ Evangélicos 0,75 % - TAILÂNDIA Evangélicos 0,3 % - NIGER Evangélicos 0,1 % - KIRGHIZISTÃO Evangélicos 0,003 % - IRÃ Evangélicos 0,05 % - BUKINA-FASO Evangélicos 3 % - MALI Evangélicos 0,9 % - AZERBAIDJÃO Evangélicos 0,003 % - BENIM Evangélicos 2 % - INDONÉSIA Evangélicos 6 % - LAOS Evangélicos 1,9 % - SAARA OCIDENTAL Evangélicos 0% - EGITO Evangélicos 0,8 % - UZBKISTÃO Evangélicos 0,001 % - NEPAL Evangélicos 0,5 % - EMIRADOS ARABES Evangélicos 0,7 % - ALBÂNIA Evangélicos 5 % - MARROCOS Evangélicos 0,01 % - IRAQUE Evangélicos 0,5 % - SRI LANCA Evangélicos 0,9 % - ISRAEL Evangélicos 0,35 % - TADJIKISTÃO Evangélicos 0,001 % - CHINA Evangélicos 4 % - DJIBUTI Evangélicos 0,03 % - LEMEN Evangélicos 0,01 % - VIETNÃ Evangélicos 0,6 % - FORMOSA Evangélicos 3 % - BAHREIN Evangélicos 1,5 % - BRUNEI Evangélicos 0,06 % - LÍBANO Evangélicos 4,3 % - CATAR Evangélicos 0,007 % - TURKOMENISTÃO Evangélicos 0,001 % - ETIOPIA Evangélicos 10 % - BISMÂNIA Evangélicos 4% - TIBET Evangélicos 0,02 % - ARGÉLIA Evangélicos 0,01 % -LÏBIA Evangélicos 0,1 % - MALÁSIA Evangélicos 2 % - OMÃN Evangélicos 0,1 % - CAZAQUISTÃO Evangélicos 0,004 % - TUNÍSIA Evangélicos 0,001 % - CAMBOJA Evangélicos 0,05 % - TURQUIA Evangélicos 0,03 % - COREIA DO NORTE Evangélicos 0,5 % - SOMÁLIA Evangélicos 0,01 % - PAQUISTÃO Evangélicos 0,5 % - NIGÉRIA Evangélicos 17 % - MALDIVAS Evangélicos 0,1 % - JORDÂNIA Evangélicos 0,4 % - SENEGAL Evangélicos 0,1 % - SIRIA Evangélicos 0,1 % - MONGÓLIA Evangélicos 0,1 %.

Colhido no site da Igreja Metodista Wesleyana

Fonte: Blog Veredas Missionárias
Visite: www.veredasmissionarias.blogspot.com

27 de outubro de 2007

Um poema de Karl Barth

O AMOR AO PRÓXIMO

O amor não é Eros, que sempre cobiça, mas Ágape, que jamais acabará.
A novidade, a originalidade do amor é ele não participar do círculo vicioso
que vai do mal ao mal e da reação à revolução.
O amor é "justiça equalizadora eterna" (Kierkegaard),
porque a ninguém justifica segundo o próprio desejo;
O amor edifica a comunidade porque unicamente procura comunhão;
O amor nada espera porque já atingiu o alvo;
nada procura, porque já encontrou;
nada quer porquanto já realizou;
nada pergunta, pois já sabe;
não luta porque já venceu.
O amor não contradiz e, por isso, não pode ser refutado;
não concorre e, portanto, não é vencido;
não busca decisão e, conseqüentemente,
ele próprio é a decisão.
O amor destrói os ídolos
porque não cria outros.


Fonte: www.poesiaevanglica.blogspot.com

19 de outubro de 2007

Fazendo Reserva Na Caravana

Fazendo Reserva Na Caravana

"...eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação"
(2 coríntios 6:2).

"Se você deseja ir para o Céu, levante-se!" disse o pastor à sua Congregação. Todos os presentes se levantaram ao mesmo tempo, exceto um homem que estava sentado no banco da frente. "Você está me dizendo que não quer ir para o Céu?" perguntou espantado o pastor. "Quando eu morrer eu quero sim," respondeu o homem. "Mas eu pensei que você estivesse formando uma caravana agora mesmo."
Esta é uma anedota muito antiga, e ao deparar-me com o texto, novamente, fiquei refletindo sobre a séria verdade que ele apresenta.
Muitas pessoas julgam que este é um assunto para ser pensado e decidido após a morte, mas, depois de morrer ninguém poderá escolher ir ou não para o Céu. Se desejamos viver para sempre com o Senhor e se almejamos desfrutar de Suas bênçãos
maravilhosas, é necessário que reservemos nossa vaga agora mesmo.
A caminhada em direção ao Céu começa quando viramos as costas para o mundo e o pecado e passamos a olhar somente para Jesus, nosso Senhor e Salvador, o único Caminho para a eternidade com Deus. Muitas coisas devem ser abandonadas durante esta
caminhada: o rancor, as intrigas, os mexericos, a desonestidade, a mentira e muitos outros fardos que certamente nos impedirão de passar pela porta estreita de entrada para o Céu de glória. Em substituição a estes empecilhos, podemos levar o amor,
a misericórdia, a bondade, a verdade e tudo o mais que alegra o coração do Senhor e servem de recomendação para aqueles que pretendem chegar à presença do Pai.

Você deseja ir para o Céu? Não espere pela morte -- reserve agora mesmo
sua vaga na caravana.

Pr. Paulo Roberto Barbosa

18 de outubro de 2007

[Yrion]

Pastor Josué Yrion x Disney




Pastor Josué Yrion x Xuxa




Pastor Josué Yrion x Tartarugas Ninja




Josué Yrion x Homem-Aranha



Josué Yrion x Simpsons

[Catedral]

Quem sabe faz ao vivo...

[Metal Gospel]

[O Homem Que Foi Ressuscitado]



O Minissionário e Evangelista Luiz Gonçalves, relata em seu site pessoaltoda sua história de milagres.

UM MILAGRE

Foi assim que definiram os médicos do Hospital Geral de Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo. O fato do Missionário Evangélico Luiz Gonçalves ter ressuscitado da morte, depois de um assalto e tentativa de homicídio, deixou os médicos admirados.


O missionário foi convidado pelo repórter de Tv, Ney-Carlos, para dar o testemunho e contar sua História no programa do Raul Gil, na Rede Record e na Rede Bandeirantes no programa da Márcia Goldschmidt além de tantos outros programas de televisão, Rádio e jornais que também divulgaram a história do milagre. Além de pregar a palavra de Deus o Missionário é compositor.

O TESTEMUNHO

A TRAGÉDIA

O fato aconteceu na cidade de São Paulo, em minha residência, no Bairro Cachoeirinha na Zona norte da capital.
Tudo começou,quando eu estava em minha casa sozinho,e dormindo por volta das sete horas da manhã. Os bandidos chegaram. e abriram tudo de uma forma bem sutil, antes de roubar qualquer coisa, eles foram até o meu quarto,e me acordaram,batendo com um revolver na minha cabeça,pedindo para que eu me levantasse,e entregasse para eles a chave do meu automóvel.
Após pegarem a chave do meu carro, um deles foi até a garagem, ligou o carro, e pos o veiculo na rua ligado. Enquanto o outro bandido pediu que eu não saísse de dentro do quarto.

E quando o outro veio de fora, os dois começaram a carregar vários objetos da minha casa, e colocar dentro do veiculo que estava na rua. Após subtraírem vários pertences, os ladrões entraram para o quarto,onde eu me encontrava,encostaram uma arma na minha cabeça, pedindo para que eu colocasse os dois braços para trás, e em seguida eles me amarraram com uma corda de caminhoneiro. Depois de está bem amarrado, com as mãos para trás, eles disseram; Agora você vai morrer. Então eu disse para eles, a obra do diabo, é matar, roubar, e destruir, mais Jesus cristo está comigo, e ele quer salvar vocês. E mesmo eu falando de Deus para eles, eles não se convenceram a mudarem de idéia. Logo eles amarraram pano na minha boca, para que eu não gritasse e me empurraram encima da cama, em seguida, um deles saiu, e foi para o dentro do carro, e só um ficou dentro do quarto. De repente ele começou a dar pauladas na minha cabeça, naquele momento tão dolorido, comecei a pedir para Deus em pensamento, que me aliviasse, pois as dores eram muito forte, mais tudo continuou, até que o bandido pegou uma faca de açougueiro, e deu várias facadas no meu pescoço. Na primeira facada eu sente que as veias do meu pescoço foram cortadas, por que o sangue se esguichava, por toda aquela cama, em seguida ele me deu outra facada, abrindo uma cratera no meu pescoço, eu ainda estava consciente, e sente tudo, e na terceira facada, ele a enfiou na minha nuca, e a faca, atravessou minha garganta, saindo na frente pela boca. Logo em seguida o bandido saiu de dentro do meu quarto, me deixando ali agonizando. Até este momento já havia um lago de sangue encima daquela cama, e eu fui perdendo todas as minhas forças, e perdi a respiração, sente que meus pulmões, estavam enchendo de sangue, por que eu bebia e respirava o próprio sangue, der repente perdi por completo a respiração, e fui desfalecendo ainda mais, e a agonia se tornou ainda maior, e comecei a debater de um lado para o outro, e fui saindo de mim, e perdendo a consciência, mais ainda posso me lembrar que eu disse assim; Senhor Jesus, o Senhor é a ressurreição e a vida, e ninguém sabe que eu estou aqui morrendo, e só o senhor pode me tirar daqui, e a resposta dele para mim, não tardou, e ele entrou em ação para me salvar.

[O SOCORRO E DIVINO] Nesse momento eu vi um resplendor de luz, que veio no meu quarto encima do meu corpo, e as dores que eram muito fortes, saíram de uma vez,o sangue que estava me sufocando, foi removido, e só assim comecei a respirar de novo. O Senhor Jesus naquele momento, estava me socorrendo e me tirando dali. E em um milagre ainda maior, aquelas cordas que me prendiam foram desamarradas misteriosamente.
Amigos, estou descrevendo isso neste momento emocionado, por que as palavras,é muito pouco,diante da grandeza do milagre,e da gratidão que tenho por Jesus Cristo, pois só ele sabia que eu estava ali me agonizando e ninguém mais,e só ele poderia me tirar dali,E isto ele fez mostrando seu amor e o seu poder.Naquele instante,quando eu sente que as cordas se soltaram,eu também sentia,que Deus estava me dando forças para sair dali,então eu levantei daquela cama todo ensangüentado e ainda com a faca encravada no meu pescoço.

