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29 de janeiro de 2011

AJUDE A OBRA MISSIONÁRIA - Os 10 maiores desafios da Ásia, o que tenho a ver com isso?


“E me esforcei para anunciar o Evangelho onde Cristo nunca fora anunciado”.  Rom. 15.20

O texto acima traz a visão ministerial paulina, que é de sempre ir onde o evangelho ainda não fora anunciado, e isto para não edificar sobre fundamento alheio. O contraste hodierno é a proliferação de igrejas onde se concentra a maioria dos recursos econômicos. A realidade brasileira comprova isto, pois abandonamos as tribos indígenas que tem 151 tribos sem um obreiro sequer, o sertão nordestino e os povos ribeirinhos. Agora tente imaginar o grande desafio de levar os cristãos brasileiros a amarem os povos menos alcançados da terra que estão distantes dos nossos olhos!!! 
É interessante perceber o contexto da passagem em que o apóstolo Paulo menciona que já iria para outro lugar, pois havia concluído a tarefa de evangelizar as quatro províncias do Império romano – Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia proconsular –, desde Jerusalém até a atual Bósnia, e isto em apenas 10 anos de trabalho árduo e em diferentes contextos culturais.
Desejamos compartilhar os dez maiores desafios sobre a tarefa inacabada da Ásia e esperamos que possa sensibilizar o seu coração, mente e espírito para que venha a se associar conosco para juntos ver parte desse quadro mudado ainda nesta década.

1 – Mais de 81% dos quase cinco bilhões de pessoas não cristãs vivem nesse continente.

2 – Possui 85% das pessoas menos evangelizadas, nove dos dez países menos evangelizados com as maiores populações. Somente na China tem aproximadamente 320 milhões que nunca ouviram nada de Jesus; e das 600 mil cidades e vilas da Índia, 500 mil não têm um obreiro sequer.

3 – Presença dos três maiores blocos religiosos não cristãos: islamismo, hinduísmo e budismo; eles são os maiores desafios para os cristãos. São em torno de 1,1 bilhão de muçulmanos, 950 milhões de hindus, e entre 500-900 milhões de budistas.

4- O Projeto Josué mostra 16.350 povos etno-linguísticos.  Dos 6.648 menos alcançados da lista, 5.150 são asiáticos. O desafio da tradução bíblica é muito grande, pois das mais de 2 mil línguas que precisam de tradução no mundo, mais de 40% delas estão na Ásia.

5 – A Janela 35-45 ou Janela Túrquica – povos  de origem turca que se espalham desde a Bulgária até o Oeste chinês,  onde se encontram os povos muçulmanos Uigers e Huis. Além dos povos árabes e iranianos. 

6 - Desastres ecológicos – A região tem sido afetada por grandes terremotos, vulcões, secas, ciclones, tsunamis e enchentes que tem ceifado milhões de vidas, e levado outras a ficarem desabrigadas, necessitando de muitos obreiros para prestação de ajuda humanitária e em todas as áreas da vida.

7 – Tráfico. O tráfico tem sido uma forma ilícita de obtenção de recursos financeiros. O tráfico de drogas tem sido a forma mais violenta e conhecida, como a heroína no Afeganistão e no Triangulo de Ouro (Mianmar, Tailândia e Laos). Ainda mais aviltante é o tráfico humano para trabalho escravo e prostituição. A Ásia é a região que mais supre adolescentes para os bordéis internacionais.

8 - Vírus HIV – A pandemia está intensificando neste continente, principalmente na India, Tailândia e China, e isto devido ao crescimento da indústria do sexo.

9 – O crescimento econômico dos tigres asiáticos tem sido fenomenal devido ao acesso à alta tecnologia, mão de obra barata e investimentos estrangeiros que proporcionam produtos com preços super-competitivos devido à alta produção para o mercado interno e exportação. Isto tem levado à grande corrupção e grande discrepância entre pobre e rico.

