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9 de maio de 2020

6 lições que a Igreja está experimentando durante a Pandemia

1. Redescobrindo a verdadeira essência da Igreja
A primeira lição que igreja está experimentando durante esta pandemia é que estamos redescobrindo a verdadeira essência da igreja.
O afastamento social está nos possibilitando olhar a igreja de uma maneira diferente daquela que estávamos acostumados a ver. Se antes estávamos vivenciando uma vida cristã dentro das paredes do templo, focada apenas na satisfação de nossos desejos espirituais e voltada só para o atendimento de nossas necessidades emocionais, agora estamos percebendo o quanto estamos autocentrados ao redor do nosso umbigo. A seta que indica o caminho está voltada para dentro.
Distanciados fisicamente, percebemos que nossas comunidades têm se afastado da essência da Igreja, que é justamente ser luz para o mundo e sal para a terra. Estamos redescobrindo que não temos impactado a sociedade ao nosso redor, porque não estamos sendo obedientes ao nosso Senhor e ao seu mandado de que a medida que caminharmos devemos fazer discípulos de todas as nações. A seta que indica o caminho deve estar direcionada para fora.
As pessoas de nossas igrejas, em seu distanciamento comunitário, estão reparando nisso e estão sendo impelidas pelo Espírito a reavaliarem seu entendimento sobre a verdadeira essência da igreja e a redirecionarem suas energias para aqueles que não pertencem ao rebanho de Cristo.
2. Redescobrindo o essencial na vida da Igreja
A segunda lição que igreja está experimentando durante esta pandemia é que estamos redescobrindo o que de fato é o essencial na vida da Igreja.
Em janeiro tínhamos uma agenda bem elaborada para as atividades da igreja e um bom planejamento para os eventos. Só não contávamos com a pandemia. Ela desmontou nossas agendas e nosso planejamento estratégico foi por água abaixo. Aquilo que parecia ser essencial para a vida da igreja, os eventos e as programações, que quase sempre são voltadas para os próprios membros, deixou de existir instantaneamente. Sem essas atividades, estamos nos perguntando o que de fato é o essencial na vida da igreja.
Estamos descobrindo debaixo de nossas agendas alguns post-its com lembretes do Senhor de que a comunhão semanal da igreja tem, pelo menos, três propósitos principais: Primeiro, os cultos são para celebrar as maravilhas que Deus realiza semanalmente no meio do seu povo; Segundo, os encontros comunitários servem para estreitar os laços entre as pessoas que professam a mesma fé e fortalecer a todos que enfrentam as mesmas lutas diariamente; Terceiro, as reuniões da igreja devem ser a oportunidade de aprendizagem e treinamento para a missão de proclamar o Evangelho e fazer discípulos.
Quando penso nesses propósitos, lembro da transfiguração de Jesus. Pedro, Tiago e João estão com Jesus em um monte e logo a aparência de Jesus é transformada em um brilho só. Elias e Moisés se juntam a eles. Ali estavam em plena comunhão: Jesus, o Mestre; Moisés, o Legislador; Elias, o Profeta; e Pedro, Tiago e João, os Discípulos. Que encontro maravilhoso, diz Pedro! Dá até vontade de ficar ali para sempre. E é isso que Pedro sugere ao dizer ao Senhor: Se quiser, farei três tendas: uma será sua, uma de Moisés e outra de Elias. (Mateus 17.4). Imediatamente, a voz de Deus ressoa e diz: Este é meu Filho amado, que me dá grande alegria. Ouçam-no! (Mateus 17.5). Então, o brilho se desvanece e todos descem o monte transformados para a missão.
É tão bom e tão bacana que a irmandade desfrute a comunhão e celebre os grandes feitos do Senhor semanalmente e, então, saia dali intencionalmente para servir ao mundo com o Evangelho. Isso é o essencial na vida da igreja.
3. Redescobrindo o Pão do Céu além da Ceia
A terceira lição que igreja está experimentando durante esta pandemia é que estamos redescobrindo que o Pão do Céu vai muito além do pão da Ceia.
Estávamos acostumados a celebrar a Ceia do Senhor apenas entre nós cristãos e isso só era possível em nossas reuniões dominicais. Mas agora, ao nos achegarmos à Mesa do Senhor de forma online, quantos outros que não pertencem às nossas igrejas se achegam também?
A Comunhão dos Santos ganha um novo significado nas palavras anunciai a morte do Senhor até que ele venha, pois nos deparamos com pessoas famintas do Pão do Céu e a elas anunciamos o pão eterno como um oferecimento gracioso de Deus para todos.
Estamos redescobrindo que além do pão “espiritual” devemos oferecer o pão nosso de cada dia a todos os que dele necessitam. E isso está gerando uma maior fraternidade e solidariedade entre as pessoas, cristãs ou não, pois está manifestando a preocupação de cada cristão em estender suas mãos aos que também carecem do pão cotidiano. Este “serviço da mesa”, aquela diaconia restrita aos diáconos e diaconisas, agora está sendo praticado por muitos, que não são ordenados para esse serviço, mas que servem as mesas com amor e dedicação, repartindo o pão de casa em casa.
Enquanto você lê isso o Espírito não faz você lembrar das vezes que Jesus multiplicou os pães para que os discípulos alimentassem a multidão, que estava faminta por ter ficado até tarde ouvindo o Mestre ensinar e proclamar o Reino de Deus?
A celebração da Ceia é também um envio para um mundo carente de pão e de salvação e ambos se encontram em Jesus: a salvação pela sua morte e ressurreição, e o pão pela solidariedade, fraternidade e serviço diaconal de seus discípulos para com o mundo.
4. Redescobrindo a leitura e o ensino da Bíblia
A quarta lição que igreja está experimentando durante esta pandemia é que estamos redescobrindo que a leitura e o ensino da Bíblia é um exercício espiritual diário.
