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21 de agosto de 2024

Como reconhecer - e se livrar - da procrastinação


Conselhos bíblicos contra a procrastinação

Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus.

Efésios, capítulo 5, versículos 15 e 16

 

Quem somente observa o vento nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará.

Eclesiastes 11.4

 

A mão dos diligentes dominará, mas os enganadores serão tributários.

Provérbios 12.24

 

Vai ter com a formiga, preguiçoso! Observa o seu comportamento e aprende! Ainda que não tenha nem chefe, nem governador, nem superior, contudo, sabe que deve trabalhar bem no verão, juntando alimento, tendo em vista o inverno.

Provérbios 6.6-8

 

O caminho do preguiçoso é como a sebe de espinhos, mas a vereda dos retos está bem-igualada.

Provérbios 15.19

 

Quem relaxa em seu trabalho é irmão do que o destrói.

Provérbios 18.9

 

Eia, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos. Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece.

Tiago 4.13,14

 

Todo trabalho árduo traz proveito, mas o só falar leva à pobreza.

Provérbios 14.23

 

O caminho do preguiçoso é cheio de espinhos, mas o caminho do justo é uma estrada plana.

Provérbios 15.19

 

Por causa da preguiça, o telhado se enverga; por causa das mãos indolentes, a casa tem goteiras.

Eclesiastes 10.18

 

Até quando você vai ficar deitado, preguiçoso? Quando se levantará de seu sono? Tirando uma soneca, cochilando um pouco, cruzando um pouco os braços para descansar, a sua pobreza o surpreenderá como um assaltante, e a sua necessidade sobrevirá como um homem armado sobre você.

Provérbios 6.9-11

 

Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando ao Senhor teu Deus, dando ouvidos à sua voz, e achegando-te a ele; pois ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; para que fiques na terra que o Senhor jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque, e a Jacó, que lhes havia de dar.

Deuteronômio 30.19,20

26 de janeiro de 2024

1000 Citações sobre Amor, Esperança e Fé: As principais virtudes cristãs em e-book gratuito

                

                    


Amor (ou caridade), Esperança e : As três principais virtudes cristãs, conforme arroladas pelo apóstolo Paulo no décimo terceiro capítulo da Primeira Carta aos Coríntios, um dos ou talvez mesmo o mais belo capítulo de todo o Novo Testamento. Os católicos chamam-nas de virtudes teologais, que seriam infundidas por Deus no homem, e cuja ação é complementada pelas virtudes cardinais (prudência, justiça, fortaleza e temperança).

Nesta breve seleta, reunimos nada menos que mil (e cem) citações. São textos notadamente de autores cristãos (reformados, católicos e de outras vertentes), mas não somente; autores de outras confissões religiosas aqui comparecem, e mesmo agnósticos e livres pensadores os mais diversos, contribuindo para o entendimento e a reflexão plurais sobre tais temas de infindável profundidade. Assim, mesmo focado na seara cristã, esta pequena antologia é de valia para todo tipo de leitor, todo aquele que tem sua atenção capturada pelo mundo das ideias.

Este livro é uma edição revista e ampliada do e-book “Amor, Esperança e Fé – Uma antologia de citações”, publicado em 2017, e que reunia em torno de 750 citações sobre as três virtudes. Além do acréscimo em citações, aqui inserimos uma nova seção, “As Três Virtudes”, reunindo citações que falem ao mesmo tempo sobre as três, ou ao menos duas delas. O referido e-book foi uma publicação que surgiu no rastro de comemorações dos 500 anos da Reforma Protestante.

“Bem, as virtudes teologais: o que tem isso a ver com a Reforma?”, perguntará o leitor mais desatento. E que foi a Reforma, senão um retorno ou esforço de retorno aos fundamentos da fé cristã uma vez perdidos ou obnubilados? Anseio desesperado de tornar às bases e raízes que foram amortecidas ou banidas em troca de conceitos débeis e prostituídos? Se assim entendermos, percebemos que nada há de mais basilar em nossa crença do que o consórcio destas três virtudes capitais. São elas que garantem a simplicidade revolucionária da mensagem dAquele que por todos se ofereceu na cruz.

Que esta pequena seleta seja de proveitosa e edificante leitura a você, amigo leitor. Mais do que um livro a ser lido, nosso esforço foi para tornar este volume um livro a ser revisitado enquanto durar nossa peregrinação terrena.

E agora, além da versão em e-book, gratuita, atendemos a um pedido de muitos e disponibilizamos uma versão impressa, à venda no site da Editora UICLAP.


Para baixar o e-book GRATUITO pelo site Google Drive, CLIQUE AQUI.


Caso queira adquirir o livro impresso, confira no site da UICLAP, CLICANDO AQUI.


22 de janeiro de 2020

Café da Manhã Espiritual: Estudos Bíblicos diários em vídeo


A iniciativa Estudos Bíblicos - Café da Manhã Espiritual (Minutos com Deus), é um trabalho desenvolvido pela irmã Kaka Gomes e que objetiva compartilhar, a cada dia, uma pequena reflexão dirigida a partir de um versículo bíblico selecionado.
Através de breves vídeos, publicados no Youtube e em redes sociais, somos edificados com palavras de reflexão e exortação.