10 – O fundamentalismo religioso muçulmano e hinduísta tem sido o grande desafio para os cristãos nacionais. Isto tem dificultado a entrada de obreiros, bem como a mudança de status religioso e o acesso às classes mais altas da sociedade, pois para conseguir um emprego precisa ser parte da religião estatal. O maior desafio está na Coréia do Norte, que dizimou  milhares de cristãos. O país tem enfrentado uma fome tremenda. Sabe-se da história de um pai de família que estava morrendo e chegou a dizer ao filho que comesse a carne dele quando morresse, pois, se o enterrasse, o vizinho desenterraria o cadáver para comê-lo.

Poderíamos enumerar muitos outros fatos, mas entendemos que esses são os mais fortes. Estes desafios necessitam das orações específicas da igreja e exigem novas maneiras de trabalho. A Horizontes América Latina analisou todas essas áreas e procurou parcerias para ver a melhor forma de trabalhar. Buscando visualizar novos métodos para alcançar o maior número de discípulos nesta região, lançamos o Projeto UNIÁSIA, um projeto de sete anos onde os candidatos receberão sete formações diferentes: Bíblica, Missiológica, Transcultural, Espanhol, Inglês, Língua Asiática e uma graduação Universitária na Ásia, e que recebe os candidatos com apenas um terço do sustento sendo o restante mobilizado no treinamento. Para isto contemplamos o treinamento de cristãos nacionais para as igrejas subterrâneas, estabelecimento de empresas e negócios internacionais, intercâmbios culturais, área educacional e a tradução de línguas, além de projetos de aconselhamento em áreas de desastres.

Nosso alvo é trabalhar arduamente para ver o número de obreiros brasileiros na Ásia dobrado até o ano de 2015.  Estima-se hoje que haja em torno de 275 obreiros brasileiros, de todas as denominações em todo o continente asiático.
Nosso grande desafio para 2011 é o Centro Para as Nações em Monte Verde – Diante do grande contingente que deve vir do estado do Pará e de outros estados para os projetos Uniásia (uniasia@mhorizontes.org.br) e Revolution Teen (projeto que visa treinar adolescentes que concluíram o ensino fundamental nas áreas cultural, lingüística e bíblica), precisaremos concluir o novo edifício de alojamentos com 48 suítes, cinco andares e já coberto.
Para ver a conclusão, precisaremos de um milhão e duzentos mil reais e para isso estamos vendendo a nossa base na Bolívia, adquirida da Missão Sueca. Para complementar, queremos contar com 1000 parceiros amigos da Horizontes que contribuam com R$ 50,00 mensais durante um período de 12 meses.
Aos que aceitarem o honroso convite e investirem neste grande empreendimento, ofereceremos uma estadia gratuita numa suíte por um final de semana iniciando em uma sexta feira.
Contamos com seu apoio e o convidamos a se unir conosco neste novo ano para que, ao final dele, possa vir e ver de perto aqueles que o Senhor tem levantado para encarar o grande desafio: alcançar os povos não alcançados da terra.
No amor do Mestre,
Cleonice e David Botelho
Missão Horizontes – contato@mhorizontes.org.br 
-Bradesco – Agência 1020 – Conta 3474-6 – CNPJ 59.958.983-0001/16

22 de janeiro de 2011

Verdade, Certeza e a Ciência

Caros,

É curioso como a dita mentalidade aberta e crítica das pessoas cultas, bem educadas, com amplo acesso a todo tipo de informação, pré-conceitua pejorativamente como fanáticas as pessoas de fé religiosa.

A definição bíblica de fé está em Hebreus 11:
1
Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.
2
Porque por ela os antigos alcançaram testemunho.
3
Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.

A fé não é estúpida (ver o vers.2): há provas históricas, passadas e presentes de sua eficácia em obras, em manifestação concreta – aliás este é um critério que ela está presente. Theoria e práxis sem dicotomia, uma testemunhando a outra. De quebra ainda levamos a sabedoria (vers. 3).