A Bíblia sempre foi o livro do povo de Deus. Acontece que muitos abriram mão do direito de ler e ensinar as Escrituras em favor de “especialistas”, que leem por eles e por muitos outros.
Em casa, como a família, a meditação bíblica voltou a ser uma prática familiar como há muito tempo não se via, imagino que desde o culto doméstico praticado no distante século 20. A retomada da leitura da Bíblia nos lares está dando a muitos uma autonomia de escolher os textos que mais atendem as suas necessidades, tornando possível responder perguntas que elas realmente estão fazendo e não aquelas perguntas que os pregadores imaginam que elas estejam fazendo.
O distanciamento social está ajudando o povo a se conectar diretamente com Deus através da sua Palavra. Isso é muito significativo, pois trará para as igrejas as verdadeiras questões do dia a dia, forçando a comunidade encontrar respostas para as demandas reais de pessoas reais.
5. Redescobrindo o Sacerdócio de todos os crentes
A quinta lição que igreja está experimentando durante esta pandemia é que estamos redescobrindo o Sacerdócio Universal de todos os crentes.
O Coronavírus tem forçado muitas pessoas a descobrirem os seus dons e a colocar esses dons em prática dentro de seus lares. Isolados fisicamente da igreja, mulheres e homens, que antes estavam acostumados a terceirizar as responsabilidades nos ministérios da comunidade, agora começam a redescobrir seus papéis na igreja.
Até antes da pandemia, entendíamos que o encargo de manter a igreja funcionando era somente daquelas pessoas eleitas ou nomeadas para cargos e funções. Agora, estamos tendo que ensinar os nossos filhos; estamos lendo a Bíblia; contribuindo; distribuindo os elementos da Ceia; orando; exercendo liderança; falando do amor de Deus para outros etc.
Você pode dizer que isso as pessoas já faziam. Está bem. Mas o que é diferente, é que elas estão redescobrindo que podem assumir esses compromissos por si mesmas, porque elas percebem que possuem talentos e dons espirituais e que estão sendo guiadas pelo poder do Espírito Santo. E isso é diferente, pelo menos para a maioria das igrejas focadas em uma hierarquia rígida com pouco espaço para o exercício do sacerdócio de todos os crentes.
6. Redescobrindo a Visão do Reino de Deus
A sexta lição que igreja está experimentando durante esta pandemia é que estamos redescobrindo a visão do Reino de Deus.
Antes da pandemia as igrejas estavam autocentradas. O Covid-19 “dispersou a Igreja” que, aos poucos, vai tomando consciência de que o Reino de Deus está entre nós e que ele é bem maior do que a própria igreja. Devagar e sem perceber a igreja vai se dando conta de que seu papel é bem mais modesto do que às vezes queremos atribuir a ela.
Essa retomada da visão do Reino de Deus está em curso não porque estamos refletindo a esse respeito, mas porque estamos pondo em prática os valores do Reino dos Céus, como diz Mateus, valores expressos especialmente no Sermão da Montanha. Esses valores incluem amar ao próximo e aos inimigos; promover a paz; exercer a misericórdia; praticar a esmola, a oração e o jejum, entre outros.
Você pode dizer que isso a igreja sempre fez. Certo, mas as pessoas sempre fizeram muito mais como igreja do que como cidadãos do Reino de Deus. Aliás, posso dizer que nas últimas gerações raramente tivemos tamanha oportunidade e necessidade de praticarmos os valores do Reino de Deus para além das paredes do templo. Parece que o distanciamento social tem aumentado a sensibilidade das pessoas. E o Espírito de Deus está canalizando essa sensibilidade para o serviço às nações como parte da expansão do Reino de Deus.
As lições que estamos experimentando como igreja durante esta pandemia estão apenas começando. Podemos afirmar que nunca mais seremos os mesmos, não porque não podemos mais ser os mesmos, mas porque não devemos mais ser os mesmos.
As redescobertas que estamos fazendo como povo de Deus são lições preciosas sobre pontos importantes da Igreja. Estamos nos perguntando sobre a própria essência da Igreja e isso é sobre seu propósito único, aquele propósito proposto por Jesus. Estamos nos questionando sobre o que de fato é essencial na vida da Igreja e isso é sobre as finalidades do culto e às funções das reuniões no templo. Estamos nos interrogando sobre a dimensão e extensão do sacramento da Ceia e isso é sobre o anúncio do pão espiritual e a partilha do pão material. Estamos nos indagando sobre a leitura e o ensino da Bíblia e isso é sobre a legitimidade e capacidade de todos para ler e ensinar as Escrituras. Estamos nos interpelando sobre o sacerdócio universal de todos os crentes e isso é sobre o exercício dos dons espirituais sob a direção do Espírito Santo. Estamos no inquirindo sobre a visão do Reino de Deus e isso é sobre a amplitude do agir de Deus no mundo.
A pandemia do novo Coronavírus criou uma atmosfera de preocupação, medo, dor, sofrimento, isolamento e distanciamento social. Tudo isso é muito grave e dolorido. Porém, o Covid-19 nos deu também o tempo necessário para repensarmos nossa forma de ser igreja e a oportunidade única de redescobrirmos nossa vocação como filhas e filhos de Deus.
Certamente que ainda é cedo para tirarmos conclusões definitivas sobre os efeitos da pandemia na vida da igreja. Mas as mudanças que estão em curso na comunidade de fé já estão nos transformando e continuará a nos transformar para muito além da crise do Coronavírus. A redescoberta do nosso propósito como igreja no mundo terá um efeito duradouro pelas gerações seguintes, se aprendermos essas e outras lições que Deus está nos fazendo experimentar no presente momento.
Assim, continuamos a orar para que o Senhor continue a nos transformar de forma poderosa.