Canal do Youtube: https://www.youtube.com/channel/UC4Bl9olRK3Gzp6rgHzSLZLQ
Blog: https://estudobiblico.home.blog/
Página Facebook: https://www.facebook.com/estudosbiblicos.home.blog/


Ouça algumas das reflexões:


 




27 de março de 2012

Evangelização por Proximidade - Rubem Amorese



Rubem Amorese

Deus estava, em Cristo, evangelizando o mundo. Esta boa nova, certamente, não era desconhecida, insuspeita; já havia sido profetizada muitas vezes e de diversas maneiras. A encarnação aconteceu na história, resultado de muita preparação; na plenitude de tempos e movimentos de homens, anjos e do próprio Deus.
Entretanto, Deus estava, agora, consumando seus propósitos, concebidos em tempos imemoriais. Oferecia-nos a sua reconciliação, a sua paz, por meio do estreitamento dos laços, da proximidade, de gestos de amor dadivoso.
Sim, agora seu método seria o de se fazer um conosco, por meio de seu Filho, achado em figura humana. Emanuel. As distâncias insuportáveis a quem ama foram eliminadas e o único imponderável seria se lhe permitiríamos tal proximidade, se o aceitaríamos em nossos espaços íntimos, se o receberíamos em nossas casas.
Talvez fosse esperar demais de gente que lhe dera tantas provas de soberba e independência. Seríamos capazes de abrir mão da nossa aparente autonomia para aceitar seu senhorio? Não seria esse um plano destinado ao fracasso? Não haveríamos de rejeitá-lo para preservar nosso maior tesouro, o nosso ego?
Sim, talvez fosse um plano maluco. Entretanto, há que se considerar o amor com o qual nos amou. Um amor tal que o moveu a dar-se. E assim fez. Vimos o menino, conhecemos o homem e contemplamos a cruz. Nela estava a prova cabal desse amor quase incompreensível. Se considerarmos as perspectivas de reciprocidade, as chances eram pequenas.
Deus estava, em Cristo, evangelizando o mundo.
Contudo, assim foi e assim se fez. E o que os nossos olhos viram, e as nossas mãos apalparam, isso nos transtornou. Como que por milagre, trouxe-nos nova vida. Porque ouvimos palavras de vida, porque nele estava a vida, sua luz nos iluminou. E isso quisemos anunciar.
Entretanto, se é assim o caminho da evangelização, e se aceitamos o encargo de sermos seus ajudadores, por que o fazemos tão à distância? Por que permitimos as separações físicas e emocionais que nos afastam do modelo? É bem verdade que as cartas, os livros, os sermões para as multidões e outros meios não foram invalidados. Serviram e servem ao propósito reconciliador. Porém, ficou provado que, se eram necessários, não foram suficientes. Foi preciso encarnar. A encarnação, essa sim, se mostraria necessária e suficiente.
Onde tem origem toda essa saga? No coração paterno amoroso e sacrificialmente dadivoso. Um coração disposto ao que for necessário para salvar alguns. Lavar pés, se preciso; enfrentar a morte, certamente (ambos foram requeridos).
Talvez a nossa preferência pela isenção afetiva esteja relacionada a uma equivocada percepção do Natal. E nossa imitação se enfraquece, pois já não sabemos ou não queremos amar como ele amou. Talvez já não compreendamos o quão essencial é o pulsar do coração por proximidade pessoal, por intimidade, para a evangelização evangélica.
Onde encontrar o ensino sobre uma atitude tão altruísta, profunda, integral? Examinemos, cuidadosamente, o Natal e a Páscoa. Esses eventos nos falam do amor de Deus em ação entre os homens.

23 de março de 2012

JESUS É QUEM DISSE QUE É - Billy Graham



por Billy Graham

Porque será que o Cristianismo é diferente de todas as outras religiões no mundo? A resposta centra-se na Pessoa de Jesus Cristo. Jesus, Filho de Deus o Pai e Segunda Pessoa da Trindade, é a figura central da nossa Mensagem evangelística.

Hoje, muitas vozes fazem outras reivindicações. Os ateus dizem que Deus não existe. O politeísmo permite que Jesus seja um de muitos deuses. Quando fui pela primeira vez a países do Extremo Oriente, tive de aprender que quando convidava as pessoas a receberem Cristo como seu Salvador, tinha de deixar claro aos meus ouvintes que eles estavam a abandonar os seus deuses aceitando o Deus verdadeiro e vivo conforme revelado nas Escrituras. Nós, como “embaixadores de Cristo” , ousadamente ecoamos a soante convicção do Apóstolo Pedro quando afirmou “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." O título Cristo significa “ungido.” Na língua grega é o termo usado para a palavra hebraica antiga Messias, o ungido que Deus enviaria para salvar o Seu Povo. Pedro e alguns dos seus companheiros judeus, os primeiros crentes da Igreja Cristã primitiva, reconheceram Jesus Cristo como o Messias prometido no Antigo Testamento. Esse período na História Mundial foi desencorajador e de desespero. O Messias prometido brilhava como um farol na escuridão e a Sua luz nunca enfraqueceu. “A Vida estava Nele, e a Vida era a Luz dos homens… a verdadeira Luz que, vinda ao mundo, ilumina a todo Homem.”

Hoje, quando os líderes mundiais se debatem com problemas aparentemente inultrapassáveis, à medida que nuvens de tempestade se juntam à volta do Globo, esta escura e ameaçadora situação simplesmente acentua o brilho daquele que proclamou “eu sou a Luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a Luz da vida.” . Ele é “…o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” . Ele é o Messias prometido do antigo Israel. Ele é a Esperança para os que não têm esperança, gentios desamparados – o que inclui a maioria da população mundial, seja ela africana, asiática, americana ou europeia.