Quando um engenheiro faz um projeto sabe que o edifício, a ponte, etc. serão erguidos conforme tudo o que lhe foi ensinado em física, matemática, etc. Do mesmo modo um estatístico tem certeza probabilística de um fenômeno estudado. Outros exemplos das ditas ciências da natureza são óbvios. São fanáticos porque crêem no que está dando certo? Outra curiosidade é o título dessas ciências: “exatas”.

Exata é a Física de Newton? Sim, sob condições: dentro de distâncias nas quais a velocidade da luz não seja variável significativa, como veio e demonstrar a Relatividade de Einstein, que explica bem melhor os macro-mistérios. Mas não explica, como a Quântica, os micro-mistérios – e esta ainda está por se firmar como ciência. Ver as discussões de Penrose e Hawking: aquele alega, com razão, que há excesso de infinitos ocultos na Quântica, que é defendida um tanto emocionalmente por Hawking – e ninguém ousa dizer que este é fanático; muda de opinião quem lê a discussão.

E nas ciências ditas do espírito? Um exemplo chocante e típico é o de um economista que justificou o suicídio de sua mulher através da conhecida teoria da curva de utilidade (Economia clássica usa muita matemática, mas trata de uma faceta do comportamento humano). E foi respeitosa e silenciosamente aceita sua, digamos tentativa de justificar ... Notaram como a muitos médicos, advogados, mestres e doutores olham o resto do mundo de cima para baixo, como sacerdotes de seus pequenos mistérios? Eles têm certeza de que as abordagens da verdade de seus pequenos reinos são suficientemente fortes e consistentes para sustentarem suas empáfias. E eu sou fanático? Give me a break.

Quem tem alguma vivência na fé já se deparou com casos de doenças incuráveis que foram curadas (pela fé, sobrenaturalmente) ou pela conversão e mudança de comportamento do(s) moribundo(s) – isto não dá para explicar, mas dever ser compreendido (usando a linguagem de Dilthey e outros filósofos das “ciências do espírito” – nada a ver com as Escrituras, apesar da expressão). Não é fanatismo, enfim, porque, para usar uma expressão científica, tem fundamentum in re (fundamento nas coisas, nos fatos).

A filo já cansou de estudar e reconhecer: o que não se encaixa numa cultura, é simplesmente rejeitado como real, ainda que real! A crítica do espírito crítico é possível, porém mais difícil porque exige humildade – faculdade espiritual que não é fácil de ser digerida pelos doutores das leis do mundo.

E a matemática? Essa é exata mesmo, afinal. Sim, mas oca de significado, inútil concretamente, a menos que se preencha de significado o que exprimem os valores e equações (“por trás das equações o que existem são idéias”, disse Einstein). Além disso, é dependente de princípios ou axiomas ou postulados “de fora” que devem lhe sustentar: Kurt Godell, matemático genial, amigo de Einstein, derrubou matematicamente com a pretensão de Russel e outros de colocar a Matemática como ciência-mãe. Ver mais detalhes em meu trabalho sobre a Atualidade da Metafísica de Aristóteles – aliás, não veja.

Que não se entenda o que até aqui foi colocado como um texto de contra-cultura, mas de colocá-la em seu devido lugar.

O texto de hoje é sobre como o espírito moderno enxerga o conceito de verdade e como as Escrituras querem que o tema seja tratado.

Lâmpada para meus pés é a tua palavra e luz para meus caminhos (Sl 119:105)

Michel Beltrão

Baixe um texto do mesmo autor, relacionado ao tema aqui abordado: Acerca da Verdade (Clique Aqui).

1 de dezembro de 2010

OS PASTORES SÃO OS CULPADOS!

"O primeiro e maior obstáculo para missões são os pastores"



A frase acima é de ninguém menos que Oswald Smith, escritor dos bestselleres "Paixão pelas almas" e "Clamor do mundo". Ele foi pastor senior da Igreja dos Povos em Toronto, Canadá. Uma igreja local que sustentava mais de 800 missionários transculturais. Ou seja, ele tinha experiência no assunto!