[O SUSTO] Exatamente no momento em que eu estava saindo do meu quarto pra sala,afim de sair pra rua e gritar por socorro,tomei um tremendo susto,por que o homem que havia tentado contra a minha vida,ainda estava no interior da minha casa,roubando mais objetos e quando ele me viu, tomou um tremendo susto, não acreditando que eu estava ali vivo e de pé olhando para ele e ele ficou ali parado e estarrecido, olhando para mim e imaginando, quem poderia ter me tirado daquelas cordas,que me prendiam dentro daquele quarto, sendo que ele havia me deixado ali,mais morto do que vivo, e todo imobilizado.

[O ESCAPE] Enquanto isso eu corri pra rua a fim de buscar ajuda.
Quando eu cheguei à rua, consegui gritar por socorro, e sente que ali, a vida pra mim, estava findando, por que o mundo naquele momento pra mim acabou e eu cai de costas e ainda pude sente, que a faca que estava cravada em mim,entrou mais ainda pra dentro do meu pescoço,por que eu cai de costas no chão. A partir dali eu não vi mais nada.

[O SOCORRO HUMANO] Segundo os vizinhos que acionaram um nove zero, os bandidos fugiram, antes que policia chegasse. E ao chegar várias viaturas de policia no local, juntamente com eles, veio um carro de reportagem da TV, Bandeirantes. O repórter Ney-Carlos, movido por um espírito de profissionalismo sentiu que deveria fazer uma reportagem do caso para ver qual seria o desfecho final dos fatos, e que nesse momento, saiu acompanhando a viatura do resgate, que estava me levando às pressas ao hospital de pronto socorro.
Segundo testemunhou o repórter,quando deram entrada comigo no centro de cirurgia,os médicos,disseram; Tarde demais, ele não tem mais sinais de vida e que a partir dali se empenhariam apenas em um processo de retirar a faca do pescoço, pois meu corpo não tinha mais sinais vitais, mais no momento de retirada da faca, os médicos se admiraram.

[DE VOLTA PARA A VIDA] Minha respiração e batimentos cardíacos voltaram, naquele instante, eles imediatamente ligaram vários aparelhos de medicina, a fim de manter meu corpo com sinais vitais, até fazer todo o procedimento cirúrgico e que mesmo assim minha chance de sobreviver era zero vírgula zero, em razão da gravidade do caso.

Mas tudo deu certo, até que várias cirurgias foram realizadas, com sucesso, um processo que levou várias horas. E Depois disso ainda passei mais de trinta horas, em estado de coma profundo documentou o repórter Ney-Carlos da TV Band em São Paulo.

[O DESPERTAR DO COMA] Após ter sido despertado, do estado em que eu me encontrava, em volta daquela cama, já havia vários, familiares que chegaram a receber a noticia que eu já havia morrido, mais o Senhor Jesus me deu uma vida nova, e os médicos felizes, pelo excelente trabalho que fizeram,acenaram pra mim com as mãos, e diziam; parabéns Luiz Gonçalves, você foi forte, e suportou tudo, eu ainda não estava falando, mais no meu pensamento, eu dizia para mim mesmo, talvez que os parabéns sejam pra mim, mais a Glória, nunca deixara de ser de Senhor Jesus cristo.

[AS SEQUELAS]. Em razão de tudo, isso eu perdi a fala, e tinha constantemente perda da memória, por causa de tantas pauladas na cabeça, e em razão da facada na nuca, na região cervical, tentava andar e não conseguia os médicos que faziam em mim, o tratamento de fisioterapia, pediam para que eu me esforçasse para andar, e quando eu tentava andar mesmo que apoiando em um aparelho apropriado, a sensação que eu sentia,era horrível, pois eu sentia que minhas pernas eram de panos, e eu me sentia como uma criança, tentando andar e não conseguindo por que as pernas estavam moles, e eu não tinha nenhuma firmeza, e assim foi por vários dias.

Os médicos me mandavam para outros hospitais mais sofisticados para fazer exames mais delicados e mesmo assim tudo continuava do mesmo jeito.

Mais muitas Igrejas estavam orando por mim, para que eu ficasse curado de tudo, e votasse a pregar a palavra do Senhor Jesus como sempre fazia. As visitas pra mim naquele hospital eram constantes,e eu também orava muito ao Senhor para ficar, bom e sair logo dali e poder recomeçar minha vida.Um dia eu recebi a visita de jovem pastor, que por sinal é muito meu amigo,e recebi ali suas orações com muita fé,de ambas as partes.e ainda me lembro das palavras proféticas daquele pastor,dizendo para mim,Luiz Gonçalves,Deus manda dizer pra você, que a Glória da segunda casa será maior que a primeira. Logo quando aquele pastor me abençoou e deixou o quarto onde eu estava eu continuei fazendo orações, e pedindo a Deus que me curasse por completo, e eu disse para o Senhor, que eu saindo daquele hospital, eu iria deixar a meu micro empresa, e meus negócios em particular, e viajar por todo o Brasil e o mundo,por onde quer que ele me envie,pregando a palavra, e testemunhando o milagre. Após ter falado estas palavras ao Senhor Jesus, eu comecei a sente algo diferente naquele quarto.

[A VIZÃO DE UM ANJO] E quando eu olhei para a porta de entrada, um médico apareceu, e olhando para mim, veio andado em minha direção, em suas mãos ele tinha um estojo medicinal, e quando ele chegou a beira da minha cama, ele me disse; filho, feche os teus olhos,por que eu também fui enviado,para cuidar de você e eu fechei os olhos e fiquei imaginando quem seria aquele doutor, que até então eu nunca tinha visto naquele hospital.E estando,de olhos fechados,eu vi tudo que ele fazia,por que na verdade era uma visão do mundo espiritual.

[A CURA ] E ele abriu aquele estojo,por cima do meu corpo,e tornou a fechá-lo e quando eu abri meus olhos,e olhei ao lado direito da minha cama,aquele ser desapareceu e eu não o vi mais,então eu disse pra mim mesmo: Meu Deus cadê aquele médico? Então me veio o discernimento, e disse; Senhor Jesus, agora sei que o Senhor mandou um anjo de Deus a beira da minha cama pra me curar, e a partir daquele momento a minha recuperação causou admiração nos próprios médicos. E com o passar dos dias fiquei totalmente curado, e perfeito, pois o senhor restabeleceu a minha fala, curou a minha memória, e firmou os meus passos. Em meu corpo não ficou nem uma seqüela por que o senhor Jesus Cristo, é a luz que brilhou pra mim, no fim do túnel e tudo terminou com um final feliz. Em razão disso, dois médicos se converteram para cristo. Glória Deus, por tudo que ele fez.

[A JUSTIÇA ] Ao sair do hospital fui chamado pelo delegado de policia civil, para prestar depoimento para que o crime fosse esclarecido e poucos dias depois um dos bandidos foi prezo.

[O REENCONTRO ] Alguns meses depois, fui chamado também no fórum para depor,e fazer o reconhecimento dele,na justiça. O juiz me fez muitas perguntas, e em dado momento ele me perguntou, depois que te deram as pauladas e facadas, o que aconteceu, e eu disse; eles saíram do meu quarto, e me deixaram ali todo amarrado, e agonizando pra morrer, e o que é pior, sem nem uma chance de sair dali, e o juiz então leu mais um texto do processo e perguntou assim, quem foi no teu quarto te socorrer, e eu fui enfático na resposta e disse; Excelência, eu sou cristão Evangélico e creio no poder do alto, ninguém sabia que eu estava dentro daquele quarto, me agonizando, pré-morte a não ser o Senhor Deus, e eu clamei por Jesus em oração, pedindo a ele que me tirasse dali, pois só ele poderia fazer isto e o que aconteceu ali, foi um grande milagre, por que as dores fortes que eu sentia,sumiram a respiração voltou e as de cordas que me prendiam se soltaram sozinhas e eu me levantei dali.

[JUIZ RECONHECE O MILAGRE] E o juiz não tendo outra coisa para escrever no processo, virou para sua assistente judicial e disse; conste nos autos, foi Jesus cristo quem o soltou das cordas. Que maravilha, além dos jornais e programas de TV, até no processo de crime, consta o nome do Senhor Jesus como meu salvador. E neste dia,o réu que esteve ali, foi exatamente o homem que havia me amarrado no dia do crime. Passou alguns meses, o outro criminoso também foi prezo, e eu fui chamado novamente ao fórum para reconhecê-lo, e ao chegar ao fórum uma coisa muita linda aconteceu.

[O PERDÃO] Porque o bandido me pediu que o perdoasse, e eu disse pra ele, que o perdoaria de coração, em seguida ele disse: Pastor eu posso te dar um abraço e eu disse: pode e ele me abraçou e começou a chorar e me disse: Pastor eu posso aceitar Jesus e eu disse: Só não pode como deve e ele mostrava um profundo sentimento de arrependimento e aceitou o Senhor Jesus em seu coração.
Glória Deus, por que ele faz isso e muito mais, e dai em diante não parei mais, viajando por todo o País e mais de seis mil almas já foram alcançadas para Cristo através do testemunho.

[JÁ ERA EVANGÉLICO] Eu já Evangélico mesmo antes da tragédia, depois do milagre Deus me fez um ganhador de almas para o reino de Cristo. Hoje paro e penso sobre quantas vezes fui curado por Jesus de enfermidades que me levariam a morte, tantos livramentos em outros assaltos em São Paulo, quantos livramentos de morte em acidentes de carro pelas estradas do Brasil e por fim os bandidos atravessaram a faca no meu pescoço de um lado para o outro. E mesmo assim Jesus me trouxe da morte para a vida e me curou por completo e não deixou nenhuma seqüela.

Só ficaram as cicatrizes que me deixaram marcado por tantos milagres já alcançados de Jesus Cristo. E por que não dizer sou um homem grandemente abençoado por Deus a ponto de crer nele de tal forma que nem acredito na morte e espero o grande dia da sua volta. para buscar aqueles que o esperam para a salvação,pois afinal milhões de Cristãos estarão vivos no dia de sua volta.
Maranata, hora vem Senhor Jesus.

http://www.ressuscitado.com/

[Gondim Comenta Acusadores]

Quando palhaços discutem...
Ricardo Gondim

Já fui insistentemente provocado a envolver-me em polêmicas. . Vez por outra, sou desafiado por gente que precisa pegar carona numa controvérsia para ganhar fama. Lamento afirmar, mas já caí na armadilha!

O pior é que o meio religioso está povoado de intolerantes que se enxergam separados para preservar a ortodoxia; e como se deliciam em ridicularizar os que não se conformam aos seus dogmas. A gente precisa ficar esperto para não embarcar em suas provocações.

