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27 de agosto de 2009

A revogação do inferno

João Heliofar de Jesus Villar

Phillip Roth é hoje um dos mais respeitados escritores nos Estados Unidos. Frequentemente seu nome é mencionado nas cogitações do Prêmio Nobel de Literatura. Num estilo seco, agradável de ler, em histórias que sempre tem como pano de fundo a realidade judaica americana, seus romances ganharam o mundo.

Em sua última obra, “Indignação”, o autor narra a saga de um jovem judeu, filho de um açougueiro kosher, que, durante a guerra da Coreia, consegue se livrar do alistamento, mantendo-se na universidade. Porém, inscrito em uma instituição cristã profundamente conservadora, o aluno se vê sob o risco de expulsão continuamente, pois não aceitava as restrições impostas pela faculdade, especialmente o dever de frequentar cultos semanalmente. O romance gira em torno dessa tensão; isto é, o aluno, que sustentava sua rebeldia como uma questão de honra, equilibrava-se numa corda bamba, pois, caso fosse expulso, teria de enfrentar as trincheiras geladas da guerra do extremo oriente.

A história constitui pano de fundo para mais um ataque cruel ao cristianismo e revela como o caldo de cultura ocidental está cada vez mais hostil à fé. Mesmo um autor sofisticado como Roth não consegue vencer a tentação de passar uma visão maniqueísta do confronto do jovem rebelde com a direção de uma instituição cristã.

Num diálogo com o diretor da faculdade de direito (um “apaixonado por Jesus”), o jovem judeu afirma com grande orgulho que é ateu e que Bertrand Russel já havia demonstrado suficientemente a total falta de lógica dos argumentos a favor da existência de Deus, na obra “Por que não sou cristão”. E acrescenta que Russel teria afirmado com toda propriedade que Jesus não poderia jamais ser tido na conta de um bom mestre, tendo em vista os seus ensinos sobre o inferno. A doutrina do inferno seria completamente inaceitável, suficiente para arruinar a reputação de Cristo, por mais elevados que fossem os demais ensinos éticos firmados nos evangelhos. Diante desse ataque, o diretor da faculdade de direito se limita a fazer ataques à conduta pessoal de Bertrand Russel, que seria uma figura amoral, adúltero etc. Do ponto de vista racional, porém, suas críticas seriam irrespondíveis.

A história se passa nos anos 50, mas é bastante atual, com a diferença de que hoje, nas universidades, a posição dominante é a do herói de Roth, especialmente no corpo docente. E a tendência de hostilização intelectual é tão forte e crescente que intimida abertamente os cristãos mais ortodoxos.

Uma prova de que a intimidação já chegou ao centro da igreja é o silêncio envergonhado nos púlpitos a respeito do inferno. Se hoje Jonathan Edwards pregasse “Pecadores nas mãos de um Deus irado” em qualquer lugar, perderia imediatamente seu cargo de reitor da Universidade de Princeton, seria escorraçado da igreja, e ninguém mais ouviria falar no seu nome. Talvez os conceitos de Russel a respeito do tema tenham se infiltrado no inconsciente cristão de tal modo que ninguém consiga tratar do assunto sem suscitar em si um profundo sentimento de culpa diante do ouvinte secular.

Na verdade, se fosse possível, talvez convocássemos um concílio para revogar o inferno por algum tipo de decreto a fim de que fosse declarada a paz com a modernidade e ninguém falasse mais nisso. Falaríamos apenas em amor, graça e tolerância, temas tão caros à piedade moderna. Que o inferno vá para o inferno. Talvez ficasse difícil explicar para quê serve a salvação -- seremos salvo do quê, exatamente? Mas, por certo, teríamos um verniz intelectual muito mais elegante perante nossos interlocutores seculares. Afinal, não é a eles que devemos agradar?


• João Heliofar de Jesus Villar, 45 anos, é procurador regional da República da 4ª Região (no Rio Grande do Sul) e cristão evangélico.


via http://www.ultimato.com.br

26 de agosto de 2009

Cristianismo Creative Commons


Por Jarbas Aragão

Muita gente hoje em dia discute os conceitos de propriedade intelectual, de direitos autorais e de pirataria. Não há dúvida que a internet mudou muita coisa e sua popularização trouxe novas discussões sobre coisas quem antes nunca se pensou. Não quero e nem posso avaliar aqui as implicações éticas e teológicas dos downloads modernos, dos sites de torrents, da transmissão de músicas, filmes, jogos e até de livros. Na grande maioria das vezes é fácil determinar que o erro distribui material que não é seu por direito. Até ai tudo bem, que fique claro: não compro material pirata! Mas poucas vezes vi discussões em nosso meio sobre a atitude de quem produz e distribui esse material.