E isso é mesmo verdade porque são os pastores locais que têm a incumbência de descobrir vocacionados, orientá-los, treiná-los, enviá-los aos campos não alcançados e sustentá-los dignamente. Posso dizer, por experiência própria e atual, que, na prática, a maioria deles se opõe a tudo isso, ainda que não declaradamente.



O caso é tão grave, que os congressos de líderes (ou seja, para pastores), nem incluem o tema missões na pauta. O amado pastor David Botelho, um dos maiores mobilizadores de missões no Brasil, relata num artigo que ficou muito surpreso ao ver que num congresso da SEPAL (www.sepal.org.br) com mais de mil pastores, que a palestra de missões atraiu somente 12 pessoas e 3 delas eram ele e os missionários Ken Kudo e Josué Martins. E esse quadro se repete em todos os outros grandes congressos de líderes (Leadership Summit, Silas Malafaia, etc), demonstrando que missões transculturais está enfrentando uma das maiores crises no meio de liderança brasileira. Algo radical tem que ser feito com urgência!



Na mesma linha da frase acima, George Peters diz uma verdade incontestável: "O mundo está mais preparado para receber o Evangelho do que os cristãos para propagá-lo". O filme Jesus é, hoje, o filme mais pirateado no mundo muçulmano. Ele foi apresentando na época do Natal em duas nações muçulmanas. Vários muçulmanos tiveram sonhos com Jesus e pedem missionários que os discipulem nos caminhos do Senhor, mas onde estão? Um presidente de uma nação muçulmana pobre pediu obreiros brasileiros à Missão Horizontes. Já imaginou isso?



Parece que chegou o tempo em que as pedras estão clamando... Estou vivendo a mesma experiência de Jeremias e não posso me calar diante de tantos fatos. 


Jamierson Oliveira - http://jamiersonoliveira.blogspot.com



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16 de novembro de 2010

FILÓSOFOS ENCONTRAM NOVOS ARGUMENTOS PARA DEFENDER A EXISTÊNCIA DE DEUS


Pesquisadores e filósofos prosseguem na tradição de encontrar exemplos da “assinatura de Deus” nos sistemas biológicos para rebater o chamado novo ateísmo.

Nos últimos tempos, o mercado literário tem sido inundado por títulos defendendo o ateísmo. Boa parte deles viraram best-sellers – caso de Deus, um delírio, de Richard Dawkins, o mais ruidoso lançamento recente nesta linha. Pode-se supor, à primeira vista, que seja impossível aos pensadores modernos defender intelectualmente a existência de Deus. Todavia, um exame rápido nos livros do próprio Dawkins, bem como de autores como Sam Harris e Christopher Hitchens, entre outros, revela que o chamado novo ateísmo não possui base intelectual e deixa de lado a revolução ocorrida na filosofia anglo-americana. Tais obras refletem mais a pseudociência de uma geração anterior do que retratam o cenário intelectual contemporâneo.

O ápice cultural dessa geração aconteceu em 8 de abril de 1966. Naquela ocasião, o principal artigo da revista Time um dos maiores semanários da imprensa americana, foi apresentado numa capa completamente preta, com três palavras destacadas em vermelho: “Deus está morto?”. A história contava a suposta “morte” de Deus, movimento corrente na teologia naquela época. Porém, usando as palavras de Mark Twain, a notícia do “falecimento” do Senhor foi prematura. Ao mesmo tempo em que teólogos escreviam o obituário divino, uma nova geração de filósofos redescobria a vitalidade de Deus.