Paulo aconselhou ao seu discípulo Timóteo que não entrasse em debates infrutíferos. Seguindo seu conselho, preciso aprender a desdenhar dos que me desafiam para o ringue teológico e escapar das teias montadas pelos que se enxergam escolhidos para protegerem o que julgam ser a Verdade.

Li um texto do moçambicano Mia Couto (Estórias Abensonhadas – Caminho, Portugal, 2002) e ri muito. Parecia que ele conhecia o ambiente fundamentalista que se alastra no Brasil religioso; considerei tão pertinente que transcrevo:

“Uma vez dois palhaços se puseram a discutir. As pessoas paravam, divertidas, a vê-los.

- É o que?, perguntavam.
- Ora, são apenas dois palhaços discutindo.

Quem os podia levar a sério? Ridículos, os dois cômicos ripostavam. Os argumentos eram simples disparates, o tema era uma ninharice. E passou-se um inteiro dia.

Na manhã seguinte, os dois permaneciam, excessivos e excedendo-se. Parecia que, entre eles, se azedava a mandioca.

Na via pública, no entanto, os presentes se alegravam com a mascarada. Os bobos foram agravando insultos, em afiadas e afinadas maldades. Acreditando tratar-se de um espetáculo, os transeuntes deixavam moedinhas no passeio.

No terceiro dia, porém, os palhaços chegavam a vias de fato. As chapadas se desajeitavam, os pontapés zumbiam mais no ar que nos corpos. A miudagem se divertia, imitando os golpes dos saltimbancos. E riam-se dos disparatados, os corpos em si mesmos se tropeçando. E os meninos queriam retribuir a gostosa bondade dos palhaços.

-Pai, me dê as moedinhas para eu deitar no passeio.
No quarto dia, os golpes e murros se agravavam. Por baixo das pinturas, o rosto dos bobos começava a sangrar. Alguns meninos se assustaram. Aquilo era verdadeiro sangue?

-Não é a sério, não se aflijam, sossegaram os pais.
Em falha de trajetória houve quem apanhasse um tabefe sem direção. Mas era coisa ligeira, só servindo para aumentar os risos. Mais e mais gente se ia juntando.

- O que se passa?

Nada. Um ligeiro desajuste de contas. Nem vale a pena separá-los. Eles se cansarão, não passa o caso de uma palhaçada.

No quinto dia, contudo, um dos palhaços se muniu de um pau. E avançando sobre o adversário lhe desfechou um golpe que lhe arrancou a cabeleira postiça. O outro, furioso, se apetrechou de simétrica matraca e respondeu na mesma desmedida.

Os varapaus assobiaram no ar, em tonturas e volteios. Um dos espectadores, inadvertidamente, foi atingido. O homem caiu, esparramorto.

Levantou-se certa confusão. Os ânimos se dividiram. Aos poucos, dois campos de batalha se foram criando. Vários grupos cruzavam pancadarias. Mais uns tantos ficaram caídos.

Entrava-se na segunda semana e os bairros em redor ouviram dizer que uma tonta zaragata se instalara em redor dos dois palhaços. E que a coisa escaramuçara toda a praça. E a vizinhança achou graça.

Alguns foram visitar a praça para confirmar os ditos. Voltavam com contraditórias e acaloradas versões. A vizinhança se foi dividindo, em opostas opiniões. Em alguns bairros se iniciaram conflitos.

No vigésimo dia se começaram a escutar tiros. Ninguém sabia exatamente de onde provinham. Podia ser de qualquer ponto da cidade. Aterrorizados, os habitantes se armaram. Qualquer movimento lhes parecia suspeito. Os disparos se generalizaram.

Corpos de gente morta começaram a se acumular nas ruas. O terror dominava toda cidade. Em breve, começaram os massacres.

No princípio do mês, todos os habitantes da cidade haviam morrido. Todos exceto os dois palhaços. Nessa manhã os cômicos se sentaram cada um em seu canto e se livraram das vestes ridículas. Olharam-se, cansados.

Depois, se levantaram e se abraçaram, rindo-se a bandeiras despregadas. De braço dado, recolheram as moedas nas bermas do passeio. Juntos atravessaram a cidade destruída, cuidando não pisar os cadáveres. E foram à busca de uma outra cidade“.

Gostei deste texto do Mia Couto. E a moral da estória seria: Aqueles que gostam de discutir apenas para ganhar pelejas ou firmar dogmas, acabam se transformando em palhaços. E quando bufões pelejam, muita gente pode morrer.

Assim, reservo-me a só conversar, tecer os mistérios divinos e ser confrontado em ambientes onde existe afeto, compreensão e respeito. Os outros que procurem palhaços para o seu espetáculo macabro!



Conselhos aos Neo-Inquisidores
Ricardo Gondim


Ficou meio indigesto saber que estava na alça de mira dos professores de seminário como o mais recente despirocado da fé. Perturbei-me, confesso, com os desdobramentos do “diz-que-diz-que” das minhas doidices doutrinárias e com os males que esse ambiente poderia trazer ao coração dos simplórios, e das velhinhas que, porventura, me quisessem bem.

Se no começo senti-me bem abalado, depois preocupado, agora tenho vontade de gargalhar. Esse negócio de ainda catalogar e desqualificar o pensamento alheio, é patético. Demarcar os contornos do exercício acadêmico dentro de rótulos não é apenas anacrônico, mas tosco e primitivo. Junto com meu riso frouxo, tenho dó desses estudantes de teologia, formados por professores com massa encefálica do tamanho de uma ervilha.

Para facilitar os neo-Torquemadas, tentarei reescrever o mapa usado pela Inquisição para identificar, processar e queimar quem ousava pensar fora da cartilha da Santa Igreja.

1. Alfinete com precisão os pontos em que a “nova doutrina” se distancia do que foi sempre aceito como verdade.

2. Procure mostrar a perniciosidade da “nova doutrina” e como ela põe em risco a estabilidade e o futuro da fé.

3. Dê um nome à “nova doutrina”; para derrubá-la você precisa colocá-la dentro de contornos bem claros. Ela precisa de um rótulo.

4. Desqualifique as pessoas que defendem a “nova doutrina”; prove por "a+b" que só um desvairado, um inconseqüente, teria coragem de dizer aquele tipo de coisa e que os lúcidos estão na trincheira oposta.

5. Espiritualize sua cruzada contra a “nova doutrina”; diga que ela nasceu no inferno e você, como um augusto defensor da verdade, não pode permanecer calado.

6. Mostre que os argumentos da “nova doutrina” estão calcados em pessoas estranhas à verdadeira fé; mostre que católicos, judeus, ateus e, principalmente, poetas pecadores são citados para referendar a apostasia.

7. Torne o debate emotivo; antes de tratar suas possíveis discordâncias, faça afirmações bem comoventes; por exemplo: “eu não quero ir para o mesmo céu que ele” ou, “se for assim, esse Deus não me serve”.

8. Tire frases do contexto, construa raciocínios distorcidos, sofisme, contanto que o herege seja enfraquecido.

9. Cite obras sem jamais tê-las realmente lido, mencione a crítica feita aos autores e procure fazer com que as pessoas afirmem: “não li, não gostei”.

10. Reduza os conceitos do herege a um clichê ou a deduções bobinhas; assim os simplórios vão concordar com você.

Enquanto os Inquisidores trabalharm, eu vou continuar a gargalhar e a celebrar a vida; amando meu próximo e procurando concretizar os sinais do Reino de Deus, que já chegou.


Soli Deo Gloria.

http://www.ricardogondim.com.br/Arti

17 de outubro de 2007

[Record e Universal]

TUDO "LEGAL" ENTRE A RECORD E A UNIVERSAL
Por Marcelo Quintela


Domingo de manhã. Fui comprar pão.

Em frente à padaria tem uma porta cristã aberta logo cedo.

A voz rouca ao microfone me chamou atenção. Entrei e me acomodei.

Dentro daquele ambiente, vieram-me lembranças da semana que passou...




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Quinta-feira, dia 27 de setembro.

Inauguração da Record News – novo canal de TV do Sr. Edir Macedo.


Apesar dessa inauguração representar uma maior "democratização do mercado da informação", e mais notícias a nossa disposição, algumas mentalidades cristãs mais escrupulosas diriam que isso tudo assusta muito e ultrapassa a margem da legalidade.



Talvez se diga:


“Uma TV da Igreja? (Na verdade, são duas TVs!). Ou a Igreja que é da TV?

A TV existe com o dinheiro da Igreja? Ou o dinheiro da TV é para a Igreja?

Mas como uma igreja tem duas TV para fins lucrativos, se a igreja é uma entidade beneficente e sem tributação de impostos???”



Calma, cristãos éticos e cidadãos de bem, eu explico:


Não há nada ilegal. A Igreja não tem nada. A igreja não tem fins lucrativos. A igreja tem seu patrimônio e seus mais de 1.500 templos e só. A TV, todavia, não é da igreja. A TV é do Senhor Edir Macedo, mega-empresário do setor de comunicações.

Ele é empresário, e também é bispo da Igreja. Ilegal?

Nada ilegal. Eu também sou profissional liberal e ministro do Evangelho. A clínica é minha. A igreja, não.



"Como ele comprou as estações de TV, então?"



Ora, comprou com o dinheiro dele! Com o “salário” dele de bispo! - suponho.

A maioria dos religiosos não vivem do sacerdócio? Sim! Então qual é o problema?

Nada ilegal. É o chamado pró-labore! Ganha quanto a “instituição” decide que se vai ganhar!



"E a relação TV – Igreja? Parece tudo a mesma coisa, oras??!!"



Parece, mas não é! Nada ilegal tampouco.


Veja o que a Central Record de Comunicação respondeu, por e-mail, ao site Terra:

- A Record lucra com a comercialização de espaços publicitários em sua programação. O horário da madrugada está negociado com o cliente Igreja Universal, que possui diretrizes independentes e distintas em relação à Record.


Viu? Tudo legal. Tudo explicado.

A Universal compra os horários da Record. A Record vende os horários para a Universal.

Vende caro. Muito caro. Super-faturado! Vende por quatro vezes mais do que a Globo vende seus horários da madrugada,

mesmo tendo quatro vezes mais ibope nessa mesma faixa que a Record!

Mas e daí? A cliente paga, oras. Ela aceita o preço! Nada ilegal.



"Mas toda a direção da Record não é constituída de bispos e obreiros da Igreja, não é?"

Sim. Mas procura aí onde isso é ilegal?

A Record contrata seus funcionários como quiser e de onde desejar. A Record não é um orgão público que contrata via concurso.