Em todo o meu ministério evangelístico nunca senti a necessidade de “adaptar” Jesus às diferentes nacionalidades, culturas, tribos ou grupos étnicos a quem preguei. Mas aceito a contextualização. Tento usar ilustrações ou enfatizar certas verdades de maneira a ajudar uma audiência específica a compreender o Evangelho de uma forma mais clara tendo em conta o seu contexto cultural. Contudo as verdades essenciais do Evangelho não mudam. Todas as coisas foram criadas por Ele e Ele sustém toda a Criação, assim a mensagem da Sua Graça redentora é aplicável a todos. Os factos que dizem respeito ao Seu nascimento virginal, à Sua vida sem pecado, à Sua morte sacrificial e em nosso lugar, à Sua ressurreição e à Sua ascensão à mão direita do Pai, e à gloriosa esperança da Sua vinda não devem ser de maneira alguma diluídos ou distorcidos.

Jesus não é apenas o Cristo, Ele é também “Deus e Salvador Cristo Jesus.” Esta é a espantosa e quase incompreensível verdade: Deus, Ele próprio, veio a este planeta na Pessoa do Seu único Filho. A encarnação e a completa divindade de Jesus são os pilares da Fé Cristã. Jesus Cristo não foi apenas um grande mestre ou um líder religioso santo. Ele era o próprio Deus em carne humana – completamente Deus e completamente Homem.

Jesus, Ele mesmo, afirmou frequentemente a Sua singularidade e a Sua natureza divina. Aos seus opositores declarou “(…)Antes que Abraão existisse Eu Sou.” Eles imediatamente reconheceram isto como uma clara reivindicação de divindade e tentaram apedrejá-Lo por blasfémia. Noutra ocasião Jesus declarou “Eu e o Pai somos um. ” . E mais uma vez os seus inimigos tentaram apedrejá-Lo “…pois, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo.” Além disto Ele demonstrou também o poder de fazer coisas que só Deus pode fazer, tal como perdoar pecados. A acusação contra Ele no seu julgamento era que “… a si mesmo se fez Filho de Deus.” E quando Lhe perguntaram se era o Filho de Deus respondeu “vós dizeis que eu sou.”

Que provas Jesus ofereceu de que era verdadeiramente Deus tornado em forma humana?

Em primeiro lugar a prova da Sua Vida perfeita. Ele perguntava “quem dentre vós me convence de pecado?” E ninguém podia responder porque a Sua vida era perfeita. Aqueles que conspiraram para O levar a julgamento tiveram que fabricar falsas testemunhas para o acusarem, porque Ele era sem culpa. Ele pôde confrontar a fúria total da tentação de Satanás e não ceder ao pecado. Ele “…foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.”

Em segundo lugar a evidência do Seu Poder. O Seu poder era o Poder do Deus-Todo-Poderoso, o Poder que só Deus tem. Ele tinha Poder sobre as forças da Natureza. Ele podia acalmar tempestades no Mar da Galileia. Ele tinha Poder sobre doenças e enfermidades. Ressuscitou mortos, curou enfermos, restaurou vista a cegos e fez paralíticos andarem. Os Seus milagres eram um testemunho do facto de que Ele é o Senhor de toda a Natureza, “…pois Nele foram criadas todas as coisas… Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.”

Em terceiro lugar, a evidência do cumprimento da Profecia. Centenas de anos antes do Seu nascimento os profetas do Antigo Testamento referiram o local exacto onde Ele haveria de nascer , a maneira como morreria e como seria sepultado. Inumeráveis detalhes da Sua vida foram previstos pelos profetas, e em todos os casos as profecias foram cumpridas. É por isso que Jesus podia dizer aos confusos discípulos a caminho de Emaús: “Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os Profetas disseram! Porventura não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua Glória? E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a Seu respeito constava em todas as Escrituras.”

Em quarto lugar a prova da sua Ressurreição dos mortos. Jesus Cristo foi “…designado Filho de Deus com poder, segundo o Espírito de santidade, pela ressurreição dos mortos.” Os fundadores das diferentes religiões do mundo viveram, morreram e foram sepultados; em alguns casos ainda é possível visitar os seus túmulos. Mas Cristo está vivo! A Sua ressurreição é um facto. O seu túmulo está vazio, e é uma prova convincente e central da Sua divina natureza, única, como Deus encarnado.

Em quinto lugar a prova das vidas transformadas. A História ilustra de uma maneira viva o que a Bíblia claramente afirma, “… enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto. Quem o conhecerá?” A educação e a disciplina não podem fazer mais do que polir as arestas do egoísmo humano. Somente Cristo, o divino Filho de Deus, tem o Poder de transformar o coração do homem. E Ele fá-lo. Cristo pode pegar na pessoa mais carregada de pecado, mais egoísta e perversa, e trazer-lhe perdão e uma nova Vida. A Bíblia diz: “Se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” O Seu Poder para transformar o coração do Homem é uma prova adicional da Sua natureza divina.