Para entender melhor a questão, é preciso fazer uma pequena digressão. Nas décadas de 1940 e 50, muitos filósofos acreditavam que falar sobre Deus era inútil – aliás, verdadeira tolice –, já que não há como provar a existência dele pelos cinco sentidos humanos. Essa tendência à verificação acabou se desfazendo, em parte porque os filósofos descobriram simplesmente que não havia como verificar a verificação! Esse foi o evento filosófico mais importante do século 20. O fim do império da verificação libertou os filósofos para voltarem a tratar de problemas tradicionais que haviam sido deixados de lado.

Com o renascimento do interesse nas questões empíricas tradicionais, sucedeu algo que ninguém havia previsto: o renascimento da filosofia cristã. A mudança começou, provavelmente, em 1967, com a publicação de livro God and Other Minds: A Study of the Rational Justification of Belief in God (“Deus e outras mentes: um estudo sobre a justificação racional da crença em Deus”), de Alvin Plantinga. Seguiram-se a ele vários filósofos cristãos, que militaram escrevendo em jornais eruditos, participando de conferências e publicando suas obras nas melhores editoras acadêmicas. Como resultado, a aparência da filosofia anglo-americana se transformou. Embora talvez ainda seja o ponto de vista dominante nas universidades americanas, o ateísmo hoje é uma filosofia em retirada.

Em um artigo recente, o filósofo Quentin Smith, da Universidade Western Michigan, lamentou o que chama de “dessecularização” da academia, que no seu entender evoluiu nos departamentos de filosofia desde o fim dos anos 60. Ele se queixa da passividade dos naturalistas diante da onda de “teístas inteligentes e talentosos que entram na academia hoje”. E conclui: “Deus não está morto na academia; voltou à vida no fim da década de 60 e hoje está vivo em sua última fortaleza acadêmica – os departamentos de filosofia”.

Teologia natural

O renascimento da filosofia cristã foi acompanhado pelo ressurgimento do interesse na teologia natural, ramo que tenta provar a existência de Deus sem usar a revelação divina. O alvo dessa teologia natural é justificar uma visão de mundo teísta ampla, que é comum entre cristãos, judeus e muçulmanos – e, claro, deístas. Embora poucos os considerem provas atraentes da existência de Yahweh dos cristãos, todos os argumentos tradicionais a favor da veracidade de Deus, além de alguns novos, encontram hoje defensores hábeis.

O argumento cronológico, por exemplo, defende que tudo o que existe tem uma explicação para sua existência, seja na necessidade de sua natureza ou em uma causa externa. E, se há uma explicação para a existência do universo, essa é a existência de Deus. Trata-se de um argumento com validade lógica, já que uma causa externa para o universo tem de estar além do espaço e do tempo; portanto, não pode ser física nem material. O argumento cronológico é defendido por estudiosos como Alexander Pruss, Timothy O’Connor, Stephen Davis, Robert Knoos e Richard Swinburne, entre outros. 

Já o argumento cosmológico considera que tudo que começa a existir tem uma causa; portanto, se o universo passou à existência, também ele tem uma causa. Stuart Hackett, David Oderberg, Mark Nowacki e eu, particularmente, o defendemos. A premissa básica com certeza parece mais plausível do que sua negativa – afinal, acreditar que as coisas simplesmente comecem a existir sem uma causa é pior do que acreditar em mágica. Ainda assim, é surpreendente o número de ateus que evitam tal explicação. Tradicionalmente, os ateus defendem a eternidade do universo. Há, porém, muitos motivos, tanto filosóficos quanto científicos, para duvidar dessa eternidade. Para a filosofia, por exemplo, a idéia de passado infinito é absurda; se o universo nunca teve início, então o número de eventos históricos é infinito. Essa idéia é muito paradoxal, e, além disso, levanta um problema: como o evento presente poderia acontecer se houvesse um número infinito de eventos para acontecer antes?