Se eu quiser colocar meu pai, minha mãe, meu amigo, meu irmão para trabalhar na minha Clínica Privada o que você tem a ver com isso? A empresa é minha, eu contrato quem eu quiser, mesmo que tal pessoa nem tenha ainda a devida formação para o cargo. Isso é problema meu! A clínica não é estatal, é particular!


"Meu Deus, mas de onde vem, então, tanto dinheiro para comprar tanto horário de TV por tão alto valor, visando a nobre causa de evangelizar o país???"

Ora, vem das contribuições espontâneas que se fazem de domingo a domingo, três a quatro vezes por dia, em mais de 1500 templos simultaneamente.

Nada ilegal.


"Como não? É dinheiro do povo!!! Dinheiro que se recebe e sobre o qual não incide impostos?"


Ora, é não é assim com toda associação filantrópica? Ou alguém dá dinheiro forçado? Levanta a mão quem paga na marra? Alguém é obrigado a ofertar? Algum obreiro vai lá e mete a mão no bolso do devoto?

Lógico que não! Daí não haver extorsão e nem subtração. Dá quem quiser!


Portanto, até onde se enxerga, fica assim entendido: Tudo dentro da Lei. Tudo legal!






Domingo de manhã.

Estou naquele culto evangélico do começo desse texto, lembram?

Voltei de meus pensamentos.

Olho para frente.

Tem uma espécie de "arca da aliança" que está girando iluminada sob um altar atrás do púlpito.

O moço na tribuna falava sobre Dagom, o deus filisteu que se ferrou depois que recebeu em seu templo a Arca da Aliança Mosaica roubada da nação vizinha. Na história bíblica, os judeus nem precisaram se mexer em busca da Arca Perdida. O povo inimigo se consumiu em pestes, hemorróidas e tumores até devolverem o objeto sacro!



Conheço a história desde menino! Só não conhecia o aplicativo feito no microfone:


“Você quer vencer Dagom? Quer?

Então... Não se mexa para nada!

Sabe aquele dinheiro que você ia pagar para o advogado tentar tirar seu filho da cadeia?

Sabe aquele dinheiro que você ia usar para comprar o remédio que o médico receitou para a doença crônica?

Você vai trazer aqui na frente, diante da Arca Giratória!!" ("giratória" é expressão minha. Impressionou-me a alegoria. Mas todo o demais, eu ouvi como agora se lê...)



"Não pague o advogado, não compre a medicação! Pratique a fé!

Quanto você não daria para tirar seu filho da prisão? R$ 3.000,00? R$ 2.000,00? Ou não daria até muito mais?

Você não faria todo sacrifício que fosse necessário? Sim ou não?

Então vem trazer esse dinheiro aqui no Balcão de Negócios Divinos" (bom, confesso: “balcão de negócios divinos" ele não falou não... Eu que inventei... Mas juro que só inventei mais essa!)



"Quando você pagaria para ficar curado? Para ter saúde? Não daria até tudo que tem?

Então para que você vai dar esse dinheiro para o remédio se você pode dar para Deus?"



"Quem já tem a arca em casa (uma arca pequenina “dada” aos que exercitam a fé!) vem aqui na frente para nós oramos por você!"



Fiquei sentado com mais alguns poucos.



"Agora vem quem não tem a arca ainda."



Aí todo mundo se levanta e caminha para o altar matadouro. Já sabem que Deus só vai abençoá-los se permitirem que lhes arranquem o couro, a pelo, a lã... (Mas, tudo na vida tem seu preço, não é?)



Daí vejo a fila.

A fila.

Mães desesperadas. Doentes aflitos.



"Você pode ter a Arca da Aliança por R$ 90,00 – não menos que isso!"

(Dessa vez não inventei nada, o limite para levar o objetinho ordinário era esse mesmo!)



Só eu fiquei.

Fiquei só.

Eu, dois obreiros e meu dinheirinho do pão.



Saí.

Saí sem arca.

Saí inteiro...

Mas arrancaram minha alma logo cedo.



Dei as costas, que ficaram pesadas com a tristeza de ter visitado o templo de Dagom. O templo onde a Arca sequestrada gira em exposição, como amuleto!

Sim, eu fui ao templo de Dagon, onde a dádiva é comprada sob signos judaico-cristãos.

E saibam disso todos os seus adoradores: só existe um "deus" que negocia as respostas de oração em espécie - Lá o chamam de "Jesus", mas seu nome é Diabo!*

*O estelionato é de cunho espiritual, mas essa categoria de crime não consta na nossa legislação!



E isso não passa na Record.

Na Record é tudo legal.

Tem até novela com qualidade global.



DESABAFO: Então a gente nunca vai pegar esses caras, entendeu???!!! O dinheiro da Record está dentro da Arca! A Arca-Baú, a Arca-Cofre, a Arca Perdida num templo "cristo-pagão"!



Entretanto, há algo com que eles simplesmente não contam: Deus existe!



- Sim, o dono da Arca existe!

E Ele não obedece a Constituição. Ele ultrapassa a margem da legalidade. Ele é marginal.


E daqui a pouquinho essa Novela termina!




Os últimos capítulos já foram escritos e revelados: Como no registro bíblico, Dagom vai perder a cabeça de novo e a brincadeira de apetrechos bíblicos comercializáveis tem prazo de validade e logo logo logo vai acabar!



Ah! Vai!



"Nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis..."



Outubro de 2007
Marcelo Quintela

Fonte:
http://www.caiofabio.com

13 de outubro de 2007

LIBERDADE RELIGIOSA


Brasil corre risco de ter liberdade religiosa cerceada

O Brasil, país conhecido em todo o mundo por sua tolerância e respeito às diferenças raciais, religiosas e étnicas, entre outras, encontra-se hoje diante de uma flagrante ameaça à liberdade de expressão e culto.
Dois projetos de lei que se propõem a evitar o preconceito, também possuem regras para silenciar e censurar a pregação da Bíblia Sagrada. E sem que a maioria da população se dê conta disso, estão seguindo o trâmite de aprovação no Congresso Nacional.
Um deles está no Senado, prestes a se tornar lei (PL 122/06) e outro com o mesmo teor está na Câmara dos Deputados (PL 6418/2005).
Em breve poderemos assistir pastores sendo presos por pregarem o Evangelho, como em muitos países da África, e pais perdendo a guarda dos filhos por transmitirem a sua convicção religiosa, como ocorre em localidades do Oriente Médio.
Casos como na China e na Coréia do Norte, onde pastores são presos por distribuírem Bíblias, podem se tornar comuns.

Crime de opinião religiosa

Uma leitura mais apurada no texto do PL 122/06 - que prevê detenção de um a três anos para quem for condenado por injúria ou intimidação ao expressar um ponto de vista moral, filosófico ou psicológico contrário ao dos homossexuais - revela que, na prática, a pregação de alguns trechos da Bíblia poderão ser criminalizados, a despeito das diferentes interpretações de correntes doutrinárias.
O PL 122/06 está prestes a ser votado pelos senadores e em seguida seguirá para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para se tornar lei. O governo é favorável à criação desta nova lei e seu posicionamento está claramente expresso no programa ”Brasil sem Homofobia”.
Um projeto ainda mais pernicioso e semelhante a este que tramita na Câmara, o PL 6418/2005, prevê aumento da pena em um terço para qualquer um que fabrique, distribua ou comercialize quaisquer pontos de vista contra homossexuais, sejam impressos ou verbais.
No caso de materiais impressos, a nova lei prevê o confisco e a destruição dos mesmos, o que expõe a Bíblia Sagrada ao risco de ser recolhida e destruída pelas autoridades brasileiras. No caso de transmissões televisivas ou radiofônicas, a lei prevê a suspensão delas.

Perseguição aos ofertantes

A ameaça torna-se ainda mais gritante ao atingir os próprios crentes brasileiros, que são os principais financiadores de missões, igrejas e programas nos meios de comunicação de massa que se propõem a pregar o Evangelho de Cristo.
Isso porque, pelo que está previsto no PL 6418/2005, quem financia, patrocina ou presta assistência a qualquer um que "transgredir essa lei", ou seja, que pregar qualquer ponto que desagrade a um homossexual, poderá ser condenado a uma pena de dois a cinco anos de prisão.
Como cristãos, ou seja, como defensores do amor ao próximo pregado por Jesus Cristo, não aceitamos que qualquer pessoa, homossexual ou não, sofra atos de violência, seja proibida de permanecer em locais públicos ou tenha seus direitos civis violados - pontos que estão servindo de justificativa para os que defendem tais projetos.
Só não podemos permitir a invasão de direitos particulares sobre os direitos coletivos, assegurados na Constituição Federal de 1988, no artigo 5º, inciso VI: "É inviolável a liberdade de consciência e de crença".
Por isso, diante desta séria ameaça aos direitos religiosos de todos nós, cidadãos cristãos, principalmente aos evangélicos, cresce a demanda por uma intensa mobilização por parte de todos aqueles que, independentemente de aprovarem ou não a conduta homossexual, desejam garantir o direito de livre expressão de suas opiniões e convicções, sejam elas contrárias ou não ao homossexualismo.
Esta mobilização, além de ser expressa em orações e jejuns, deve ser acompanhada de uma dinâmica prática, sob diferentes formas, tais como:
1. Envie seu protesto para os senadores e deputados envolvidos na aprovação destas leis... (veja listagem de alguns deles abaixo) por meio de cartas, telefonemas, fax e e-mails;
2. Participe de abaixo-assinados que expressem o descontentamento com estes projetos de lei e assegure que eles sejam entregues às autoridades competentes;
3. Entre em contato com o parlamentar em quem votou e chame a atenção dele à questão;
4. Repasse estas informações sobre a ameaça que estas leis trarão à liberdade de expressão e culto no Brasil a TODOS os seus conhecidos. Utilize seu mailing pessoal e os meios de comunicação de sua igreja.

Nossa tão propagandeada liberdade religiosa pode estar com os dias contados. E não é apenas o cristianismo que está correndo o risco de ser censurado. O islamismo e o judaísmo também, pois todas tratam do assunto em seus livros sagrados.
Portanto, o que está em questão não é o homossexualismo em si e sim a criação de um crime de expressão e opinião religiosa.