José Roberto Cristofani

Artigo publicado originalmente no BLOG do autor
Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com/ e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

10 de julho de 2019

Esboços de pregações sobre evangelização - Livro gratuito para download



Ao longo do tempo, temos dedicado grande parte de nosso esforço editorial a suprir a igreja de língua portuguesa com recursos gratuitos focados no ensino, promoção e mobilização missionárias, pois sempre nos foi patente e premente a máxima de John Wesley: [Igreja,] “tua tarefa única na Terra é esta: ganhar almas”.
Esta seleta de esboços é de certa forma um corolário deste esforço, e vem suprir mais uma pequena lacuna em nossa bibliografia homilética e missiológica. A sugestão de projeto neste sentido partiu de Wallace Batalha, e chegou a nós por intermédio de nosso colaborador Wesiley Monteiro, no que prontamente a abraçamos.
Em tempos de fruição informacional, vemos o tempo se tornar artigo cada vez mais raro e disputado. Sabemos que Deus usa os ocupados, e são muitas as frentes em que o servo cristão precisa combater. A construção de um sermão, principalmente para aqueles que devem elaborá-los constantemente, ocupa grande tempo da vida de um obreiro.  Uma seleta como esta visa, assim, não prestar-se de muleta para amparo do pregador preguiçoso, mas sim ferramentar o obreiro cristão ativo para desempenhar sua nobre função da melhor forma, remindo o tempo.  E ainda servir como instrumento pedagógico no ensino de Missões, pois tais esboços, claro esteja, prestam-se como pequenos estudos bíblicos, valiosos para os momentos devocionais, tanto a sós quanto em grupo.
Aqui estão coligidos esboços de autores os mais diversos, de ontem e de hoje, do Brasil e do exterior. Esboços de tamanho variado, indo desde breves tópicos de três linhas até esqueletos de sermão de página e meia, já quase “prontos”. Há ainda uma pequena série de sermões completos. Para enriquecimento da reflexão dos leitores, agregamos a este livro uma seleção de nada menos que trezentas citações sobre Pregação e Pregadores, e um interessante “Círculo Homilético”, na forma de gráfico ilustrando o processo da criação de uma mensagem, da oração por inspiração até sua exposição e avaliação.                                                        