Além do mais, uma série notável de descobertas astronômicas e astrofísicas do século passado conferiu nova vida ao argumento cosmológico. Temos, hoje, evidências bem fortes de que o universo não é eterno no passado, mas que teve um início absoluto há cerca de 13,7 bilhões de anos, em um cataclismo conhecido como Big Bang. Esta tese é espantosa porque representa a origem do universo a partir de praticamente nada – afinal, toda matéria e energia, inclusive o espaço e o tempo físicos, teriam derivado dele. Os recentes experimentos com o LHC, o mega-acelerador de partículas instalado nos Alpes suíços, caminham justamente nesta direção. Alguns cosmólogos até tentaram fabricar teorias alternativas para fugir a esse início absoluto – porém, nenhuma delas foi aceita pela comunidade científica.

Em 2003, os cosmólogos Arvind Borde, Alan Guth e Alexander Vilenkin conseguiram provar que qualquer universo que exista, em estado de expansão como o nosso, não pode ter passado eterno; mas teve, necessariamente, um início absoluto. “Os cosmólogos não podem mais se esconder atrás da possibilidade de um universo com passado eterno”, diz Vilenkin. “Não há como fugir – eles têm de encarar o problema do início cósmico”. Segue-se, então, que precisa ter havido uma causa transcendente que trouxe o universo à existência. Uma causa plausível no tempo, acima do espaço, e portanto, imaterial e pessoal.

“Assinatura de Deus”

Resta o argumento teológico. Este permanece firme como sempre, defendido, em várias formas, por gente como Robin Collins, John Leslie, Paul Davies, William Dembski e Michael Denton. Ultimamente, com o movimento denominado Projeto Inteligente, boa parte destes pesquisadores prosseguem na tradição de encontrar exemplos da “assinatura de Deus” nos sistemas biológicos. Todavia, o ponto sensível da discussão enfoca a recente descoberta da sintonia do cosmos com a vida. Essa sintonia assume dois aspectos – primeiro, porque quando as leis da natureza são expressas em equações matemáticas, como a da gravidade, apresentam certas constante. Logo, não determinam esses valores. Segundo, há certas variantes arbitrárias que fazem parte das condições iniciais do universo – a quantidade de entropia, por exemplo. Essas constantes e quantidades se encaixam em um alcance extraordinariamente pequeno de valores que permitem a existência de vida. Se fossem alteradas em valor inferior ao da grossura de um fio de cabelo, o equilíbrio que permite a existência e sustentação da vida seria destruído – ou seja, não haveria vida.

A essência dessa argumentação é de que a existência do universo, tal qual o conhecemos, decorre do acaso ou de um projeto. Quanto ao acaso, teóricos contemporâneos cada vez mais reconhecem que as evidências contra a sintonia são quase insuperáveis, a não ser quese esteja pronto a aceitar a hipótese especulativa de o nosso universo ser apenas um membro de um hipotético conjunto infinito e aleatório de universos. Nesse conjunto, pode-se imaginar qualquer tipo de mundo físico, e obviamente só encontraríamos um onde as constantes e quantidades são compatíveis com nossa existência.

Claro que todos esses argumentos são objeto de réplicas e contra-réplicas – e ninguém imagina que algum dia se chegará a consenso. Na verdade, há sinais de que o gigante adormecido do ateísmo, após um período de passividade, vai despertando de suasoneca e entrando na briga. J. Howard Sobel e Graham Oppy escreveram livros grandes e eruditos criticando os argumentos da teologia natural, e a Cambridge University Press lançou Companion to Atheism (“Companheiro do ateísmo”) no ano passado. De toda forma, a simples presença do debate na academia prova como é saudável e vibrante a visão de mundo teísta hoje.

Relativismo

Muita gente pode pensar que a reaparição da teologia natural em nossos dias seja apenas trabalho desperdiçado. Afinal, não vivemos em uma cultura pós-moderna, onde o apelo a argumentos apologéticos como esses deixaram de ser eficazes? Hoje, não se espera mais que argumentos para defender o teísmo funcionem. Não por outra razão, cada vez mais cristãos apenas compartilham sua história e convidam outros a participar dela.