Há algum tempo o mundo tem visto surgir tentativas de se mudar o conceito de propriedade intelectual. Muitos softwares, por exemplo, são distribuídos gratuitamente. Aos poucos foram surgindo filmes, CDs e livros que aderiram a esse “movimento”. Essa maneira de pensar gerou conceitos novos como copyleft (oposto do termo copyright) e as licenças chamadas de creative commons (mais informações no www.creativecommons.org.br )

O que isso tem a ver com nossa fé cristã? Existem várias passagens que nos mostram que não é correto exercer qualquer tipo de cobrança pela mensagem de salvação. O famoso “de graça recebestes, de graça dai” (Mt 10:8). Mas o que tem se visto nos últimos tempos é uma grande comercialização do evangelho e da mensagem de Cristo. E não estou falando da teologia da prosperidade!

Tomemos por exemplo o texto bíblico no Brasil (diferentemente de outros países) que possui direitos autorais. Ou seja, é proibido por lei a reprodução de uma quantidade maior que 500 versículos sem autorização da editora que possui os “direitos” de determinada tradução. Ou seja, você não pode imprimir milhões de exemplares da Bíblia e sair distribuindo por aí. Alguns softwares que trazem o texto bíblico apresentam essa restrição. A pergunta que fica é: ter o direito autoral da Palavra de Deus é correto? Exigir-se pagamento para se reproduzir o texto é bíblico?

Também é sabido que muitos pastores/pregadores e cantores/cantoras só vão para um determinado local, seja igreja ou não, mediante o pagamento de um cachê. Alguns não chamam de cachê, óbvio, chamam de “oferta”. Mas até que ponto eles têm o direito de cobrar para louvar a Deus ou cobrar para ensinar o caminho do Senhor? Não tenho nada contra as ofertas, até porque isso é claramente mostrado nas Escrituras. Minha dificuldade é ver gente enriquecendo com isso. Claro, se ninguém pagasse essa prática já teria acabado ou certamente diminuído bastante.

Conheço bem algumas empresas ditas “evangélicas”. Sei como funciona a produção e a distribuição de muito do material que circula no “mercado gospel”. Não seria leviano em dizer que todas as empresas agem da mesma maneira. Nada tenho contra aqueles que fizeram a opção de viver de maneira integral do evangelho, de usar os dons e talentos dados por Deus para de alguma maneira contribuir para a igreja de Cristo espalhada pela face da terra. Meu objetivo é refletir até que ponto se justificam certas coisas.

Quando vemos alguns livros sendo vendidos na categoria religião das livrarias ou mesmo o material que é encontrado nas chamadas livraria evangélicas dificilmente se pergunta “quem produz esse material?”, “para onde vai o lucro obtido?”. Talvez isso não pareça importante para a maioria das pessoas, uma vez que se coloca sobre essas coisas o “selo” que os identifica como “abençoado” ou “abençoador”. A verdade é que nem todas as empresas que produzem e comercializam esse material estão necessariamente envolvidas com a proclamação das boas novas.

O que eu gostaria de refletir neste espaço é sobre a prática de usar o nome do evangelho de Jesus para enriquecer pessoas, ministérios ou empresas. Não sou ingênuo a ponto de pensar que tudo deva ser de graça ou ignorar que existem custos muitas vezes altos para produzir todas essas coisas. Eu continuo comprando material que entendo ser útil e proveitoso para minha vida cristã. Mas confesso que deixei de ir a certos eventos e de comprar certas coisas por causa disso. Considero abusivo o preço de muito material que apenas por ser evangélico é mais caro que os demais. Por exemplo, tenho vivido isso toda vez que quero comprar um filme em DVD para meu filho!