Sim, Jesus Cristo é quem disse que é: o próprio Deus em forma humana. E esta é uma verdade crucial que fundamenta a realidade da nossa Salvação. Somente o divino Salvador poderia morrer como Sacrifício perfeito e completo pelos nossos pecados. Somente o divino Senhor nos poderia dizer como deveríamos viver. Somente o Filho de Deus ressurrecto e que ascendeu aos Céus é digno da nossa adoração e do nosso serviço. “Nós confessamos Jesus Cristo como Deus, nosso Senhor e Salvador.”

Durante o Seu tempo aqui na Terra, Ele foi Deus encarnado, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. Ele é de eternidade a eternidade. Jesus Cristo, através da sua morte e ressurreição, tornou-se o Evangelho. Como Seus embaixadores nós temos de O representar total e verdadeiramente em toda a Sua plenitude. Menos do que isto desqualifica-nos da nossa bendita e santa chamada.

O Credo Niceno, que resultou do Concílio de Niceia em 325 d.C., afirmou que Ele é “Deus verdadeiro de Deus verdadeiro … de uma só substância com o Pai.”

Pela Fé Jesus torna-se no nosso Senhor e Salvador. Todo o Poder no Céu e na Terra Lhe foi dado. O presente sistema maligno mundial não reconhece o Seu senhorio; ainda está sob o poder enganador do príncipe deste mundo, Satanás. Mas aqueles em quem Jesus habita têm autoridade sobre o maligno e todos os seus demónios. O Apóstolo João declara “…maior é Aquele que está em vós do que aquele que está no mundo.”

Portanto, apesar das nossas limitações humanas e até das nossas falhas como evangelistas, o Senhor está soberanamente a dirigir a Sua própria Obra redentora através do nosso evangelismo. E nós estamos ligados aos vastos recursos do Seu Poder não meramente para termos “o suficiente” nas nossas vidas e ministérios, mas para que “…em todas estas coisas, porém, sejamos mais que vencedores por meio Daquele que nos amou.” E tal como o contexto desta passagem inspiradora e encorajadora promete: Nada “…poderá nos separar do Amor de Deus que está em Cristo Jesus nosso Senhor.” Deus pode transformar as maiores tragédias em algo que seja para o nosso bem e para a Sua glória, porque “…sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito.”

Porque Jesus é Salvador, Ele nos salva do castigo do pecado. Porque Ele é Senhor, Ele nos dá, pelo Seu Espírito Santo, o Poder sobre o pecado ao caminharmos com Ele diariamente. E algures no futuro nos levará para estarmos com Ele, longe da presença do pecado. Somente porque Jesus é Deus e nós O confessámos como Salvador e Senhor, pode Ele dar, e nós recebermos, os acima mencionados benefícios e esta abençoada segurança e esperança.

5 de janeiro de 2012

2012: chegamos mesmo ao fim do mundo?


Pr.Geremias do Couto

Uma rápida olhada na história da Igreja revela que ela tem sido marcada por ênfase doutrinárias distintas ao longo de sua peregrinação. Os cristãos primitivos, por exemplo, tinham em alta conta a esperança do segundo advento de Cristo e muitos nutriam essa expectativa para aqueles dias.

Até mesmo quando Paulo trata das questões do casamento, em sua primeira carta aos coríntios, pressupõe o segundo advento (e fatos conexos) como algo que os interessados em contrair matrimônio não deveriam jamais relegar ao plano secundário, mas tê-lo em devida consideração em suas decisões conjugais, 1 Co 7.29-31.

A tônica das duas cartas de Paulo aos tessalonicenses é justamente sobre o segundo advento. Ao mesmo tempo em que mantém viva a esperança, o apóstolo corrige alguns equívocos em relação a essa doutrina singular do cristianismo, posto que, para muitos, ali, parecia que este evento teria sido já consumado.

Diferente das observações feitas aos coríntios, que pareciam pôr as questões da vida material como prioridade, o propósito paulino aqui era evitar que aqueles crentes, de um lado, se perdessem na vã idéia de que o evento se consumara, e de outro, adotassem postura alienada quanto a outros aspectos importantes da vida cristã, como se nada mais restasse senão aguardar o glorioso momento, 1 Ts 3.13-18; 2 Ts 2.1-3 (ARA). Mesmo assim, na primeira carta aos tessalonicenses, na forma em que escreveu, Paulo admite a possibilidade de estar entre os vivos por ocasião do segundo advento.

O fato é que outras ênfases doutrinárias surgiram nos séculos seguintes. O período posterior à ascensão de Constantino ao trono imperial foi marcado pela discussão trinitariana. Por cerca de 100 anos o tema ocupou as lides teológicas até que ficasse bem estabelecido o dogma da Trindade.

Esses diferentes enfoques, de uma época para outra (e de um lugar para outro, com frequência), podem ser explicados à luz das peculiaridades de cada momento histórico e de outras situações motivadoras que ensejam aos cristãos apegar-se a algum valor doutrinário que interaja com as expectativas próprias de cada período.

Essa é, portanto, a forma pela qual pode ser vista a crença firmemente arraigada entre muitos cristãos primitivos de que Cristo voltaria em sua geração. Era fruto, em primeiro lugar, de estarem próximos da época em que o Mestre viveu entre os homens. Os seus ensinamentos ainda estavam bem vívidos na mente dos fiéis. A promessa de que voltaria outra vez não estava num horizonte distante. Ainda podiam ouvi-la ressoar em seus ouvidos.