Esse tipo de raciocínio carrega um diagnóstico errado, desastroso para a cultura contemporânea. A suposição de que vivemos em uma cultura pós-moderna não passa de mito. Na verdade, esse tipo de cultura é impossível; não poderíamos viver nela. Ninguém é relativista quando se trata de ciência, engenharia e tecnologia – o relativismo é seletivo, só surge quando o assunto é religião e ética. Mas é claro que isso não é pós-modernismo; é modernismo! Não passa do antigo verificacionismo, que sustentava que tudo que não se pode testar com os cinco sentidos é uma questão de preferência pessoal.

Fato é que vivemos em uma cultura que continua profundamente modernista. Se não for assim, não haverá explicação para a popularidade do novo ateísmo. Dawkins e sua turma são inegavelmente modernistas e até científicos em sua abordagem. Na leitura pós-modernista da cultura contemporânea, seus livros deveriam ter sido como água sobre pedra – porém, as pessoas os agarram ansiosas, convictas de que a fé religiosa é tolice.

Sob essa ótica, adequar o Evangelho à cultura pós-moderna leva à derrota. Deixando de lado as armas da lógica e da evidência, deixaremos o modernismo nos vencer. Se a Igreja adotar esse curso de ação, a próxima geração sofrerá conseqüências catastróficas. O cristianismo se tornará apenas mais uma voz em meio a uma cacofonia de vozes que competem entre si – cada uma apresentando sua narrativa e alegando ser a verdade objetiva sobre a realidade. Enquanto isso, o naturalismo científico continuará a moldar a visão da cultura sobre como o mundo realmente é.

Uma teologia natural consistente é bem necessária para que a sociedade ocidental ouça bem o Evangelho. Em geral, a cultura do Ocidente é profundamente pós-cristã – e este estado de coisas é fruto do iluminismo, que introduziu o fermento do secularismo na cultura européia. Hoje, esse fermento permeia toda a sociedade ocidental. Enquanto a maioria dos pensadores originais do iluminismo eram teístas, os intelectuais de hoje, majoritariamente, consideram o conhecimento teológico impossível. Aquele que se dedica ao raciocínio sem vacilar até o fim acabará ateísta – ou, na melhor das hipóteses, agnóstico.

Entender nossa cultura da forma correta é importante, porque o Evangelho nunca é ouvido isoladamente, mas sempre no cenário da cultura corrente. Uma pessoa que cresce em ambiente cultural que vê o cristianismo como opção viável estará aberta ao Evangelho – mas, neste caso, tanto faz falar aos secularistas sobre fadas, duendes ou Jesus Cristo! Cristãos que depreciam a teologia natural porque “ninguém se converte com argumentos intelectuais” têm a mente fechada. O valor dessa teologia vai muito além dos contatos evangelísticos imediatos. Ao passo que avançamos no século 21, a teologia natural será cada vez mais relevante e vital na preparação das pessoas para receberem o Evangelho. É tarefa mais ampla da apologética cristã, incluindo a teologia natural, ajudar a criar e sustentar um ambiente cultural em que o Evangelho seja ouvido como opção intelectual viável para pessoas que pensam. Com isso, lhes será conferida permissão intelectual para crer quando seu coração for tocado.

Fonte: Cristianismo Hoje

10 de novembro de 2010

Gideões Internacionais - Testemunhos de vidas transformadas pela Palavra


Na Convenção Internacional dos Gideões realizada em julho/2008, na cidade de Louisville, Kentucky/EUA, o mesmo local onde o Ministério iniciou a colocação de Bíblias nos hotéis em 1908, alguns testemunhos foram compartilhados e estão reproduzidos aqui para a nossa edificação:

“O SENHOR PODE ME APRESENTAR AO DR. JESUS?” - Testemunho da Índia
Essa pergunta foi feita a um pastor na Índia. O jovem rapaz que fez a pergunta, mora em uma cidade onde uma forte epidemia de gripe havia chegado. Seu pai contraiu a infecção e estava perdendo a visão de ambos os olhos. Os Gideões haviam distribuído recentemente Novos Testamentos na escola para rapazes e ele começou a ler o seu NT. Ele leu o milagre de Jesus curando o cego de Bartimeu em Marcos 10 e ficou surpreso com a história. Ele pegou seu NT e levou para o pastor mais próximo e pediu para ser apresentado ao “Dr. Jesus”. O pastor ministrou para esse rapaz e orou com ele para que Deus curasse a visão física do seu pai e abrisse os seus olhos espirituais. Deus curou a visão do pai e o jovem rapaz foi para a faculdade e hoje é um pastor na Índia.