Contatos com os senadores diretamente envolvidos no PL 122/06:

Fátima Cleide Rodrigues da Silva (PT-RO), relatora do projeto (a favor)
Tel.: (61) 3311-2391 a 2397
Fax: (61) 3311-1882
Correio eletrônico: fatima.cleide@senadora.gov.br

Paulo Renato Paim (PT-RS), apresentou diversos projetos neste sentido, condensados no PL 122/06 (a favor)
Tel.: (61) 3311-5227/5232
Fax: (61) 3311-5235
Correio eletrônico: paulopaim@senador.gov.br

Marcelo Bezerra Crivella (PRB-RJ) - (contrário à redação como está)
Tel.: (61) 3311-5225/5730
Fax: (61) 3311-2211
Correio eletrônico: crivella@senador.gov.br

Para encontrar os nomes, endereços e telefones de cada senador e a íntegra do projeto de lei acesse: http://www.senado.gov.br

Contatos com os deputados diretamente envolvidos no PL 6418/2005:

Janete Rocha Pietá (PT-SP), relatora do projeto (a favor)
Telefone:(61) 3215-5578
Fax: (61) 3215-2578
Correio eletrônico: dep.janeterochapieta@camara.gov.br

Pastor Manoel Ferreira (PTB-RJ) (contrário à redação como está)
Telefone:(61) 3215-5226
Fax:(61) 3215-2226
Correio eletrônico: dep.pastormanoelferreira@camara.gov.br

Para encontrar os nomes, endereços e telefones de cada deputado e a íntegra do projeto de lei acesse: http://www.camara.gov.br.

Fonte: Missão Portas Abertas - www.portasabertas.org.br

11 de outubro de 2007

Video mostra suposto Anjo de Fogo!

Video mostra suposto Anjo de Fogo em estrada de Jerusalém

Em uma estrada perto de Jerusalem, a caminho de Emaus, um suposto anjo de fogo apareceu em frente a um ônibus da caravana do Ap. Renê Terra Nova.



Fonte:
http://www.gospelmais.com.br

9 de outubro de 2007

Não há morte sem dor

Uma visão antropológica sobre a prática do infanticídio indígena no Brasil

por Ronaldo Lidório

Neste artigo pretendo abordar o infanticídio indígena como fato social e expor as teorias antropológicas que fundamentam as idéias de apoio e oposição a tal prática no meio acadêmico. Farei uma tentativa de olhar também para o fato em si, do ponto de vista humano, daquele que o pratica ou experimenta, suas razões e cenário. Por fim darei sugestões sociais para sua interpretação e possíveis reações, através de um diálogo construtivo.

Infanticídio vem do latim infanticidium e significa objetivamente “morte de criança” nos primeiros anos de vida. Ao longo da história, foi aplicado a ambientes de morte induzida, permitida ou praticada, pelos mais variados motivos, normalmente sociais e culturais.

Fortes expõe a prática do infanticídio entre os Gauleses, nos primeiros séculos, como forma de regular o equilíbrio numérico entre os clãs[i] e, após quase 2 milênios compara tal prática com os Tallensi de Gana, África, em nossos dias. Na China, é elevado o índice de aborto de meninas, fato também encontrado no norte da Índia e tribos minoritárias da Indonésia. Entre os Konkombas de Gana a prática do infanticídio está ligada à sobrevivência[ii]. Em anos de seca, em que o acesso à alimentação é limitado, as crianças mais fracas e especialmente as enfermas (sobretudo as deficientes) podem não ser alimentadas devidamente, gerando desnutrição e morte. No Brasil indígena Cardoso de Oliveira nos fala sobre o antigo costume Tapirapé de matar a quarta criança, regulando assim o número máximo de três filhos por casal[iii]. Bamberger nos relata sobre o uso de uma planta da família das simarubáceas (Simaroubaceae) como anticoncepcional ou abortivo pelas mulheres Caiapó[iv] e Crocker relata sobre o infanticídio praticado pelos Bororo a partir de sonhos ou impressões de mau augúrio antes do parto[v]. Com base no Censo Demográfico de 2000, pesquisadores do IBGE constataram que para cada mil
crianças indígenas nascidas vivas, 51,4 morreram antes de completar um ano de vida, enquanto no mesmo período, a população não-indígena apresentou taxa de mortalidade de 22,9 crianças por cada mil. Há poucas pesquisas objetivas sobre o assunto.

O infanticídio, portanto, não é um fato isolado nem mesmo reside em um passado distante. É uma experiência atual e demanda, em si, uma avaliação antropológica isenta de partidarismo ou remorsos, que venha a observar este fato e suas implicações sociais para aqueles que o experimentam bem como os que o observam.

A Antropologia possui diversas formas de abordar práticas e costumes em um povo específico. Conseqüentemente, isso permite diferentes formas de interpretar uma cultura. A respeito do infanticídio (aceito, induzido ou estimulado em um grupo) há principalmente duas correntes teóricas que avaliam o fato, por ângulos distintos.


O relativismo ético-cultural


No Brasil, é basicamente o relativismo cultural, em confronto com os fundamentos da universalidade ética, que tem gerado os argumentos para as discussões em torno do infanticídio indígena.

O relativismo cultural, inicialmente desenvolvido por Franz Boas e com base no historicismo de Herder, defende que bem e mal são elementos definidos em cada cultura. E que não há verdades universais visto que não há padrões para se pesar o comportamento humano e compará-lo a outro. Cada cultura pesa a si mesma e julga a si mesma. A mutilação feminina, portanto, não poderia ser avaliada como certa ou errada, mas sim aceita ou rejeitada socialmente, de acordo com o olhar da cultura local sobre este fato social. Para o relativismo radical não há valores universais que orientem a humanidade, mas valores particulares que devem ser observados e tolerados. E assim, em sua compreensão de ética, o bem e o mal são relativos aos valores de quem os observa e experimenta.

A grande contribuição do relativismo foi abrandar a arrogância das nações conquistadoras e gerar uma visão de tolerância cultural, especialmente nos encontros interculturais. Boas se contrapunha ao evolucionismo de Tylor, Frazer e Morgan que viam na civilização ocidental o estágio evoluído da humanidade, enquanto as nações e povos não ocidentais, “sub-evoluídos”, buscariam no ocidente um modelo humano de moral e organização. Conseqüência desta positiva contribuição do relativismo foi a fomentação da idéia de igualar o valor humano, indistinto de sua língua, cultura e história. Herder defendia que toda moral define seus valores no Volksgeist (literalmente espírito do povo), e entende que cada povo define seu próprio Geist, fazendo com que cada grupo possua valores sociais únicos e incomparáveis. Era uma reação ao Iluminismo que defendia os princípios universais de justiça, sobretudo na França.

O relativismo radical, porém, torna as culturas estáticas e estanques e as pretere de transformações autônomas, mesmo as desejadas e necessárias. Paradoxalmente, ele produz um forte etnocentrismo que se contrapõe à todo e qualquer processo de mudança ou transformação. Para estes a moral se enraíza na cultura e não na humanidade, rompendo assim com qualquer possibilidade de avaliação ou emissão de juízo sobre práticas ou costumes do outro. O bem é o bem permitido na cultura, cultivado por ela. O mal é seu oposto. Enquanto o infanticídio é parte do mal entre os espanhóis pode ser parte do bem entre os Yanomami, desde que esta seja a ótica de cada um sobre este fato social. Este relativismo, praticado de forma radical, incapacita o indivíduo, qualquer indivíduo, de propor mudanças em sua própria cultura por entender a cultura como um sistema estático e imutável, um universo a parte, pressupondo que as presentes normas culturais são perfeitas em si. Nasce daí o purismo antropológico, que enxerga todo elemento cultural como relevante e absoluto, todo costume como funcional e toda prática como algo justificável, sem necessidade de avaliação ou contraste, mesmo pelo próprio povo.


A fundamentação da universalidade ética

A defesa da fundamentação da universalidade ética, por outro lado, pressupõe que os homens, povos e culturas fazem parte de uma sociedade maior que é a sociedade humana. E esta possui, em si, valores universais de moralidade como a dignidade, sobrevivência do grupo e busca pela continuidade da vida individual. Sérgio Rouanet nos diz que mudanças podem ser necessárias no caso de grupos materialmente carentes ou regidos por normas e instituições de caráter repressivo. E que também tais mudanças devem ser conduzidas levando em conta a autonomia e interesse das populações[vi]. Ele nos diz que “a antropologia comunicativa... opondo-se ao relativismo puro acredita que a mudança através do contato intercultural é possível e desejável”[vii].

Para Roberto Cardoso a mudança é possível se percebida sua necessidade e deve ser processada no interior de uma comunidade intercultural de argumentação[viii]. Ele se baseia no etno-desenvolvimento que, na declaração de San José (1981) é “o fortalecimento da capacidade autônoma de decisão de uma sociedade culturalmente diferenciada para orientar seu próprio desenvolvimento e o exercício da autodeterminação”.

O valor desta fundamentação da universalidade ética é reconhecer que o homem, mesmo distinto e disperso compartilha valores inerentes. Pressupõe que fazemos parte de uma aldeia global e que, portanto, temos a ganhar no intercâmbio das idéias e valores. Que este intercâmbio, ao contrário de ser nocivo e etnocida, é construtivo. Que todo diálogo pode transmitir conhecimento aplicável em um contexto paralelo. É preciso compreender que o diálogo, praticado com base no respeito mútuo, é construtivo. Irá gerar um ambiente de avaliação da vida, necessário a todo o homem, visto que a cultura não é estática e muito menos a história.

Rouanet expõe que “o homem não pode viver fora da cultura, mas ela não é seu destino, e sim um meio para sua liberdade. Levar a sério a cultura não significa sacralizá-la e sim permitir que a exigência de problematização inerente à comunicação que se dá na cultura se desenvolva até o telos do descentramento”. Este argumento nos leva a compreender que os conflitos são universais, tais como a morte, o sofrimento, a discriminação ou a repressão. E perante estes conflitos podemos compartilhar a mútua experimentação na busca de soluções internas. Ao conversar com um índio Tariano no Alto Rio Negro, após prolongada sessão de perguntas sobre o processo tradicional Tária de sepultamento, ele concluiu dizendo que “como vocês brancos devem também saber, não há morte sem dor”. A dor, universal, resultado de conflitos e mazelas também universais, pede soluções internas que devem ser compartilhadas em um diálogo construtivo.


A unicidade humana e sua capacidade de transformação


Se por um lado o ambiente colabora para identificarmos os conflitos partilhados, o desenvolvimento de idéias únicas, e iniciativas incomparáveis e pioneiras, define o homem em sua essência. Konkombas e Bassaris, no nordeste de Gana, África, possuem 1.200 anos de história de convivência e partilha ambiental, mas observamos as fórmulas de parentesco divergirem rigorosamente. Os primeiros são endogâmicos (casam-se somente entre si) enquanto o segundo grupo pratica a exogamia (casam-se exclusivamente com pessoas de fora de seu circuito de parentesco) como valor chave para sua interação sociocultural.