Outra razão tinha a ver com as intensas perseguições experimentadas pelos cristãos. Eles alimentavam a esperança de que o aguardado encontro com o Salvador fosse o glorioso desfecho para aquele inimaginável sofrimento. Tinham como certo que o segundo advento os livraria da tormenta. Tal como os heróis do Antigo Testamento, que morreram sem ver consumada a promessa da redenção, mas nem por isso perderam a fé, assim eram os crentes primevos: a esperança da restauração de todas as coisas estava cimentada em seus corações.

Já o enfoque trinitariano, nos idos do terceiro para o quarto século, foi o resultado da progressiva sistematização da ortodoxia teológica com o propósito de conter o avanço dos ventos heréticos. Era preciso dar consistência aos ensinamentos da Igreja, que alcançara as fronteiras do império romano e entrara numa era de ampla liberdade. Em contrapartida, deixara para trás uma fé simples e centrada na esperança do segundo advento.

A questão escatológica entrou outra vez em cena com cores fortes por volta do ano 1000. A expectativa da virada do milênio, aliada a interpretações distorcidas de algumas passagens bíblicas, levou muitos a acreditarem que estava prestes o fim do mundo. A mesma ênfase repetiu-se a partir do século XIX e tornou-se mais frequente à medida que se aproximava o ano 2000. A prova disso é que as três últimas décadas do século XX foram pródigas em literatura escatológica, na legítima tentativa de se interpretarem os sinais do fim dos tempos.

Mas houve muitos equívocos. A vinda de Cristo chegou a ser marcada algumas vezes pelas seitas apocalípticas e até mesmo um pseudo-versículo encontrou eco entre os desavisados: “De mil passarás, mas a dois mil não chegarás”. Houve até quem, baseado numa interpretação esdrúxula da visão que teve Daniel dos quatro animais, construiu um acróstico, com a primeira letra em português do nome de cada um deles, para afirmar que Lula era o anticristo.

A chegada do terceiro milênio trouxe outros enfoques, como fruto do labor teológico, para responder os desafios da pós-modernidade. É necessário, todavia, que uma coisa fique bem clara: nenhuma doutrina pode ser tratada de forma isolada do contexto das demais doutrinas bíblicas sob pena de perder o seu verdadeiro foco e gerar toda sorte de distorções.

Agora mesmo, o ano de 2012 traz uma série de expectativas desse gênero, como resultado da interpretação desastrada da “profecia” dos maia de que neste ano ocorreria o fim do mundo. Há diversos movimentos, ditos cristãos, mas de natureza heterodoxa, com previsões alarmantes para os próximos meses.

O “Creciendo em Gracia”, cujo fundador, José Luís de Jesus Miranda, considera-se a encarnação do Messias e, ao mesmo tempo, o anticristo, afirma que 2012 é o ano da transformação, em que o mundo se tornará “num autêntico paraíso", com data prevista para acontecer: 30 de junho. Já o movimento “Salvai Almas”, que se diz católico, fala de colapsos devastadores, que teriam início a partir de 23 maio, com a morte de mais da metade da população mundial antes do advento de Cristo, enquanto o Lar Lokkon Shôjo anuncia que “um tsunami irá inundar todas as cidades litorâneas do mundo... com dois terços da terra debaixo d’água” (veja aqui).

Como nos portarmos diante de “profecias” tão alarmantes, sem cair no ceticismo em relação à própria revelação bíblica, ou, por outro lado, sem nos tornarmos paranoicos em relação à própria vida?

Cabe ressaltar que o segundo advento continua sendo a maior esperança da Igreja  o ápice de sua peregrinação histórica. É o coroamento de sua marcha desde o Pentecostes como agente do Reino de Deus na Terra. Isto não significa valorizar o segundo advento acima de outras verdades das Escrituras. Quem poderá, por exemplo, ter a garantia do encontro face a face com Cristo sem que primeiro passe pelos rudimentos da doutrina da salvação?

Mas o segundo advento não pode ser tomado como instrumento de pavor e alienação. Não pode ser instrumento de opressão religiosa. Não pode ser tratado com o sensacionalismo com que muitos escatólogos o tratam. Não pode tornar-se meio para servir aos interesses comerciais da hora em que filigranas teológicas são alçadas à condição de verdade absoluta e se perde o cerne da própria mensagem: a promessa de que, com a intervenção de Cristo, a história chegará ao ápice, com a restauração de todas as coisas.

O segundo advento é, portanto, certeza de descanso e segurança, e não instrumento para impor medo e manipular os fiéis. É mensagem positiva, e não negativa. É assegurar-se de que não é necessário entrar em pânico quanto ao amanhã. É ter como certo não precisar sair atrás de sensacionalismo, da especulação escatológica, à procura de “chifre em cabeça de cavalo”, com achados absurdos que não passam de fruto da imaginação criadora das pessoas. É ter a tranquilidade de não se alienar do mundo e viver segundo a mesma perspectiva de Cristo, que disse: “Meu pai continua trabalhando até hoje, e eu também estou trabalhando”.

Embora Eliseu ouvisse os filhos dos profetas anunciarem que Elias logo seria arrebatado, ele não se moveu atrás, mas seguiu em sua jornada até o rio Jordão. Ao retornar pelo mesmo caminho, após a singular experiência que presenciou, os mesmos filhos dos profetas lhe disseram que procuraria nas montanhas o "espírito" de Elias. Eliseu outra vez não se moveu. Ele estava seguro em sua fé e tinha a dimensão exata do que acontecera.