“LOUCOS” PELA PALAVRA DE DEUS - Testemunho da Venezuela
Um adolescente na Venezuela começou usar drogas e roubar das pessoas para comprar mais drogas. Quando sua família tentou impedi-lo, ele ficou violento. Agrediu sua mãe muitas vezes e foi levado para a prisão. Mais tarde, foi levado para um hospital psiquiátrico. Os Gideões visitaram o hospital um dia e deram ao jovem rapaz um NT. Ele começou a ler regularmente. Durante uma consulta ele contou para o médico tudo sobre Jesus. Não sendo cristão, o médico pensou que a cabeça do rapaz estava piorando e disse que ele nunca sairia do hospício. Finalmente, o adolescente teve a chance de se consultar com um outro médico. Este constatou que o rapaz estava bem. Ele teve alta do hospício e começou a estudar em um Instituto Bíblico. Hoje ele é pastor. Surpreendentemente, o primeiro médico, que pensou que o rapaz não tinha solução, ouviu sobre a nova vida do adolescente e ficou pensando o que poderia tê-lo mudado tão drasticamente. Ele começou a ler o NT que havia recebido dos Gideões e também entregou sua vida a Cristo e agora é um missionário.

ELE NÃO PÔDE ESCAPAR DA PALAVRA DE DEUS - Testemunho de Madagascar
Um prisioneiro que ganhou um Novo Testamento dos Gideões começou a rasgar as páginas e jogar para fora da janela de sua cela. Com o vento, as folhas começaram a voar de volta para a janela da cela. Surpreso, esse prisioneiro colocou uma das páginas no seu bolso. Mais tarde, ele pegou a página e leu João 3:18, “Quem crê nele não é condenado...” O prisioneiro queria saber mais, mas havia rasgado o seu Novo Testamento. Então, pegou outro NT de um colega prisioneiro. Ele leu, se entregou para Deus e foi salvo.

O HOMEM MAIS FELIZ DO MUNDO - Testemunho do Líbano
Um homem de 30 anos, no Líbano contraiu uma doença no sangue. As duas pernas, uma das mãos e parte da outra mão tiveram que ser amputadas. Mas, ainda tinha a doença. Ele entrou em depressão e estava pronto para acabar com a sua vida. No entanto, os Gideões trouxeram um Novo Testamento enquanto ele estava no hospital. Ele leu e orou a Deus, pedindo cura. Deus o curou da doença e agora, ele está muito feliz casado. Seus médicos disseram que ele não poderia ter filhos, mas Deus presenteou-o com filhos também. Hoje, ele é um Gideão e diz, “Eu sou o homem mais feliz do mundo.”

A BÍBLIA QUE ELA IA QUEIMAR, COLOCOU FOGO NO SEU CORAÇÃO - Testemunho da Tailândia
Uma jovem moça, que era conhecida como um profunda e convicta muçulmana, estava viajando e visitou um hotel em Bangok. Ali, ela encontrou uma Bíblia dos Gideões. Ela a colocou na sua bagagem com intenção de queimá-la mais tarde. Ela esqueceu da Bíblia por algum tempo, mas um dia ela a pegou e começou a ler. Essa jovem moça foi salva e agora, é uma evangelista e líder do ministério de avivamento.



SAIBA MAIS SOBRE OS GIDEÕES: http://portal.gideoes.org.br/ 

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