Convido você, amigo leitor, a compartilhar esta obra gratuita, não apenas com pastores, obreiros e missionários, mas com todos os cristãos ao seu alcance.

O tempo urge, Jesus vem já: Trabalhemos enquanto é dia!

Sammis Reachers

PARA BAIXAR O LIVRO GRATUITAMENTE PELO SITE GOOGLE DRIVE,CLIQUE AQUI.

16 de maio de 2019

Livro gratuito sobre a Oração reúne o melhor sobre o tema em língua portuguesa


Por seu caráter de antologia, e por antologiar gêneros diversos, como frases, sermões e orações, agregando a isso outros recursos práticos, este humilde e gratuito livro, que circula apenas em formato eletrônico, se configura num dos mais significativos livros sobre a Oração já publicados em língua portuguesa. 
Estão aqui coligidas em torno de mil citações, de autores os mais diversos da cristandade, citações divididas em duas partes: Frases Gerais sobre a Oração e Frases sobre a importância da Oração nas obras de Evangelização e Missões.
Para além disso, coligimos 150 esboços de sermões sobre o tema da Oração. Tais esboços, claro esteja, prestam-se igualmente como estudos bíblicos, muito oportunos para os momentos devocionais em particular ou em grupo.
Coligimos ainda trechos de orações de grandes nomes do cristianismo, desde Pais da Igreja como Clemente de Roma até nomes recentes como Martin Luther King. Tais textos não devem ser tomados como modelos rijos e nem prestam-se a objetos para a repetição, mas objetivam apenas ilustrar e aclarar aspectos da oração e dar notícia da devoção e correição de fé de nossos co-herdeiros da graça de Cristo.
Como referido, agregamos a este livro recursos outros que poderão auxiliar todos aqueles que trilham os caminhos da comunhão divina através da oração. Concordância Bíblica ExaustivaDatas Comemorativas para a Intercessão específica, um modelo de Diário de Oração e outros recursos, são itens que irão enriquecer a devoção do leitor.
Oração é oração praticada; sua ciência é quase toda ela empírica, desenvolvida pelo contato dos joelhos no chão e a abertura de coração.
Que este humilde livro, mais do que agregar conhecimento teórico, enriqueça seu ferramental prático e lhe constranja a orar mais e melhor, crescendo de fé em fé, até assenhorear-se de todas as promessas de Deus a que só temos acesso através da oração.
Compartilhe este livro, sempre gratuitamente, com todos os irmãos ao seu alcance.

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6 de janeiro de 2019

A relação entre pregação e oração, por E. M. Bounds


Reunimos aqui alguns trechos selecionados do grande autor E. M. Bounds, cujos livros sobre oração tem sido clássicos a alimentar a devoção de gerações de cristãos.


Enquanto o púlpito deve se apegar a uma firme lealdade à Palavra de Deus, deve, ao mesmo tempo, ser leal à doutrina da oração que essa mesma Palavra ilustra e enfatiza para a humanidade.
E. M. Bounds

Os pregadores de oração são mais ousados, são os mais verdadeiros e vivos ministros de Deus. Eles sobem mais alto e estão mais perto daquele que os chamou. Eles avançam mais rapidamente e na vida cristã são mais parecidos com Deus.
E. M. Bounds

Toda a habilidade de falar com os homens é medida pela habilidade com que um pregador pode falar com Deus em favor dos homens: ‘Aquele que não ara no quarto de oração, nunca colherá no púlpito’.
E. M. Bounds

Pregação e oração sempre andam juntas, como irmãs siamesas, e não podem nunca estar separadas, sem que haja a morte de uma ou de outra, ou de ambas.
E. M. Bounds