Em outras palavras, quem vive sob essa perspectiva, está seguro de sua fé, não se alarma com prognósticos sombrios ou mirabolantes, mas está de “malas prontas” para encontrar-se com Cristo no dia que se chama hoje.

Se esse dia ocorrer em 2012, não terá sido por causa de nenhuma profecia de qualquer um desses aventureiros. Terá sido em cumprimento à Palavra de Deus. Se não, também não perderemos a esperança: o dia chegará, segundo o que o Pai determinou em sua própria agenda.

20 de setembro de 2011

A IGREJA: UMA VOZ PROFÉTICA CONTRA A CORRUPÇÃO


“Eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; da minha boca ouvirás a palavra, e os avisarás da minha parte.’’ Ez 3.17
    O mundo está em plena decadência moral, e no Brasil não é diferente. Apesar de sermos conhecidos mundialmente como um país de maioria “cristã”, o Brasil tem sido palco ultimamente de grandes conquistas, mas também de intensas crises, principalmente na esfera moral tanto do seu povo, quanto na vida de seus líderes e governantes. Os desvios morais e éticos são cada vez mais freqüentes principalmente na vida daqueles que deveriam ser exemplo para o povo do nosso imenso e amado Brasil. Inserido nesse cenário, nós cidadãos, religiosos e não religiosos, estamos acompanhando um momento crítico em nosso país: a institucionalização da corrupção no Brasil. Diariamente, acompanhamos diversas notícias na mídia que evidenciam que essa “praga” tem contaminado todas as esferas do Poder Público. A população anda descrente. A impunidade tem desanimado os mais esperançosos por um Brasil de todos e para todos. Pergunto-lhe: qual será o futuro moral da nossa nação?  Pense nisso.

     O ex-reitor da Universidade de Brasília, Cristovam Buarque, nos lembra que o patrimônio maior de um povo é o seu capital moral. Ele afirma que: “Durante décadas, o Brasil concentrou seu projeto de desenvolvimento nos resultados que obteria de investimentos de capital econômico. Procurou financiamento externo, mobilizou capital estatal, investiu em indústrias, proibiu importações, montou uma sofisticada infra-estrutura econômica, mas o País continuou subdesenvolvido. O Brasil esqueceu que seu futuro depende também de capital moral. Foi o prêmio Nobel de economia ,Amartya Sem, quem chamou a atenção para a necessidade de capital moral na promoção da riqueza de um país. Segundo ele, a honestidade do povo, especialmente dos líderes políticos, empresariais e profissionais, a auto-estima elevada e a motivação coletiva para os projetos nacionais têm um papel tão importante quanto os investimentos diretamente financeiros. Em nossa estratégia de desenvolvimento, esquecemos o capital moralA crise moral brasileira é tão grande, que ao despertarmos para a corrupção jogamos a culpa apenas nos outros, especialmente os políticos, como se não tivéssemos, cada um de nós, uma parte na degradação do capital moral de todo o País. Sem uma forte e decente infra-estrutura moral de nada adianta todo o esforço de fazer a democracia funcionar e a economia crescer.”

      Uma pesquisa feita por um economista da Fundação Getúlio Vargas, Marcos Fernandes da Silva, reunindo dados de investigações da Controladoria Geral da União, da Polícia Federal e do Tribunal de Contas da União, revelou que pelo menos o valor equivalente à economia da Bolívia foi desviada dos cofres do governo federal em sete anos, de 2002 à 2008. Cerca de R$ 40 bilhões foram perdidos com a corrupção, sendo este valor subestimado pois não foi considerado os desvios em Estados e municípios, que possuem orçamentos próprios. São R$ 6 bilhões por ano que deixam de serem aplicados na provisão de serviços públicos essenciais como saúde, saneamento e educação. Com esse volume de recursos seria possível aumentar em 23% o número de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família – hoje quase 13 milhões. Ou ainda reduzir à metade de casas sem saneamento – no total, cerca de 25 milhões de moradias. Creia, meu amigo(a), que a corrupção mata nesse país! Essa “praga” tem causado estragos inestimáveis em nossa população já tão sofrida. Pense nisso.

       Meu amado(a), estamos às vésperas de um colapso moral em nosso país e talvez de intensas e até violentas mobilizações sociais contra o Estado corrompido que assola o país, ou pelo menos parte dele. E não adianta só orar; é preciso agir. Precisamos enquanto Igreja de Cristo nessa nação exercer a autoridade que nos foi confiada pelo Senhor Jesus, sendo uma voz profética denunciando todo mau e todo tipo de pecado que afronta ao próprio Deus e ameaça à vida e à dignidade humana. É hora de toda a Igreja de Cristo orar, agir e reagir contra essa “praga” da corrupção que contamina o país, pois é “....a Igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade”(1Tm3.15) é uma voz profética contra toda manifestação do pecado, inclusive contra a corrupção e seus agentes malignos. Desperta Igreja! Reage Brasil!   Pois, assim diz o Senhor:‘’ Sai dela, povo meu, para que não sejas participantes dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas, porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniqüidades dela.’’(Ap 18.4-5). Ele espera por você!    Em Deus faremos proezas...”