Não é segredo para ninguém que existe uma verdadeira “indústria” montada por trás disso tudo. O mercado cristão ainda dá muito dinheiro. Nada tenho contra o lucro. Porém, poucas vezes li alguma reflexão séria sobre essa questão. Com a popularização da internet vieram as mudanças de certos conceitos e acredito que ainda existe muito para ser pensado. A questão é que está surgindo uma concepção diferente de direito autoral e isso nos atinge também.

Já é possível hoje baixar livros, vídeos, e músicas da internet autorizados e incentivados pelos seus próprios criadores. Existem grupos evangélicos que já entenderam que estamos diante de um novo tempo e fizeram a opção de oferecer o seu material gratuitamente na web, possibilitando que os ouvintes façam algum pagamento se desejarem. A lógica que está por trás disso não é mais única e exclusivamente a busca do lucro. O princípio é a divulgação do que foi produzido sem que o lucro seja a motivação principal. Já visitei sites de produtoras que disponibilizam seu material gratuitamente. Posso citar alguns exemplos gringos. O músico Derek Webb distribuiu um tempo atrás o seu CD Mockingbird, o site de audiolivroswww.christianaudio.com disponibiliza uma vez por mês um download gratuito de um livro diferente. Particularmente gosto do site theresurgence.com , do ministério Mars Hill, liderado pelo pastor Mark Driscoll, além de pregações livres de direitos, é possível encontrar também CDs de música e livros do pastor para baixar. No Brasil alguns autores menos conhecidos, bem como grupos musicais tem disponibilizado seu material. A editora Mundo Cristão chegou a disponibilizar o download gratuito (por tempo limitado) de alguns títulos. Mas ainda é algo muito tímido, quase inexpressivo. Acredito que faltam iniciativas do gênero no meio evangélico nacional.

Por outro lado existem pessoas que aproveitam todas as oportunidades para transmitirem sua mensagem gratuitamente. Inclusive grupos religiosos. Um bom exemplo claro é o longa de animação de 2008, Sita Sings the Blues, que tem como enredo uma história da tradição hinduísta, o Ramayana e em essência é uma historia sobre espiritualidade. No site do filme, www.sitasingstheblues.com é possível ler que seus idealizadores acreditam que o valor do filme vai além da questão financeira e disponibilizaram na licença Creative Commons. A imagem ai em cima dá uma mostra do material. Não dá pra não se perguntar porque ainda não temos feito o mesmo para divulgar a mensagem do evangelho. Desconheço um esforço para a produção e distribuição de filmes com conteúdo evangélico que estejam sendo distribuídos com o simples propósito de divulgar a mensagem. Não está na hora de vermos mais iniciativas propondo um cristianismo livre de direitos autorais restritivos e abusivos? Não seria necessário repensar qual o objetivo da produção e comercialização de muito do que se produz em nome de Jesus nos dias de hoje? Sou favorável a um cristianismo Creative Commons, onde o lucro não é a mola propulsora, mas sim o desejo de ver a Palavra sendo levada às pessoas. Você conhece mais iniciativas assim? Deixe a dica ai nos comentários para todos verem e conhecerem.


via http://www.blogdos30.tk/

18 de agosto de 2009

O escândalo do comportamento evangélico

George Barna desenvolveu alguns critérios para identificar aqueles que possuem uma “visão de mundo bíblica”. Essas pessoas crêem que a Bíblia oferece padrões morais e que “existem verdades morais absolutas”, comunicadas através da Bíblia. Além disso, elas crêem em mais seis pontos fundamentais: Deus é o Criador onisciente e onipotente que governa o universo; Jesus Cristo viveu uma vida sem pecado; Satanás existe e está ativo nesse mundo; a salvação é pela graça, e não por mérito; todo cristão tem a responsabilidade pessoal de evangelizar; e a Bíblia é totalmente correta em tudo aquilo que ensina.

Os critérios empregados por Barna para identificar as pessoas com uma visão de mundo bíblica não são os mesmos usados por ele para identificar o grupo dos evangélicos (capítulo 1), mas são bastante semelhantes. Como vimos anteriormente, o grupo dos “nascidos de novo” é bem abrangente, aproximadamente 40% da população, mas apenas 7% ou 8% são evangélicos. Entre aqueles que possuem uma visão de mundo bíblica, Barna descobriu que somente 9% dos adultos e 2% dos adolescentes nascidos de novo têm uma visão de mundo bíblica.10 Essa não é uma boa notícia.