Recorremos, portanto, às palavras de Laraia quando diz que “a grande qualidade da espécie humana foi a de romper com suas próprias limitações: um animal frágil, provido de insignificante força física, dominou toda a natureza e se transformou no mais temível dos predadores. Sem asas, dominou os ares; sem guelras ou membranas próprias, conquistou os mares. Tudo isto porque difere dos outros animais por ser o único que possui cultura”[ix]. A unicidade humana, sua capacidade de iniciar novas coisas, desenvolver idéias e reconstruir o comportamento social o destaca do restante dos seres. Apesar da cultura abrigar o homem e encaminhá-lo em sua vida, é o homem quem a define. Uma simples idéia, um grito ou uma iniciativa pode mudar o rumo do grupo, alterar suas crenças fundamentais e gerar distinções sociais. Dentre diversas capacidades inerentes ao homem, uma delas é a de transformação social.

Brzezinski nos alerta que “a cultura vai se tornar a linha divisória do debate sobre a liberdade e os direitos humanos. (...) Rejeita a noção de direitos humanos inalienáveis com base no fato de que essa noção reflete uma perspectiva ocidental bastante provinciana”[x]. Como conseqüência do relativismo radical, parte da Antropologia brasileira possui nítida dificuldade em emitir qualquer julgamento ao que se apresenta como culturalmente definido, rotulando assim todo questionamento endereçado a uma prática ou costume, em um determinado ambiente cultural, como falta de aceitação ou intolerância. A ausência de diálogo e escambo intercultural privará diversos povos de soluções internas que precisarão encontrar daqui a 30 ou 40 anos, levando-os a olhar para trás e nos julgar, pela nossa omissão.

O machismo, na América Latina, embora seja cultural, é atacado e limitado por políticas públicas que vêem neste elemento cultural um dano ao próprio homem e sociedade. O jeitinho brasileiro, que patrocina a corrupção e tolerância de pequenos delitos, apesar de ser resultante de elementos também culturais não deixa de ser compreendido como nocivo ao homem. Como tal não é aceito pela sociedade como desculpa para a continuidade de práticas danosas à vida. O mesmo poderíamos falar a respeito do racismo. Nestes três casos a universalidade ética é evocada e aceita de forma geral pela sociedade e os direitos humanos são reconhecidos. Porque que não no caso de elementos culturais nocivos à vida, em contexto indígena? Isto me leva a aceitar a especulação de Maquiavel de que a guerra do vizinho nos incomoda menos do que nosso pequeno conflito familiar.

Como parte de um grupo de trabalho que estudou o infanticídio em Gana, no noroeste africano, entre 1995 e 1999, percebi que apesar das motivações para tal prática serem extremamente distintas de grupo a grupo, a morte, qualquer morte, causava sofrimento. Entre os Kassena, o infanticídio era motivado pelo desejo de se fortalecer o clã central, de chefia. Entre os Bassari, pelo desejo de aplacar a fúria dos espíritos causadores do nascimento de crianças deficientes. Entre o povo Konkomba por motivações de subsistência, privilegiando as crianças mais fortes na alimentação diária. Porém, nenhum destes grupos, ou qualquer outro sobre o qual tenhamos estudado, vê o infanticídio como uma prática construtiva, mas sim uma solução interna a partir de uma realidade social danificada. Esta cosmovisão local poderia ser comprovada a partir do conseqüente sofrimento experimentado.

Em Santa Isabel do Rio Negro, no ano de 2006, observei uma moça Yanomami à procura de ajuda no hospital local. Esmurrava seu ventre aparentemente tentando interromper sua gravidez no sétimo mês de gestação. Um enfermeiro local, comentando o fato, anunciou que nada se podia fazer, pois era uma atitude cultural, uma escolha compreendida apenas dentro do universo Yanomami. Mais adiante, interessado em observar o caso de perto, consultei seu irmão que a acompanhava ao hospital. Este claramente me confirmou que aquela gravidez era indesejada pelo grupo e, portanto, poderia ser interrompida. A escolha, apesar de ser de sua irmã, não aconteceria sem a pressão do grupo. Enquanto grávida, ou mesmo após ter a criança, ela não poderia transitar livremente pela aldeia e nem no seio da família, sofrendo privações. Ao explicar as motivações culturais para tal ato, tanto os temores como as limitações sociais definidas, ficou claro que todas as partes envolvidas compartilhavam certo grau de sofrimento. A moça, que esmurrava seu ventre, não o fazia sem indignação. O grupo, que a pressionava, o fazia nutrido pelo medo e tradição. O irmão, que a acompanhava, se sentia impotente e confuso. Apesar das diferentes cores que pintam nossos valores culturais, tão plurais, compartilhamos dos mesmos sofrimentos humanos e sociais.


Nossa história, nosso peso


Não podemos negar que a postura antropológica brasileira, não intervencionista, é influenciada também pela culpa coletiva pelo passado, pela forma desastrosa como os indígenas foram julgados e condenados. Postura semelhante se viu na Alemanha pós-nazista que, de uma xenofobia causticante, se extremou por algum tempo nos caminhos de uma tolerância radical ao diferente, qualquer diferente, mesmo o nocivo socialmente.

Calcula-se que havia 1,5 milhão[xi] de indígenas no Brasil do século 16, os quais, irreparavelmente, somam hoje não mais de 350 mil. Infelizmente, essa realidade etnofágica vai muito além das estatísticas e das palavras, pois é composta por faces, vidas, histórias e culturas milenares, as quais têm sofrido ao longo dos séculos a devassa dos conquistadores, a forte imposição econômica e perdas sociais tremendas. Permita-me redefinir os termos desta afirmação em uma impressão coletiva. Os conquistadores não são os outros. Somos nós.

A sociedade indígena ainda vive hoje sob o perigo de extinção. Não necessariamente extinção populacional, mas igualmente severa, quando se perde língua, história, cultura e direito de ser diferente e pensar diferente convivendo em um território igual.

Segundo Lévi-Strauss, a perda lingüística é um dos sinais de declínio de identidade étnica e decadência de uma nação. Ao observarmos tal sinal, percebemos quão desolador é o cenário. Michael Kraus afirma que 27% das línguas sul-americanas não são mais aprendidas pelas crianças[xii]. Isso significa que um número cada vez maior de crianças indígenas perde seu poder de comunicação a cada dia.

Aryon Rodrigues estima que, na época da conquista, eram faladas 1.273 línguas,[xiii] ou seja, perdemos 85% de nossa diversidade lingüística em 500 anos. Luciana Storto chama a atenção para o Estado de Rondônia, onde 65% das línguas estão seriamente em perigo por não serem mais aprendidas pelas crianças e por terem um ínfimo número de falantes. Precisamos perceber que a perda lingüística está associada a perdas culturais complexas, como a transmissão do conhecimento, formas artísticas, tradições orais, perspectivas ontológicas e cosmológicas.

Perante tal realidade somos levados a observar o passado e defender uma postura radicalmente não intervencionista, não dialógica, no presente. No subconsciente talvez estejamos tentando minimizar o risco de outros erros. Porém não percebemos que esta omissão apenas há de contribuir para a ausência de soluções de subsistência, seja numérica, lingüística ou cultural, dos povos indígenas do Brasil. Não devemos evitar o diálogo, mas sim a subversão. Não devemos nos omitir da busca coletiva pela solução de conflitos, mas sim evitar a imposição em reações que não sejam autônomas. Ao participar da construção do ambiente que gera o dano devemos também participar da busca pelas soluções.


Os direitos humanos universais e o infanticídio

A Declaração Universal dos Direitos Humanos aprovada pela ONU em 1948 promulga que “todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos”[xiv]. Afirma também que “toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e segurança pessoal”[xv]. Continua declarando que “todos são iguais perante a lei e têm o direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei (...) contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação”[xvi]

A conferência Mundial sobre Direitos Humanos (1993), fórum preparatório para as declarações de Túnis (1992), Bangladesh (1993) e a Conferência de Viena, discutiram e alertaram para o perigo do relativismo radical como teoria embasadora para a avaliação de práticas e costumes culturalmente definidos. O ministro das relações exteriores da Indonésia, em 14 de junho de 1993, afirmou, na Declaração de Bangkok, que “não viemos a Viena (...) para defender um conceito alternativo de direitos humanos, baseado em alguma noção nebulosa de relativismo cultural como falsamente acreditam alguns”. O vice-ministro das relações exteriores do Irã, em 18 de junho de 1993, declarou que “os direitos humanos, sem sombra de dúvida, são universais (...) e não podem estar sujeitos ao relativismo cultural”. O vice-ministro das relações exteriores da República Socialista do Vietnã, em 14 de junho de 1993, observou que “os direitos humanos são, ao mesmo tempo, um padrão absoluto de natureza universal e uma síntese resultante de um longo processo histórico (...) universalidade e especificidade são dois aspectos orgânicos dos direitos humanos inter-relacionados, que não se excluem, mas coexistem e interagem”.[xvii]

A Declaração de Viena, aprovada pela Conferência Mundial dos Direitos Humanos, rejeitou o relativismo cultural radical e defendeu a universalidade ética, mesmo sujeito ao pluralismo de culturas e cosmovisões. No parágrafo 5º da Declaração de Viena lemos que “todos os direitos humanos são universais, indivisíveis, interdependentes e inter-relacionados (...). Embora particularidades nacionais e regionais devam ser levadas em consideração, assim como os diversos contextos históricos, culturais e religiosos, é dever dos Estados promover e proteger todos os direitos humanos e liberdades fundamentais, sejam quais forem seus sistemas políticos e culturais”[xviii].

Conclusão

A antropóloga Keila Pienezi expõe que “O Estado tem um papel muito importante e não pode se omitir sobre ele, que é o de garantir o direito à vida e às condições para as crianças crescerem e terem acesso à cidadania. Isso pode ser feito por meio de diálogo com as diferentes etnias que nós temos no País”[xix].

Alguns fatos dialógicos positivos em contexto inter-cultural podem ser ressaltados. O primeiro advém da ação da FUNASA no tratamento de enfermidades básicas entre as populações indígenas no Brasil, entre elas a malária. Apesar dos grupos indígenas não abandonarem, em grande parte, sua forma natural de tratamento, um número expressivo de grupos indígenas reconhece e utiliza hoje o tratamento anti-malarial proposto pela FUNASA para os casos de malária reconhecidos por eles e pelos seus agentes de saúde. Tal atitude dialógica presta um serviço necessário e vital. Salva vidas e não agride os povos. Se em algum momento tal agressão for observada, deve-se mais à abordagem do que à proposta. No Alto Rio Negro e ao longo do Rio Solimões tenho observado todas as etnias procurando e valorizando o acesso ao tratamento deste mal reconhecidamente causador de sofrimento humano, a despeito de sua diversidade lingüística e cultural, e mesmo das diferentes soluções internas que cada grupo historicamente propõe para o tratamento da malária em seu universo.