No amor de Cristo,   Pastor M. Price 

 www.mprice.com.br / mauricioprice@gmail.com  Contato: (21) 2529-2954

19 de agosto de 2011

OS ERROS DA CABALA À LUZ DA BÍBLIA


A etimologia da palavra Cabala é formada do prefixo “Kab”, que em língua semital significa “osso do calcanhar”, e do sufixo “Ala”, que significa “Deus” (A Maçonaria e o Livro Sagrado, pág.93). O significado é “a estrutura óssea”, a “carcaça do conhecimento divino”.

Os cabalistas explicam a origem da cabala dizendo que Enoque (Gn. 5:21-24) ensinou ao patriarca Abraão uma doutrina oculta, que este transmitiu oralmente aos seus filhos e netos. Posteriormente, Moisés redigiu por escrito esses ensinamentos e, prevendo que a sua mensagem não se conservaria nas mãos do povo que peregrinava pelo deserto, tencionou evitar falsas interpretações, confiando as chaves do entendimento dos seus escritos a homens de fidelidade comprovada, entregando-lhes de viva voz os esclarecimentos necessários para uma autêntica compreensão da Torah. Os discípulos Esses ensinos secretos constituem a chamada “Cabala judaica” (Crenças, religiões, igrejas & seitas: quem são?, pág. 163).

Os fundadores da Cabala tratam cada letra, número e acento do livro da Lei, conhecido como Torah ou Pentateuco, como se fosse um código secreto contendo alguma profecia ou significado profundo, mas oculto, colocado lá por Deus mas com algum propósito. O ponto central está em desvendar os segredos da maravilha e da majestade de Deus e sua criação divina. Dizem que esse código secreto contém um mistério que só pode ser descoberto pelos iniciados em Artes Iniciáticas. Abrange hermetismo, cromoterapia, numerologia, astrologia, magia, angelologia, comunicação com os mortos, o curandeirismo, etc.

Analisando alguns dos ensinos e práticas da Cabala à luz da Bíblia, vemos vários erros. Primeiro, a Cabala ensina que cada livro da Lei contém um mistério que só pode ser descoberto pelos iniciados, e esse mistério é tido em posição superior à Bíblia. Segundo os cabalistas, a Bíblia é um livro incompreensível sem a Cabala. Ora, Paulo alerta para os subterfúgios de certos líderes religiosos supersticiosos dizendo (Cl. 2:8) e declara que os homens pela sua inteligência não conseguiram conhecer a Deus, e por isso aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação do Evangelho (1 Co. 1:18-19).

A Cabala tem como propósito central conhecer ou ler a mente divina procurando tornar o homem um com Deus, isto é, o homem fazendo parte da divindade. Em linguagem actual, Panteísmo (tudo é Deus). A Bíblia declara que Deus é único diante da sua criação e que entre Deus e o homem há uma distância incomensurável. A Cabala procura ainda a restauração do homem e sua integração à divindade pela reencarnação, para isso, é preciso estudar a Bíblia dentro das normas cabalísticas. Tal modo de ensinar é reprovado pela Bíblia. Ela ensina não a reencarnação, mas a ressurreição de todos no Juízo Final (Jo. 5:28-29). Dentro do plano divino para a salvação do homem está a dádiva do Seu Filho Jesus Cristo para propiciação pelos nossos pecados (1Jo. 2:1-2). Adoptar a reencarnação para progresso espiritual do homem é contar com o impossível. Só passamos por esta vida uma vez (Hb. 9:27).

Ensina também a Cabala o uso de baralhos e adivinhações para conhecer o futuro de cada pessoa e traçar caminhos para o seu bom relacionamento familiar e social. Mas, a Bíblia mostra que o problema do homem é o pecado (Rm. 15:12). Qualquer busca de conhecimento por meios ocultistas está fora dos desígnios de Deus. Coisas reveladas pertencem a nós. As encobertas pertencem a Deus (Is. 8:19-20 ; 3Jo. 11).

Natanael Rinaldi

(ministro evangélico, apologista e articulista)