A oração abre os olhos do pregador e os mantém atentos ao mal, ao perigo do pecado e à penalidade em que ele incorre. Um líder cego guiando cegos será a vocação daquele que não ora em sua própria vida.
E. M. Bounds

O pregador da Bíblia ora. Ele é cheio do Espírito Santo, cheio da Palavra de Deus e cheio de fé. Ele tem fé em Deus, fé no Filho unigênito de Deus, seu Salvador pessoal, e tem fé implícita na Palavra de Deus. Ele não pode fazer outra coisa, senão orar. Ele não pode ser outra coisa, senão um homem de oração. O sopro de sua vida e as pulsações do coração são oração. O pregador da Bíblia vive pela oração, ama pela oração e prega pela oração. Seus joelhos dobrados no lugar secreto da oração advertem que tipo de pregador ele é.
E. M. Bounds

A oração na qual consiste grande parte da pregação determina a si mesma. O caráter da nossa oração determinará o caráter da nossa pregação. Oração levada a sério dará verdadeiro peso à pregação. A oração fortalece a pregação, dá a ela unção e faz que permaneça. Em todo ministério, influente para o bem, a oração sempre foi um assunto sério que profetiza o bem.
E. M. Bounds

Falar aos homens por Deus pode ser uma grande coisa e pode ser muito louvável. Mas falar a Deus pelos homens é ainda mais valoroso e recomendável.
E. M. Bounds

Do livro A Arma da Oração (Ed. Vida).


28 de abril de 2012

MISSÕES: As pedras estão clamando - e o Senhor tem usado até o governo brasileiro


David Botelho

Nosso coração está triste e podemos confessar que está chorando! Estamos impressionadíssimos com a queda no número de candidatos que se apresenta para treinamento aos ministérios transculturais para os povos não alcançados da terra! 

Neste ano, uma denominação não terá o treinamento para um projeto devido à falta de candidatos, o diretor de uma organização missionária confessou a um pastor amigo que neste ano teve o menor número de candidatos da história e o mesmo ocorreu com a Horizontes, mesmo depois do nosso pessoal ter visitado mais de 2.000 igrejas no ano passado para mobilização. Poderíamos enumerar outros fatores.

No momento, temos 70 candidatos treinados para serem enviados ao continente menos evangelizado da Terra – a Ásia – onde se encontram os três blocos religiosos principais: budismo, hinduísmo e islamismo e ainda os povos tribais que não possuem nenhuma porção do livro sagrado em suas línguas. 

Estamos surpresos com o pouco apoio que se tem dado a eles por amigos, familiares e irmãos que têm conhecimento do desafio de completar o sustento. Cada um foi recebido com um terço do necessário e precisa levantar os recursos para a “Operação Bota Fora”, isto é: passagens, seguro de vida com direito a repatriamento, vistos, aluguel de casa por um ano, etc. 
Começamos a ver as pedras clamando, pois há um sinal claro de que o Senhor está usando o governo brasileiro. Devido ao crescimento econômico e à grande carência de profissionais nas áreas técnicas, o governo resolveu oferecer 100.000 bolsas de estudos para jovens estudarem no exterior, sendo que 25.000 deles espera vir do setor privado. Estimamos que pelo menos 35.000 deles sejam evangélicos, portanto a presidente nem imagina está enviando missionários. Somente o governo canadense prontificou a receber 12.000 no projeto Ciências sem Fronteiras.
Nossa esperança é de que eles possam adquirir a visão missionária e compartilhar do amor de Cristo com jovens de outras culturas, principalmente de nações que tenham povos não alcançados e que em seus países de origem não podem ouvir as Boas Novas de Cristo.
Algo inimaginável está acontecendo! Cremos que é outro sinal de que as pedras estão clamando. Muitos jovens profissionais de nações não alcançadas que iam para a Europa e América do Norte em busca de boas oportunidades agora estão escolhendo vir para o Brasil.
O que está nos surpreendendo que as igrejas não estão preparadas para receber e evangelizar transculturalmente o grande contigente de latinos, principalmente bolivianos que estão chegando todos os dias, haitianos e portugueses. É de abrir as portas das igrejas para os receberem e os ajudarem neste período de adaptação. Nós até elaboramos um curso a distancia com livros e vídeos para preparar os crentes transculturalmente para uma grande colheita de estrangeiros em nossa pátria. 
É interessante ver profissionais e empresários chineses, indianos, árabes e de outras nações vindo para esta nação para ganhar dinheiro! Realmente, o Senhor mudou o eixo do mundo e isso nos traz uma grande responsabilidade. Como os filhos de Issacar, precisamos estar atentos a este novo fenômeno e aproveitar todas as oportunidades para anunciar Jesus como o único Salvador e Senhor. 
Sabemos que o Senhor está no controle de todas as coisas e nunca deixa de fazer sua obra, de uma maneira ou outra, mesmo com a nossa omissão, indiferença, apatia e descomprometimento com a expansão de Seu reino na face da terra.
Vocês podem se juntar a nós e orar para que esse quadro seja revertido nesta grande potência emergente que é o nosso Brasil?
Escolhemos alguns motivos estratégicos de oração por:
• Pastores que tenham a visão missionária transcultural e ensinem sobre alcançar as mais de 150 tribos indígenas brasileiras que não possuem um obreiro sequer, os povos não alcançados no exterior e desenvolvam projetos para evangelização das etnias não alcançadas em nossa pátria.
• Candidatos comprometidos para os treinamentos transculturais e que tenham o apoio de seus pastores, igrejas, amigos e familiares.
• Povos indígenas brasileiros, etnias estrangeiras no Brasil e os povos não alcançados no exterior, que tenham a oportunidade de ouvir pelo menos uma vez a mensagem salvadora de Jesus em seu contexto cultural, ainda nesta geração.
• 2.100 Investidores que financiem com pelo menos R$ 30,00 mensais os 70 jovens comprometidos e treinados que estão indo para a Ásia, o continente menos alcançado da terra.