O segundo fato dialógico nos é fornecido por Cardoso de Oliveira e trata-se da prática do infanticídio entre os Tapirapé. O processo se dava na eliminação do quarto filho, limitando assim cada família a, no máximo, três filhos. A ação de freiras católicas para assegurar a sobrevivência do indivíduo que nasce bem como do grupo, que corria risco de extinção (chegou apenas a 54 indivíduos) se deu através do diálogo e não da imposição. A argumentação das freiras, aceita finalmente pelo grupo, se baseava na valorização do próprio grupo, e seu gradual enfraquecimento, com o infanticídio. Cardoso de Oliveira nos expõe que a decisão de extinção do infanticídio se deu em um círculo culturalmente definido, autônomo, não induzido. Neste caso os Tapirapé aceitaram o argumento da razão humana, social e cultural. Observo, portanto, que nas mudanças necessárias que envolvem risco de sobrevivência, subsistência e dignidade, os povos tendem a repensar seus valores com base nos efeitos objetivos sobre o próprio grupo, aceitando o argumento mais forte que privilegie sua sobrevivência.

O terceiro fato dialógico nos é exposto por Edson e Márcia Suzuki[xx], co-fundadores da ONG ATINI (Voz pela Vida), que, atendendo ao apelo dos pais colaboraram com a retirada de dois bebês da tribo Suruwahá em 2005 para tratamento apropriado em São Paulo. A retirada dos bebês os liberava do sacrifício por iniciativa da comunidade Suruwahá. Iganani, uma das crianças, chegou a ser deixada na mata para morrer mas foi resgatada pela mãe, por convencimento da avó. Tititu, a outra criança, quase foi flechada pelo pai que decidiu levá-la aos “brancos” a procura de ajuda. A mãe de Iganani chama-se Muwaji e explicitou seu desejo por ajuda. Desejava, a despeito da prática comunitária de seu grupo, preservar a vida da sua filha. Os Suzukis, durante cerca de 20 anos vivendo entre os Suruwahá, contabilizam cerca de 28 casos de infanticídio no grupo. Este fato social (a preservação da vida por iniciativa indígena, de crianças que seriam sacrificadas na comunidade por iniciativa dos próprios indígenas) abriu um precedente ético e comportamental entre os Suruwahá. É possível que percebam o que Pritchard chama de possibilidade de solução. Quando um povo, pela iniciativa de uma idéia ou ato, repensa suas soluções para o sofrimento e as adequa a práticas mais humanizadoras na cosmovisão do próprio grupo. A ATINI também tem sido promotora da conscientização sobre o direito à vida em cerca de 50 etnias em nosso país através das cartilhas sobre os direitos humanos aplicados ao universo indígena[xxi].

Devemos reconhecer o direito de todo povo de dialogar com outros povos a respeito do sofrimento e suas soluções. De compreendê-las, compará-las e decidir sobre qual solução tomar.

Devemos reconhecer o direito de todo indivíduo de levantar-se contra os valores culturais experimentados e propor novas alternativas, sobretudo nos casos em que há dano à vida, à dignidade e à subsistência.

Devemos reconhecer que nenhuma cultura é estática ou isolada da sociedade humana. E que, pertencente a esta, partilha também os mesmos sonhos e conflitos. Que a ação dialógica, sob o manto da autonomia de cada povo, trás benefícios humanos que não estancam a vivência cultural pois práticas aceitas na atualidade remontam a decisões passadas por critérios próprios ou adquiridos.

Que o Estado brasileiro deve tratar o infanticídio indígena de forma ativa, informando e dialogando com as sociedades indígenas em nosso país a respeito das alternativas para solução deste conflito interno, que isente a morte das crianças. Que garanta o direito de vida, criação e dignidade dos indivíduos, independente de seu segmento étnico.



* Teólogo e doutor em Antropologia. Membro da American Anthropological Association. Pastor presbiteriano e membro da APMT e Missão AMEM. Consultor e autor de projetos de direitos humanos e reorganização social pós-guerra em Gana, África, entre 1995 a 1999.

Notas de fim

[i] Fortes, M, 1940, The Political System of the Tallensi of the Northern Territories of the Gold Coast, London: Oxford University Press.
[ii] Lidorio, R. Artigo: Cultural identity and religious phenomenology among the Konkomba people. Accra - Journal of Anthropology. Vol 12, 2000.
[iii] Cardoso de Oliveira, Roberto. “A situação atual dos Tapirapé”. Boletim
do Museu Paraense Emílio Goeldi, N Série, Antropologia 3. Belém. 1959.
[iv] Bamberger, Joan. Ethnobotanical notes on simaba in Central Brazil.
Botanical Museum Leaflets 21: 59-64. Cambridge: Harvard University. 1963.
[v] Crocker, Jon Christopher. Vital Souls: Bororo Cosmology, natural symbolism
and shamanism. The University of Arizona Press. 1985.
[vi] Rouanet, Sergio Paulo. Artigo: Ética e antropóloga. Revista Estudos Avançados. Edição 10, set./dez 1990.
[vii] Rouanet. Sergio Paulo. Op. Cit.
[viii] Cardoso de Oliveira, Roberto. A questão Étnica: qual a possibilidade de uma ética global? Arizpe, Lourdes (Org.). As Dimensões Culturais da Transformação Global: uma abordagem antropológica. Brasília. UNESCO, 2001.
[ix] Laraia, Roque de Barros. Cultura, um conceito Antropológico. Zahar Editor. 1997
[x] Brzezinski, Z. The new chalenges to human rights. Journal of Democracy, v.9, n.2, Apr. 1995, p. 4
[xi] Antropólogos da ALAB falam em 5 milhões.
[xii] Krauss, Michael. The world’s languages in crisis.
[xiii] Rodrigues, Aryon. Línguas indígenas — 500 anos de descobertas e perdas.
[xiv] Artigo primeiro – Declaração Universal dos Direitos Humanos. 1948.
[xv] Artigo terceiro – Declaração Universal dos Direitos Humanos. 1948.
[xvi] Artigo sétimo – Declaração Universal dos Direitos Humanos. 1948.
[xvii] Symonides, Janus (Org). Direitos Humanos – Novas dimensões e desafios. UNESCO. 2003, pg 57.
[xviii] Symonides, Jauns (Org.). Op. Cit.: pg 59.
[xix] Keila M Pienezi, defendendo a criação de políticas públicas e fiscalização contra o assassinato de crianças após o parto – infanticídio.
[xx] Etnolingüistas, com mestrado em lingüística indígena pela Universidade Federal de Rondônia. Missionários da JOCUM e pesquisadores.
[xxi] As cartilhas “O direito de viver” (série Os direitos da Criança) bem como a cartilha “Fara me ati amake me nafi me hirihi nabonehe” (Declaração dos direitos humanos, adaptada para o contexto indígena)

VISITE: www.ronaldo.lidorio.com.br

6 de outubro de 2007

Carta aberta sobre o infanticídio

Estamos juntando forças para pensar e agir sobre um assunto por demais importante. Trata-se do infanticídio praticado em etnias indígenas brasileiras sem que seja dado à família ou povo condições de diálogo sobre o assunto, na busca por outras soluções para as questões culturais que motivam tais fatos.


A ONG ATINI (Voz pela Vida) tem se proposto a discutir o infanticídio com o indígena e colaborar para a superação deste tabu social. Os elementos culturais que motivam o ato são dos mais variados em distintas etnias. Entre os Yanomami seria a promoção do equilíbrio entre os sexos. Entre os Suruwahá a deficiência física. Entre os Kaiabi o nascimento de gêmeos (sendo que a primeira criança é preservada), e assim por diante. Este não é um assunto exclusivo de nosso país. Na África centenas de etnias praticam o infanticídio. Muitos Konkombas de Gana, motivados pela subsistência, alimentam apenas as crianças mais fortes. Os Bassaris do Togo sacrificam as crianças que nascem com deficiência. Os Chakalis da Costa do Marfim o fazem por privilegiar o sexo masculino. Na China há amplo aborto de bebês do sexo feminino, por preferirem os meninos. Em dezenas de países o Estado e a sociedade têm se voluntariado para refletir sobre o infanticídio e tratá-lo à luz dos Direitos Humanos Universais. No Brasil ainda temos uma caminhada pela frente.

A ONG ATINI tem também distribuído amplamente a cartilha "O Direito de Viver" em mais de 50 etnias indígenas, gerando assim o ambiente necessário para o indígena brasileiro refletir sobre as questões ligadas ao infanticídio e outros atos nocivos à vida, dignidade e sobrevivência. Saiba mais acessando o endereço www.vozpelavida.blogspot.com.

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Brasília, tem promovido audiências públicas e debates discutindo o assunto como passo preparatório para a votação da lei Muwaji que regula e promove o diálogo construtivo pró-vida com os povos indígenas em nosso país. É o Projeto de lei 1057/2007 que aguarda parecer de aprovação no plenário. Não podemos nos omitir.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos aprovada pela ONU em 1948 promulga que “todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos” (Art. 1). Afirma também que “toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e segurança pessoal” (Art. 3). Continua declarando que “todos são iguais perante a lei e têm o direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei (...) contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação” (Art.7). Saiba mais sobre a declaração acessando www.unhchr.ch/udhr/lang/por.htm .

A disputa no mundo das idéias é travada com base em duas teorias opostas. O Relativismo (neste caso mais extremado, radical) e a Universalidade Ética. O Relativismo radical torna as culturas estáticas e estanques e as pretere de transformações autônomas, mesmo as desejadas e necessárias. O bem é o bem permitido na cultura, cultivado por ela. O mal é seu oposto. Este relativismo, praticado de forma radical, incapacita o indivíduo, qualquer indivíduo, de propor mudanças em sua própria cultura por entender a cultura como um sistema estático e imutável, um universo a parte, pressupondo que as presentes normas culturais são perfeitas em si. Nasce daí o purismo antropológico, que enxerga todo elemento cultural como relevante e absoluto, todo costume como funcional e toda prática como algo justificável, sem necessidade de avaliação ou contraste, mesmo pelo próprio povo.