Texto extraído da revista “Mensageiro da Paz” de Junho de 2009

19 de julho de 2011

AS QUEDAS


AS QUEDAS

No Paraíso, Adão foi de Queda em Queda após a desobediência. Aplicaríamos aqui um verso clássico do poeta alemão Rainer Maria Rilke para caracterizar a espiral de solidão, de medo, de angústia, de deceção consigo próprio oriundas do interior de Adão: “ O belo apenas é o começo do terrível”.
A falha do homem (de Adão), na Aliança ou Dispensação da Inocência, lançou-o em várias Quedas. A sua experiência espiritual, existencial e moral com Deus/o Criador entrou pela porta errada da rebeldia e da desobediência e tais quedas revelaram-se na chamada Aliança Adâmica, de inocente passou a responsável e os custos dessa mudança foram tremendos para a Humanidade.
A Queda
No século XIX, o filósofo cristão Kierkegaard, pioneiro na definição da angústia do Ser humano como um efeito, apresentou a causa da mesma: a Queda no Jardim do Éden. Desde tal definição até hoje, tem-se manifestado grande dificuldade em traduzir a palavra “angst”, que serviu de base para o pensamento kierkegaardiano, no que concerne, designadamente, ao existencialismo cristão. O conceito traduzido, que tem vindo a ser usado, é “ansiedade”.
Não é novo este termo, nos seus efeitos visíveis. Adão terá sentido profunda e indefinível ansiedade no Paraíso, quando necessitou de se esconder de Deus e, nesse tempo de espera, revolver os seus arcanos angustiadamente e modificar o seu olhar sobre o próprio corpo.
O livro do Génesis narra o primeiro acontecimento físico da Queda, a expulsão do Jardim: “E, expulso o homem”(Gn 3,24)
O que tal expulsão significou, não esteve apenas no campo de uma deslocalização de um sítio para outro, de dentro para fora do lugar edénico; a expulsão do jardim foi a circunstância /o aspecto visível de um desligamento da Comunhão íntima com o Criador, operado no momento dito da Queda, quando Adão (o Homem) sucumbiu à tentação e se tornou desobediente a Deus. Antes da expulsão física, houve a espiritual e depois a existencial, se quisermos, e ainda a social, para aplicarmos termos que hoje nos são comuns.
Muito e incontável tempo depois, em pleno início da Igreja, Paulo de Tarso escreve que “todos pecaram e estavam destituídos da glória de Deus”(Rm 3,23)
Outra queda
Em vão procuramos nas Concordâncias clássicas e antigas, como a Cruden's ou a Concordances Verbales de Louis Segond, a palavra Queda para exprimir a passagem de Adão da inocência ao pecado. Não parece que disponhamos desse vocábulo para sublinhar a narrativa do Génesis.
O NT, apenas como um exemplo, quando refere “queda”, entre outras acepções usa este termo em relação a Israel (Rm 11:11). E por aí, expressões com os sentidos verbal e substantivo.
O termo “Queda” do homem é de uso da teologia e muito tardio já. Pertence, contudo, à história da salvação, não pode haver soteriologia séria que o não inclua. Pertence à pregação (ao querigma) mais do que à arqueologia dos termos bíblicos relativos ao Pecado original.
Assim surge desde as origens da linguagem grega ou hebraica como apostasia, rebeldia(rebelar-se), desviar, abandono, separação, etc. e, finalmente, perdição e ruína, no sentido moral e religioso.
Vários teólogos protestantes pós Kierkegaard usaram o termo para exprimir suas ideias, uns que se tratava de um mito narrativo para falar da condição do homem face a Deus, outros um paradigma para falar do “homem fora da vida divina”; Barth chama-lhe mesmo a “queda do homem”. A “queda” é a condição humana, numa palavra, o Pecado.
Seguindo a narrativa de Génesis 3, apercebemo-nos que da chamada queda original resultaram várias outras quedas.
A queda existencial ou psicológica.
Ao contrário do que Kierkegaard entendia, Adão (o homem) não “estava fora” da raça humana antes de desobedecer, de transgredir o limite imposto por Deus. Possuía livre arbítrio e relação espiritual com o Criador bastantes para escolher, não ainda entre o Bem e o Mal, (Gn 2, 16-17), mas entre ser ou não fiel ao Seu Amigo, com o qual se encontraria todas as tardes ( Gn 3,8), que lhe levou os animais e as aves para “ver como (Adão/o homem) lhes chamaria” (Gn 2,19).
Com efeito, Adão era -como sabemos pelas Escrituras Sagradas- o primeiro Homem da raça humana. Adão era um indivíduo concreto. A sua relação com toda a Criação era essencial, advinha da sua essência de homem criado à imagem de Deus, a sua existência não era simbólica. Essa existência de harmoniosa relação com o Criador foi destruída, Adão passou a viver entregue a si próprio, agora sabia o Bem e o Mal. A sua liberdade estruturar-se-ia a partir daí entre estas duas categorias.
Na sua busca incessante de um existencialismo cristão, Kierkegaard definiu a universalidade da Queda, agora com absoluta razão ao escrever: “a queda de Adão desenha a queda de todo o homem”
Queda social
Com a Queda, a realidade social de Adão alterou-se radicalmente. Usando linguagem contemporânea, diríamos que a função social de Adão foi guardar e cultivar o Éden. Função adequada à coroa da Criação divina, trabalho dignificador, promoção social que Deus conferiu para o homem participar na manutenção da criação. O que se poderia chamar teologia do trabalho, a partir do livro do Génesis, radica nessa acção primordial de que Adão foi incumbido.
A instituição do trabalho, não como contribuição redentora, nem como castigo, mas como facto participativo da Criação, não deixou de sofrer o estigma do Pecado, da desarmonia que este introduziu na humanidade. Uma teologia do trabalho não parte de outro ponto. Deste ponto de vista, apreciando na narrativa genesíaca a voz divina, entendemos que da alegria, do gozo do trabalho, Adão caiu para a obrigatoriedade do mesmo. Foi o que Deus lhe quis dizer, nestas palavras divinas: “ maldita é a terra por tua casa: em fadiga obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos (…) No suor do rosto comerás o tu pão” (Gn3, 17-19).
Foi uma queda social que acompanhou toda a desarmonia da própria natureza. A acompanhar esta queda, esta nova situação do primeiro homem, esteve outra que lhe marcou doravante o seu novo lugar: fora do Jardim. A expulsão do Edén foi, indubitavelmente, uma tremenda queda social; Adão do Paraíso foi relegado para o Mundo.
“E expulso o homem colocou querubins ao oriente do jardim do Éden”.(Gn. 3, 24)
Ainda assim, a misericórdia divina colocou Adão no caminho de viver, se bem com a morte dentro de si. A vida e
a morte, o bem e o mal, o espírito e a carne, como estruturantes da nossa humanidade.

João Tomaz Parreira
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