A notícia boa é que esse pequeno grupo formado por pessoas com uma visão de mundo bíblica demonstra um tipo de comportamento genuinamente diferente. Essas pessoas são nove vezes mais propensas que todas as outras a evitar material “adulto” na Internet. São quatro vezes mais propensas que os outros cristãos a boicotar empresas e produtos de origem duvidosa e duas vezes mais propensas a não assistir filmes de conteúdo ruim. Elas são três vezes mais propensas que os outros adultos a não usar produtos derivados do tabaco, e duas vezes mais
propensas a trabalhar voluntariamente na ajuda às pessoas necessitadas.11 Quarenta e nove por cento dos cristãos nascidos de novo dedicaram mais de uma hora de trabalho voluntário na última semana a uma organização que atende aos pobres, enquanto que somente 22% dos cristãos que não nasceram de novo fizeram isso.12

Em uma pesquisa de 2000, Barna descobriu que os evangélicos são cinco vezes menos propensos que os adultos em geral a declarar que “suas carreiras vêm em primeiro lugar”.13 Há também fortes evidências de que entre os homens protestantes e doutrinariamente conservadores que freqüentam uma igreja, os índices de abuso doméstico sejam menores que em outros grupos.14

Não é de estranhar que esse bom comportamento esteja diretamente relacionado a um maior envolvimento religioso. Os que têm uma visão de mundo bíblica são quase duas vezes mais propensos que outros cristãos a ler a Bíblia diariamente. 15 Em todo o país, somente 21% dos adultos freqüentam a escola dominical semanalmente, mas 37% de todos os adultos nascidos de novo freqüentam. E os números saltam para 65% entre os evangélicos.16 Enquanto somente 20% de todos os adultos freqüentam um pequeno grupo de oração e estudo bíblico durante a
semana, 28% dos cristãos nascidos de novo freqüentam, e entre todos os evangélicos, o índice chega a 53%.17

Outros pesquisadores têm observado uma correlação semelhante entre a fé evangélica e a atividade religiosa. Christian Smith constatou que os evangélicos são muito mais propensos a freqüentar a igreja semanalmente ou a compartilhar o evangelho que outros cristãos.18 Esse mesmo padrão foi constatado em um estudo de 2001 feito pelo Pew Research Center.19

Essas estatísticas nos dão uma boa dose de esperança. Pessoas que partilham de uma visão de mundo bíblica demonstram melhor comportamento moral em suas atitudes — e essas pessoas representam um percentual significativo entre os evangélicos. Não podemos nos contentar com pesquisas que mostram que apenas 29% dos evangélicos contribuem generosamente na ajuda aos pobres e necessitados. Mas pelo menos isso é bem melhor do que os resultados das estatísticas entre os não-religiosos, onde somente 9% doam com liberalidade para ajudar os pobres. A comparação entre cristãos nominais e cristãos profundamente
comprometidos e doutrinariamente ortodoxos não deixa dúvidas de que o cristianismo genuíno produz um comportamento melhor, ao menos em algumas áreas.

As descobertas de Barna acerca do comportamento diferenciado dos cristãos que possuem uma visão de mundo bíblica ressaltam a importância da doutrina. A ortodoxia bíblica faz diferença. Uma boa maneira de colocar fim ao escândalo do comportamento cristão contemporâneo é trabalhar e orar fervorosamente para que floresça em nossas igrejas uma fé doutrinariamente ortodoxa.

Barna registra uma última constatação que oferece um pouco mais de esperança. Suas pesquisas revelam que, embora 91% dos cristãos nascidos de novo careçam de uma visão de mundo bíblica, eles estão abertos, e até mesmo ansiosos para crescer espiritualmente. Oitenta por cento dos cristãos nascidos de novo afirmaram que “um compromisso profundo e pessoal com a fé cristã é uma das principais prioridades para o futuro”.20 Nove entre dez cristãos de todos os grupos disseram
que se suas igrejas ensinassem como agir para crescer espiritualmente, eles procurariam ouvir seus conselhos e seguiriam a maioria das recomendações.21 Atitudes desse tipo indicam que as pessoas estão abertas para um discipulado bíblico mais consistente.

A situação não está tão desesperadora como parece. A fé bíblica provoca uma mudança substancial (embora não suficiente) na vida dos cristãos verdadeiramente comprometidos. A maioria dos cristãos nominais parece estar aberta ao crescimento espiritual.