A Universalidade Ética, por outro lado, pressupõe que os homens, povos e culturas fazem parte de uma sociedade maior que é a sociedade humana. E esta possui, em si, valores universais de moralidade como a dignidade, sobrevivência do grupo e busca pela continuidade da vida do indivíduo. Rouanet expõe que o homem não pode viver fora da cultura, mas ela não é seu destino, e sim um meio para sua liberdade. Levar a sério a cultura não significa sacralizá-la e sim permitir que a exigência de problematização inerente à comunicação que se dá na cultura se desenvolva até o seu descentramento. Este argumento nos leva a compreender que os conflitos são universais, como a morte, o sofrimento, a discriminação ou a repressão. Perante conflitos universais podemos compartilhar a mútua experimentação na busca de soluções internas. Ao conversar com um índio Tariano no Alto Rio Negro, depois de prolongada sessão de perguntas sobre o processo tradicional Tária de sepultamento, ele concluiu dizendo que “como vocês brancos devem também saber, não há morte sem dor”. A dor, universal, resultado de conflitos e mazelas também universais, pede soluções internas que devem ser compartilhadas em um diálogo construtivo.

Porém este não é um conflito puramente de idéias e teorias em um cenário antropológico. Lida com vidas, histórias e ambientes humanos.

Devemos reconhecer o direito de todo indivíduo de levantar-se contra os valores culturais experimentados pelo seu grupo e propor novas alternativas, especialmente nos casos em que há dano à vida, à dignidade ou à subsistência.

Devemos reconhecer que nenhuma cultura é estática ou isolada da sociedade humana. E que, pertencente a esta, partilha também os mesmos sonhos e conflitos. Que a ação dialógica, sob o manto da autonomia de cada povo, trás benefícios humanos que não estancam a vivência cultural pois práticas aceitas na atualidade remontam a decisões passadas, por critérios próprios ou adquiridos.

Devemos reconhecer que o Estado brasileiro deve tratar o infanticídio indígena de forma ativa, informando e dialogando com as sociedades indígenas em nosso país a respeito das alternativas para solução deste conflito interno, que isente a morte das crianças. Que garanta o direito de vida, criação e dignidade dos indivíduos, independente de seu segmento étnico.

Edson e Márcia Suzuki, etnolinguistas e missionários da JOCUM, colaboraram para a retirada de dois bebês da tribo Suruwahá em 2005 para tratamento apropriado em São Paulo, atendendo ao apelo dos pais. A retirada dos bebês os liberava do sacrifício por iniciativa da comunidade Suruwahá. Iganani, uma das crianças, chegou a ser deixada na mata para morrer mas foi resgatada pela mãe, por convencimento da avó. Tititu, a outra criança, quase foi flechada pelo pai que decidiu levá-la aos “brancos” a procura de ajuda. A mãe de Iganani chama-se Muwaji e explicitou seu desejo por ajuda. Desejava, a despeito da prática milenar comunitária de seu grupo, preservar a vida da sua filha. Os Suzukis, durante cerca de 20 anos vivendo entre os Suruwahá, contabilizam cerca de 28 casos de infanticídio no grupo. Este fato social, a preservação da vida por iniciativa indígena, de crianças que seriam sacrificadas na comunidade, abriu um precedente ético e comportamental entre os Suruawahá. É possível que percebam o que Pritchard chama de possibilidade de solução. Quando um povo, pela iniciativa de uma idéia ou ato, repensa suas soluções para o sofrimento e as adequa a práticas mais humanizadoras na cosmovisão do próprio grupo

Escrevi o artigo “Não há morte sem dor - uma visão antropológica sobre a prática do infanticídio indígena no Brasil". Você pode também acessá-lo pelo site www.antropos.com.br - sessão Artigos Selecionados.

Minha sugestão é que você se interesse pelo assunto e ajude-nos nesta caminhada. Neste caso você pode:

1. Orar por esta iniciativa e todas as oportunidades de discussão do tema junto à sociedade brasileira. De forma especial pela aprovação da lei Muwaji.

2. Se inteirar do assunto e compartilhar sua relevância e urgência com formadores de opinião e políticos de nosso país.

3. Veicular o artigo “Não há morte sem dor” em sites, jornais e revistas. Trata de uma visão puramente antropológica do infanticídio indígena brasileiro e tem como objetivo divulgar as bases teóricas e morais para o repúdio a esta prática, valorizando o homem, a vida e as sociedades indígenas.

4. Enviar uma mensagem de apoio à aprovação da Lei Muwaji para a relatora Deputada Janete Rocha Pietá pelo e-mail dep.janeterochapieta@camara.gov.brEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo

5. Se envolver com a ONG ATINI, com sede em Brasília, que no momento provê assistência aos sobreviventes de tentativas de infanticídio e luta com diversos desafios práticos no dia a dia. Acesse www.vozpelavida.blogspot.com

Que Deus nos guie e ajude.

Ronaldo Lidorio

* Teólogo e doutor em Antropologia. Membro da American Anthropological Association. Pastor presbiteriano e membro da APMT e AMEM. Consultor e autor de projetos de direitos humanos e reorganização social pós guerra em Gana, África, entre 1995 e 1999.

Email: ronaldo.lidorio@terra.com.br
Site: www.ronaldo.lidorio.com.br

5 de outubro de 2007

Jesus, a Ressurreição e a Vida (Pr. Airton Costa)

Mórmons

Amigos e amigas, paz.

Vejam este vídeo sobre a IJSUD, ali declaram que a Igreja não estava mais sobre a terra após a assunção de Jesus e que em 1820, o Pai e Jesus (cadê o Espírito Santo?) aparaceram a Joseph Smith (como apareceram a Moisés e Elias) lhe dando ordem para restaurar a igreja que havia desaparecido da face da terra, após vários homens (Calvino, Lutero, etc...) terem re-escrevido os evangelhos. Agora eles (mórmons) escreveram um "outro evangelho" de Jesus Cristo (livro de mórmon) para que a Igreja seja restaurada antes da segunda vinda de Cristo.

Se quero alcançar os mórmons para Jesus e seu Evangelho (VT e NT), devo ser amigos deles, tentar chegar perto deles, conversar com eles, sem atacar a idoneidade de seus líderes, desrespeitando o ser humano que eles foram, apesar de terem trazido um "outro evangelho". Mas ser firme ao declarar que a Bíblia Sagrada não me autoriza a ensinar o que eles ensinam.

Cristo nos abençoe,
Norberto

2 de outubro de 2007

Fotos




"Filho meu, ouve a instrução de teu pai..."

Pv 1.8


Menahem Kahana / AFP

Brasileiros evangélicos participam de batismo coletivo no rio Jordão, na região de Yardenit, em Israel; o grupo, de 700 pessoas, faz uma peregrinação à região, considerada sagrada.

Fonte:
http://noticias.uol.com.br

GALERIA DOS FALSOS PROFETAS

por Paulo Cristiano da Silva

Os falsos profetas, mesmo que não concordem com uma afirmação surgem sempre como reacionários contra a religião dominante ou contra uma denominação religiosa. Considerando corrupta, corrompida ou insatisfatória sua religião ou denominação, organizam movimentos, princípios, doutrinas, regras e normas que os satisfazem, levando muitos outros consigo. Comumente se dizem “escolhidos” por Deus para uma missão especial; considerando-se “canais” a quem a divindade usa para transmitir a sua mensagem e têm sempre uma “revelação especial” que as pessoas precisam ouvir. Não há como definir uma quantidade exata destes pseudoprofetas, haja vista, a enorme quantidade de religiões (cerca de duas mil) e as inúmeras seitas (mais de dez mil) em todo o mundo. Devemos levar em consideração ainda o aumento contínuo a cada ano de novos movimentos religiosos, o que torna quase impossível um catálogo exato. Mas por ora, ficamos aqui com as principais. Veja:

• Ellen G. White (A profeta da Igreja Adventista do Sétimo Dia);
• Joseph Smith (O profeta da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias - Mórmons);
• Charles T. Russell (O profeta das Testemunhas de Jeová);
• John S. Scheppe (O profeta do Movimento Só Jesus);
• Kip McKean & Elena Mckean (Os profetas da Igreja de Boston)
• Frank Shermann Land (O profeta da Ordem De Molay);
• William Marrion Branham (O profeta do Tabernáculo da Fé);
• Witness Lee (O profeta da Igreja Local);
• Allan Kardec (O profeta do Espiritismo Moderno);
• David Brandt Berg (O profeta dos Meninos de Deus ou A Familia do Amor);
• Anton La Vey (O profeta da Igreja de Satanás);
• Christian Rosenkreuz (O profeta do Rosa Cruz);
• Harvey Spencer Lewis (O profeta da AMORC);
• Helena P. Blavatsky & Annie Besant (As profetas da Teosofia);
• Mary Baker (A profeta da Ciência Cristã);
• Masaharu Tanigushi (O profeta da Seisho-No–Ie);
• Toruchira Miki (O profeta da Perfecty Liberty);
• Mokiti Okada (O Profeta da Igreja Messiânica);
• Shri Hans Maharaj Ji (O profeta da Missão da Luz Divina);
• Maharishi Mahesh Yogi (O profeta da Meditação Transcendental);
• Bhagwam Shree Rajneesh (O profeta do Movimento Bhagwan);
• Werner Erhard (O profeta do Est);
• Victor Paul Wierwille (O profeta do Caminho Internacional);
• Herbert W. Armstrong (O profeta da Igreja de Deus em Worldwide);
• Emanuel Swedenborg (O profeta da Igreja da Nova Jerusalém);
• Charles Sherlock Fillmore & Myrtle Fillmore (Os profetas da Unidade);
• Sun Myung Moon (O profeta da Igreja da Unificação);
• A.C. Bhactivedanta Swami Prabhupada ( O profeta dos Hare Krishna);
• Bahá-Ullah (O profeta do Bahaísmo);
• Abulgasim Mohammad - Maomé (O profeta do Islamismo);
• Sidarta Gautama (O profeta do Budismo);
• Confúcio (O profeta do Confucionismo);
• Raimundo Irineu Serra (O profeta do Santo Daime);
• Manoel Jacintho Coelho (O Profeta da Cultura Racional);
• Luiz de Mattos (O profeta do Racionalismo Cristão);
• Iuri Thais - Inri Cristo (O profeta da Igreja da Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade);
• Alziro Zarur (O profeta da Legião da Boa Vontade);
• Eurico Mattos Coutinho & Vó Rosa (Os profetas da Igreja Apostólica Vó Rosa);
• Jasmuheen (A profeta do Viver de Luz);
• Lafayette Ron Hubbard (O profeta da Cientologia);
• SATANÁS (O inspirador dos falsos profetas).

A Bíblia adverte:
“Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos...” Mateus 24:11
“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.” Mt 7:15
“Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.” II Pedro 2:1
“Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.” I João 4:1

Fonte: www.emjesus.com.br
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