Contamos com suas orações, pois o Senhor ouve as orações dos justos, 
No amor daquele que deu sua vida na cruz para que todos os povos, nações, tribos e línguas fossem comprados para Deus,
Cleonice e David Botelho
Missão Horizontes
Bradesco – Agência 1020 – Conta 3474-6
contato: @mhorizontes.org.br

22 de junho de 2007

O Pesado Fardo de ser Esposa de Pastor

Na minha caminhada cristã, tenho visto um número significativo de esposas de pastores, marcadas negativamente pela igreja. Na verdade, basta olharmos para os nossos arraiais evangélicos que perceberemos uma quantidade de mulheres de Deus, feridas e adoecidas emocionalmente em virtude da pressão do ministério pastoral do marido.

É muito comum em nossas comunidades cobrarmos das esposas de nossos pastores, atitudes e comportamentos perfeitos. Na verdade, para muitos é absolutamente natural, exigir de nossas irmãs, aquilo que comumente exigimos de nossos pastores. E é pensando assim, que boa parte do povo de Deus estabeleceu em nome da pseudo-espiritualidade, que as esposas de pastores, devam estar presentes no maior número de reuniões possíveis. Para tais pessoas, a mulher do pastor tem que ser apta a coordenar ao mesmo tempo crianças, ministério de louvor, além obviamente de sociedades femininas. Isto sem falar, que a educação dada aos filhos deve ser perfeita, ilibada; e que a sua postura e comportamento devem ser irrepreensíveis, culminando assim com o sorriso constante de alguém que não experimenta crises e problemas. Para piorar a situação, muitas igrejas têm vivido debaixo da tirania da imposição, onde todas as mulheres de pastores eminentemente devem ser ordenadas pastoras.

Queridos, cobrar das nossas irmãs, esposas de pastores, aquilo que Deus não lhes chamou para fazerem ou executarem é no mínimo perverso. É importante que entendamos que muitas delas foram chamadas por Deus, para exercerem plenamente o ministério, no entanto, torna-se imprescindível que também entendamos que boa parte destas, não foram por Deus vocacionadas para exercerem de modo pleno o ministério na casa de Deus. O simples fato de exigirmos com que tais irmãs exerçam aquilo pelo qual não foram chamadas contribui significativamente para o seu adoecimento.

É de fundamental importância que compreendamos que a missão de ser auxiliadora do marido por si só já é dificílima. Isto sem contar o fato de que a esposa do pastor ainda carrega no bojo da vida a sublime missão de ser mulher, profissional, mãe e esposa!

Porque então colocar sobre nossas irmãs um peso que o Senhor não colocou?Minha oração é que o nosso Deus nos ensine a sermos equilibrados, bem como possuirmos bom senso, até porque, tais atributos tornam-se indispensáveis a uma comunidade rica e
saudável.

Pr. Renato Vargens
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