O mais importante de tudo é que o evangelho é real! O carpinteiro de Nazaré levantou-se do túmulo e agora reina como Senhor do universo. Sua promessa de transformar à sua imagem todos os que nele crêem permanece. O Espírito Santo está vivo e poderoso, pronto a restaurar pessoas quebrantadas, dispostas a abrir incondicionalmente seus corações e vidas à sua poderosa presença.

Ao longo da história da igreja, mesmo nos momentos de crises profundas e de infidelidade, Deus sempre cumpriu suas promessas. Deus deseja realizar hoje as mesmas obras poderosas que fez no passado. Tudo que precisamos fazer é confiar e obedecer.

O Senhor que nós afirmamos amar e adorar está à porta e bate. Ele espera que nós o convidemos a entrar. Não podemos convidar apenas uma parte dele. Mas se nós o acolhermos em nosso coração e entregarmos nossa vida a Cristo, faremos obras grandiosas, muito além do que ousaríamos pedir ou imaginar. Ele transformará nosso pranto em alegria e porá fim à escandalosa desobediência do povo que se chama pelo seu nome.



Jesus, seja o centro,
Seja a nossa fonte,
Seja a nossa luz, Jesus.

Jesus, seja o centro,
Seja a nossa esperança,
Seja a nossa canção, Jesus.

Seja o fogo em nossos corações,
Seja o vento em nossas embarcações,
Seja a nossa razão de viver,
Jesus, Jesus.

Jesus, seja a nossa visão,
Seja o nosso caminho,
Seja o nosso guia,
Jesus.

FONTE: Rede Evangélica Nacional de Ação Social (RENAS) - http://www.renas.org.br

12 de agosto de 2009

DA ARTE DE PREGAR ATRAVÉS DAS ILUSTRAÇÕES - Leia este livro online


Recebemos a dica da própria autora, a missionária Alzira Esterque: Leia gratuitamente online o excelente livro DA ARTE DE PREGAR ATRAVÉS DAS ILUSTRAÇÕES, escrito pela irmã Alzira juntamente com o Pr. Alek Sandro Batista Dias.


_______________________

Interessante também conhecer este novo serviço de publicação online, o Bookess.

Admiro muito a liberalidade da irmã Alzira. Enquanto uns fazem questão de um simples poema, outros publicam livros inteiros liberalmente... Estou com estes últimos, com absoluta certeza. Num mundo moldado por Cristo simplesmente não haveria o que se chama
direitos autorais, pelo menos não da forma atual, que a lógica do lucro impôs e nós, 'cristãos', aceitamos como coisa natural. Simplesmente não consigo associar isso a cristianismo - e estranho é ver que a liberalização de informação (vê a Wikipédia?) partiu em maior escala do mundo secular, e não dos cristãos. Não apóio descaradamente a pirataria - por que creio que ela, no caso cristão, pura e simplesmente não deveria existir - pois a boa informação cristã deveria ser disponibilizada gratuitamente, como Jesus faria, para quem quiser. Me parece que é o que Jesus faria - você pode visualizar algo diferente? Mas quem afinal ainda se faz essa pergunta, 'o que Jesus faria?', quem ousa contextualizá-la para hoje, para si? Alguém pode argumentar, 'mas o obreiro não é digno de seu salário?', mas devemos como cristãos buscar o meio-termo. O acesso à verdade e à capacitação da igreja não pode ficar mesquinhamente condicionado ao 'cadê o meu $?', 'quem não paga não leva'. Fale, por exemplo, aos tele-proponentes da Teologia da Prosperidade sobre disponibilizar pelo menos UM livro de seu catálogo, gratuitamente, como fiz a alguns anos, quando de minha conversão: serás exconjurado!
Mas muitos já pensam diferente, graças a Deus. São muitos os pastores , escritores e ministérios que disponibilizam grande quantidade de informação (e-books, cursos, gráficos, etc) na internet, no Brasil e principalmente no exterior, de forma gratuita.

O panorama geral está a mudar, e creio que em breve futuro assistiremos a uma revolução nunca vista nesta questão de direitos autorais e acesso à informação. Quem viver verá! Só gostaria que tal revolução partisse macissamente dos cristãos - seria um grande, um mega testemunho para esse mundo da informação que avança.

Sammis Reachers

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